Wilson João Cignachi

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Nome: CIGNACHI, Wilson
Nome Completo: Wilson João Cignachi

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

CIGNACHI, Wilson

*dep. fed. RS 1995-1999, 2002-2003, 2005-2007


 

Wilson João Cignachi nasceu em Farroupilha (RS) no dia 29 de outubro de 1945, filho de Santo Agostinho Cignachi e de Ângela Fabris Cignachi.

Estudou na Escola São Tiago, na cidade natal, formando-se técnico em contabilidade em 1967. Em 1970, foi sócio-fundador da Companhia Siderúrgica Paulista S.A. (Cosipa) em Farroupilha, à qual estaria ligado por mais de 20 anos.

Filiado ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instaurado no país em abril de 1964, elegeu-se vereador em Farroupilha em novembro de 1968, tomando posse em fevereiro seguinte. Ainda no primeiro ano de mandato, tornou-se líder da bancada do partido, do qual foi também secretário do diretório municipal entre 1970 e 1972. Reeleito em novembro deste último ano, continuou na liderança da bancada emedebista até 1976, quando assumiu a presidência do partido em Farroupilha.

Wilson Cignachi encerrou o mandato de vereador em janeiro de 1977, ingressando em seguida no curso de direito da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) em São Leopoldo (RS), interrompendo-o no ano seguinte. Em 1979, reiniciou o mesmo curso na Universidade de Caxias do Sul (RS), abandonando-o em 1980.

Com a extinção do bipartidarismo e a consequente reformulação partidária em novembro de 1979, filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), agremiação que reuniu a maioria dos filiados do extinto MDB.

Delegado e presidente do diretório municipal da nova legenda em Farroupilha entre 1981 e 1982, em novembro desse elegeu-se prefeito do município. Empossado em março, também atuou no diretório estadual do PMDB do Rio Grande do Sul, tendo sido o coordenador da campanha de Pedro Simon ao governo do estado nas eleições de novembro de 1986, ano em que também assumiu a presidência da Associação Gaúcha de Prefeitos.

Em 1987, assumiu a presidência do Conselho de Administração da Companhia Estadual de Desenvolvimento da Indústria e Comércio (CEDIC) e, no ano seguinte, tornou-se membro do Conselho de Administração da Companhia Intermunicipal de Estradas Alimentadoras (Cintea), cargos que ocuparia por três anos. Deixando a prefeitura de Farroupilha em 31 de dezembro de 1988, ao fim de sua gestão, no ano seguinte integrou o Conselho de Tráfego do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (DAER).

Wilson Cignachi foi ainda presidente da Companhia de Habitação Popular (Cohab) entre 1989 e 1991; sócio-fundador e gerente da Cignachi Imóveis de 1990 a 1994; e sócio-diretor da Cigma Construções de 1991 a 1994.

Em outubro deste último ano, foi eleito deputado federal pelo Rio Grande do Sul, tendo como base eleitoral a cidade de Farroupilha. Assumiu o mandato em fevereiro de 1995, tornando-se titular da Comissão de Desenvolvimento Urbano e Interior e suplente da Comissão de Agricultura e Política Rural. Além disso, participou de várias comissões especiais e integrou as frentes parlamentares do Couro e Calçado, da Agricultura Familiar e da Micro, Pequena e Média Empresa.

Ainda em 1995, por ocasião da votação das emendas à Constituição enviadas pelo governo federal, posicionou-se de acordo com as orientações da base parlamentar governista votando a favor da abertura da navegação de cabotagem à concorrência estrangeira, da revisão do conceito de empresa nacional, do fim do monopólio estatal nas telecomunicações, na exploração do petróleo e na distribuição do gás canalizado pelos governos estaduais e da prorrogação do Fundo Social de Emergência (FSE), rebatizado de Fundo de Estabilização Fiscal (FEF), que permitia ao governo desvincular 20% da arrecadação de impostos, sem que estas verbas ficassem obrigatoriamente ligadas aos setores de saúde e educação.

Em 1996, esteve ausente da votação que aprovou a criação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), que substituiu o Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), imposto de 0,25% sobre transações bancárias criado como fonte complementar de recursos para a área da saúde.

Em fevereiro e novembro do ano seguinte, sempre em apoio ao governo, declarou-se favorável à emenda que instituiu a possibilidade de reeleição para prefeitos, governadores e presidente da República e ao projeto da reforma administrativa, que aprovou o fim da estabilidade no serviço público por desempenho insuficiente ou quando os gastos com pessoal superassem a 60% da arrecadação do Estado.

Em outubro de 1998 candidatou-se à reeleição na legenda da coligação formada pelo PMDB, pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), pelo Partido da Frente Liberal (PFL) e outras agremiações menores, mas obteve apenas uma suplência.

Em novembro, votou a favor dos destaques da reforma da Previdência que propunham o estabelecimento de um teto para as aposentadorias dos funcionários públicos e a adoção dos critérios de idade mínima e de tempo de contribuição para a concessão de aposentadorias no setor privado. Deixou a Câmara em janeiro de 1999, ao final da legislatura.

Nas eleições municipais de 2000, foi eleito vice-prefeito de Farroupilha, na chapa do PMDB, liderada por Bolívar Antonio Pasqual.

No dia 26 de fevereiro de 2002, Cignachi tomou posse na Sessão Ordinária da Câmara, em substituição ao deputado Nelson Marchezan, do PSDB do Rio Grande do Sul, que falecera no dia 11 do mesmo mês. Nas eleições de outubro deste ano obteve nova suplência na legenda do PMDB.

No início de 2003, Cignachi deixou a Câmara para assumir como presidente da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), exercendo o cargo até junho do mesmo ano, quando pediu demissão após sindicância interna apontar irregularidades na contratação, sem licitação, de um escritório de advocacia para defender a empresa em ações trabalhistas.

Voltou a exercer o mandato de deputado federal, como suplente, integrando a bancada do PMDB de março de 2005 a março de 2006, e novamente, ao final da legislatura, em janeiro de 2007. Nas eleições de outubro do ano anterior, obteve nova suplência de deputado federal.

Não voltou a candidatar-se para cargos eletivos, mas permaneceu filiado ao PMDB. Profissionalmente, passou a se dedicar às atividades empresariais.

Casou-se com Estrelita Maris Tocchetti Cignachi, com quem teve três filhos.

 

Verônica Veloso

 

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1995-1999); Jornal Folha de São Paulo (31/01/1995, 14/01/1996, 30/01/1997, 5/02/1998, 29/09/1998, 10/10/1998 e 11/11/1998); TRIB. REG. ELEIT. RS. Candidatos (1998); Portal da Câmara dos Deputados. Disponível em: <http://www2.camara.gov.br>. Acesso em 09/11/2009 e 10/11/2009; Portal da Companhia Estadual de Energia Elétrica. Disponível em: <http://www.ceee.com.br>. Acesso em 10/11/2009; Portal do Jornal Folha de São Paulo. Disponível em: <http://www.folha.com.br>. Acesso em 09/11/2009 e 10/11/2009; Portal do jornal O Globo. Disponível em: <http://www.oglobo.globo.com>. Acesso em 10/11/2009; Portal do Provedor de Informações Econômico Financeiras do Setor de Energia Elétrica. Disponível em: <http://www.provedor.nuca.ie.ufrj.br/provedor>. Acesso em 10/11/2009; Portal do Tribunal Superior Eleitoral. Disponível em: <http://www.tse.jus.br>. Acesso em 26/08/2013.

 

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