PAULO RAMOS COELHO

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Nome: COELHO, Paulo
Nome Completo: PAULO RAMOS COELHO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
COELHO, PAULO

COELHO, Paulo

*sen. AM 1962-1963; dep. fed. AM 1963-1967.

 

Paulo Ramos Coelho nasceu em Humaitá (AM) no dia 23 de agosto de 1918, filho de Francisco Plínio Coelho e de Ana Ramos Coelho. Seu irmão Plínio Ramos Coelho foi deputado federal pelo Amazonas de 1951 a 1955 e governador do mesmo estado de 1955 a 1959 e de 1963 a 1964.

Iniciou o curso primário no interior do seu estado natal e concluiu-o em Manaus, cursando o ginasial no Colégio Estadual do Amazonas. Trabalhou por nove anos como escrevente juramentado do 4º Ofício de Notas, em Manaus, depois como chefe de escritório do Lóide Brasileiro naquela cidade e em Salvador, e agente da mesma empresa em Manaus e Belém. Em 1943 diplomou-se em contabilidade e passou a contador no Lóide Brasileiro. Em 1948 bacharelou-se pela Faculdade de Direito da Universidade do Pará, após o que tornou-se procurador jurídico no Lóide Brasileiro.

Em outubro de 1950 elegeu-se suplente de deputado estadual no Amazonas na legenda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Exerceu o mandato por dois anos, deixando a Assembléia Legislativa amazonense para retomar as suas atividades no Lóide. Assumiu então a gerência da empresa em Manaus entre 1952 e 1956 e em Belém entre 1956 e 1963.

Em outubro de 1954 elegeu-se suplente do senador pelo Amazonas Leopoldo Tavares da Cunha Melo na legenda do PTB. Em fevereiro de 1962 assumiu o mandato, em virtude do falecimento do titular. No pleito de outubro do mesmo ano elegeu-se deputado federal pelo Amazonas na legenda do Partido Libertador (PL). Embora residisse há sete anos no Pará, foi o segundo mais votado no estado do Amazonas. Concluiu o mandato de senador em janeiro de 1963 e assumiu o de deputado federal no mês seguinte. Na Câmara, passou a integrar a bancada do Partido Democrata Cristão (PDC), legenda pela qual seu irmão se elegeu governador do Amazonas, e integrou as comissões de Finanças, de Agricultura e de Valorização Econômica da Amazônia. Foi também suplente da Comissão de Orçamento. Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a conseqüente implantação do bipartidarismo, filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Em novembro de 1966 concorreu novamente, na legenda do MDB, a uma cadeira de deputado federal pelo Amazonas, obtendo apenas uma suplência. Por ocasião do afastamento do deputado Bernardo Cabral, assumiu uma cadeira na Câmara dos Deputados.

Presidencialista e intervencionista, defendia, segundo o Correio Brasiliense, edição de maio de 1965, a ampliação do monopólio estatal aos transportes aéreos; a reforma bancária, com a instituição de um banco central emissor, impondo-se à rede privada a função social do crédito; e a reforma agrária cooperativista, com a desapropriação dos latifúndios improdutivos mediante o prévio e justo pagamento de indenizações em dinheiro e assistência integral ao lavrador e o loteamento dos bens dominiais a serem doados aos lavradores que mais produzissem. Defendia também a cédula única em todos os pleitos, como meio para se eliminar a influência do poder estatal ou econômico nas eleições, e, contrário ao sistema de maioria absoluta, era favorável à coincidência dos mandatos sem prorrogação. Adepto da manutenção de relações comerciais e diplomáticas com todos os povos, respeitados os princípios da autodeterminação e da não-intervenção, era ainda municipalista e opunha-se a reformas na Constituição.

Faleceu em Brasília no dia 30 de junho de 1968, vítima de acidente automobilístico.

Era casado com Olga Castanheiro Coelho, com quem teve cinco filhos.

 

FONTES: CÂM. DEP. Anais; CÂM. DEP. Deputados; CAMPOS, Q. Fichário; INF. FAM. PAULO RAMOS COELHO FILHO; ROQUE, C. Grande; SENADO. Relação; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (3, 4, 6 e 8).

 

 

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