RUI OSVALDO CODO

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Nome: CÔDO, Rui
Nome Completo: RUI OSVALDO CODO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
Côdo, Rui

CÔDO, Rui

* dep. fed. SP 1975-1987.

 

Rui Osvaldo Côdo nasceu em Santa Gertrudes (SP), no dia 10 de setembro de 1929, filho de José Côdo e de Elvira Martins Côdo.

Formou-se em ciências contábeis na Escola de Comércio Álvares Penteado, em 1949, e durante a década de 1950 trabalhou como contador em várias empresas. Industrial, proprietário de uma fábrica de lustres, ingressou na política candidatando-se a vereador de São Paulo no pleito de outubro de 1964, pela legenda do Movimento Trabalhista Renovador (MTR), obtendo uma suplência. No ano seguinte, por alguns meses, chegou a ocupar uma cadeira Câmara Municipal.

Em novembro de 1966 elegeu-se deputado estadual em São Paulo pela legenda do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instaurado no país em abril de 1964. Reeleito em novembro de 1970, assumiu a vaga na Assembléia Legislativa paulista em fevereiro do ano seguinte. Presidiu as comissões de Transporte e Comunicações e de Economia e Planejamento, bem como duas comissões parlamentares de inquérito.

No pleito de novembro de 1974 foi eleito deputado federal por São Paulo, sempre na legenda do MDB. Empossado em fevereiro de 1975, viajou ao Japão a convite da Universidade de Soka, proferindo conferências em Tóquio e Osaka. Em 1976 visitou a Alemanha e integrou uma comitiva da Câmara Federal em missão oficial a Hong-Kong, a convite dos governos do Japão e do Paquistão.

Em 1978, tornou-se Secretário da Associação Brasileira de Municípios (ABM), de 1978 a 1982, fez várias viagens ao exterior. Na legislatura de 1975-1978 presidiu a Comissão de Finanças e ocupou a vice-presidência e a presidência da CPI do Menor Abandonado. Reeleito pelo MDB em novembro de 1978 retornou à condição de titular na Comissão de Finanças da Câmara.

Com o fim do bipartidarismo, em novembro de 1979, e a conseqüente reformulação partidária, foi um dos fundadores do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), sucessor do MDB. Nessa época, em meio à crise mundial decorrente do aumento do preço do petróleo do Oriente Médio, defendeu a utilização do metanol como fonte de energia alternativa. Novamente reeleito em novembro de 1982, iniciou o novo mandato em fevereiro do anos seguinte, participando da Comissão de Transportes e assumindo a tesouraria da ABM, função que exerceria até 1985.

Em 25 de abril de 1984, votou a favor da Emenda Dante de Oliveira, que previa eleições diretas para presidente da República. Derrotada a proposição – faltaram 22 votos para que fosse elevada à apreciação do Senado – no Colégio Eleitoral, reunido em 15 de janeiro de 1985, Rui Côdo não compareceu ao Colégio Eleitoral que se reuniu em 15 de janeiro de 1895 para eleger o candidato oposicionista Tancredo Neves, da Aliança Democrática, uma união do PMDB com a dissidência do Partido Democrático Social (PDS) abrigada na Frente Liberal. Contudo, por motivo de doença, Tancredo Neves não chegou a ser empossado na presidência, vindo a falecer em 21 de abril de 1985. Seu substituto no cargo foi o vice José Sarney, que já vinha exercendo interinamente o cargo, desde 15 de março deste ano.

No pleito de novembro de 1985 Rui Côdo candidatou-se à prefeitura de São Paulo pela legenda do Partido Liberal (PL), não obtendo êxito. No pleito de novembro do ano seguinte tentou uma vaga de deputado federal constituinte, pela legenda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), também sem sucesso. Deixou a Câmara ao término da legislatura, em janeiro de 1987. Buscou o mandato federal numa terceira investida, no pleito de outubro de 1990, e ainda pela legenda do PTB, e alcançou uma suplência.

Em setembro de 1991 Rui Côdo foi preso, acusado de estelionato, apropriação indébita, formação de quadrilha e furto, crimes praticados durante sua administração na Casa de Davi, instituição para deficientes mentais carentes. Uma comissão de interventores da Procuradoria Geral do Estado descobriu que ele nomeara a esposa e um filho, José Côdo Neto, para cargos de chefia, tendo desviado verbas destinadas à construção de uma praça poliesportiva, além de dilapidar o dinheiro da entidade no conserto de um ônibus de empresa de sua propriedade, na compra de dez linhas telefônicas que acabaram sendo instaladas em seu escritório particular e no custeio de atividades políticas e empresariais. Os três foram indiciados.

Bacharel em ciências jurídicas pela Universidade de Brasília, Rui Côdo publicou Monografias sobre Abastecimento Hortifrutigrangeiro na Grande São Paulo (1969); Transporte Público Na Área Metropolitana de São Paulo (1972); Criação do Ministério do Abastecimento (1975); DIPOA Fecha Matadouro de Pequeno Porte (1976); O Município: única fonte geradora de riqueza nacional (1981); Criança, Redenção ou Miséria; “Trombadinha”, Responsabilidade de Toda a Nação; Pré-escola - Prioridade Fundamental e Estuário das Aspirações Nacionais.

Casado com Arlete Gonçalves Côdo, teve três filhos.

 

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. Repertório (1987-1988); CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1979-1983, 1983-1987 e 1991-1995); Estado de São Paulo (4/3/79, 21/2/80, 8/9, 10 e 18/9/91); Folha de São Paulo (24/9/91); Jornal do Brasil (7/9/91); TRIB. SUP. ELEIT. Dados (8 e 9).

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