LOPO DE CARVALHO COELHO

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Nome: COELHO, Lopo
Nome Completo: LOPO DE CARVALHO COELHO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
COELHO, LOPO

COELHO, Lopo

*dep. fed. DF 1951-1959; dep. fed. GB 1967-1975.

 

Lopo de Carvalho Coelho nasceu em Uruguaiana (RS) no dia 18 de fevereiro de 1911, filho de Joaquim Marcelino Coelho e de Acilina Pibernat de Carvalho Coelho.

Em 1939 bacharelou-se em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade de Direito de Niterói. Passou em seguida a residir no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, onde, após um período de militância no Partido Democrata Cristão (PDC), acabou por ligar-se ao Partido Social Democrático (PSD). Em 1946 foi nomeado pelo presidente Eurico Dutra — a quem se ligaria por laços de amizade — diretor do Departamento Administrativo do Serviço Público (DASP). Nomeado em 1948 subchefe do Gabinete Civil da Presidência da República, ajudou nesse período na elaboração do Plano Salte.

No pleito de outubro de 1950 elegeu-se deputado pelo Distrito Federal na legenda do PSD, assumindo o mandato em fevereiro de 1951. Reeleito em outubro de 1954 na mesma legenda, obteve apenas a segunda suplência no pleito de outubro de 1958, dessa vez na legenda da Aliança Democrática Nacionalista, coligação integrada pelo PSD, o Partido Socialista Brasileiro (PSB), o Partido Rural Trabalhista (PRT), o Partido Republicano (PR), o Partido Trabalhista Nacional (PTN) e o Partido Libertador (PL). Deixando a Câmara em janeiro de 1959, desse ano ao seguinte foi secretário da Agricultura, Indústria e Comércio do Distrito Federal. Em outubro de 1960 elegeu-se deputado à Assembléia Constituinte do novo estado da Guanabara, da qual foi presidente, tendo sido um dos signatários da primeira Constituição do estado, promulgada em março de 1961. Com a transformação da Assembléia Constituinte em Assembléia Legislativa, permaneceu na presidência da casa, exercendo o mandato até janeiro de 1963. Por duas vezes em que Carlos Lacerda, governador do novo estado (1961-1965) ausentou-se do posto, assumiu interinamente suas funções.

Em 1963, tornou-se secretário sem pasta do estado da Guanabara. Em 1964 cursou a Escola Superior de Guerra (ESG), no Rio de Janeiro. De 1964 a 1966, foi ministro plenipotenciário e enviado extraordinário do Brasil à Conferência da Organização Internacional do Trabalho (OIT), realizada em Genebra, na Suíça, tendo comparecido em 1965 à Conferência Interamericana, reunida em Buenos Aires.

Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de apoio ao regime militar instalado no país em abril de 1964. Em 1966 exerceu o cargo de promotor do Ministério Público e, em novembro desse ano, elegeu-se novamente deputado federal pela Guanabara na legenda da Arena. Assumiu o mandato em fevereiro de 1967 e, em agosto de 1969, na qualidade de presidente da Arena do estado da Guanabara, esteve no bojo da crise desencadeada naquela seção do partido devido às lutas que então se travavam por sua sucessão. O ministro da Justiça Luís Antônio da Gama e Silva, atendendo a pedido do coronel Osnelli Martinelli, integrante da comissão executiva da Arena carioca, iniciou intervenção no partido para obter um acordo capaz de conciliar as facções em luta, o que não conseguiu.

Lopo Coelho reelegeu-se deputado federal em novembro de 1970, sempre na legenda da Arena, tornando-se vice-presidente da Comissão de Relações Exteriores e membro da Comissão de Serviço Público da Câmara. Em novembro de 1974 elegeu-se primeiro suplente de deputado federal na legenda da Arena da Guanabara. Concluindo o mandato em janeiro do ano seguinte, não mais retornou à Câmara. Em junho de 1977 foi nomeado pelo presidente Ernesto Geisel ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Foi ainda jornalista e membro do conselho consultivo da Fábrica de Cimento Vale do Paraíba.

Faleceu na cidade do Rio de Janeiro no dia 18 de junho de 1984.

Era casado com Maria Auxiliadora Costa de Carvalho Coelho, com quem teve uma filha.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1967-1971 e 1971-1975); CÂM. DEP. Relação dos dep.; Cidadão; CISNEIROS, A. Parlamentares; Grande encic. Delta; Jornal do Brasil (7/10/66, 31/5, 10/6/77 e 19/6/84); MACEDO, N. Aspectos; MAGALHÃES, I. Segundo; NÉRI, S. 16; Perfil (1972); Rev. Inst. Hist. Geog. Bras.; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (2, 3, 4 e 8); Veja (27/6/84).

 

 

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