João Ferreira de Almeida

Entrevista

João Ferreira de Almeida

Entrevista realizada no contexto do projeto “Cientistas sociais de países de Língua Portuguesa: histórias de vida”, com financiamento do Programa de Cooperação em matéria de Ciências Sociais para os países da comunidade de Língua Portuguesa (Programa Ciências Sociais CPLP) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Para ter acesso à transcrição e ao vídeo da entrevista clique aqui.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.
Vídeo, com consulta no portal

Tipo de entrevista: História de vida
Entrevistador(es):
Helena Maria Bousquet Bomeny
Maria das Dores Guerreiro
Antonio Firmino da Costa
Data: 28/7/2008
Local(ais):
Lisboa ; PT ; Portugal

Duração: 3h0min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: João Ferreira de Almeida
Formação: Licenciatura em Direito pela Universidade de Lisboa; Doutorado em Sociologia pelo Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE); Pós-Doutorado pelo ISCTE.
Atividade: É Professor Catedrático do Departamento de Sociologia no Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa e foi Presidente desta instituição de 1992 a 2005.

Equipe


Transcrição: Patrícia Amaral;

Conferência da transcrição: Carlos Subuhana ;

Técnico Gravação: Marco Dreer Buarque;

Sumário: Tatiane Carla Oliveira da Silva;

Temas

Assuntos familiares;
Ciências Sociais;
Colonialismo;
Direito;
Fernando Henrique Cardoso;
Formação acadêmica;
História de vida;
Intelectuais;
Intercâmbio cultural;
Pierre Bourdieu ;
Portugal;
Produção intelectual;
Revolução dos Cravos (1974);
Sociologia;

Sumário

Entrevista: 28.07.2008
Origens familiares; lembranças de sua infância no Porto; a mudança da família para Lisboa; os anos de estudos na Escola Secundária de Camões – Liceu Camões; a escolha pelo curso de Direito; curso de Direito na Escola Secundária de Camões; referência à campanha presidencial de Humberto Delgado, iniciada em 1958; a politização no ambiente familiar, que o influenciou desde cedo; comentários sobre a crise universitária de 1962; menção à experiência de membro da Assembléia-Geral da Associação; a guerra colonial e os impactos causados por esta na sua geração (anos 60); a decisão de se matricular no curso de Ciência Política da Universidade de Paris, na Sorbonne em meados da década de 60; a entrada nas Oficinas Gerais de Material Aeronáutico; menção à importância de Karl Marx na sua formação intelectual; o contato com Adérito Sedas Nunes e o convite para trabalhar no Instituto Superior de Ciências Econômicas e Financeiras (ISCEF) em 1970; o trabalho no ISCEF; as mudanças na metodologia de ensino promovidas no ISCEF,no Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE); a criação do ISCTE em 1972 e as dificuldades nos primeiros anos de Instituto; referências aos cargos exercidos no ISCTE; a formalização do curso de Sociologia em Portugal; a proximidade dos alunos e do corpo docente do Instituto; as aulas e investigação no GIS (Gabinete de Investigações Sociais); as dificuldades de se fazer o doutorado à época – este deveria ser subordinado à Universidade Técnica de Lisboa; comentários sobre a relação acadêmica com José Madureira Pinto; observações sobre as aulas que lecionava: tanto no plano teórico quanto no plano prático; os paradigmas das Ciências Sociais; opinião acerca da Revolução dos Cravos em Portugal (25/04/1974); precedentes e efeitos positivos e negativos da Revolução; o processo de desruralização da sociedade portuguesa; os impactos da emigração e da guerra colonial em Portugal e no exterior; movimento estudantil na década de 60; comentários sobre metodologia de pesquisa; análise da teoria das classes e dos aspectos sociais de Portugal; a importância da análise da sociedade na sociologia; menção ao projeto “European Social Survey” e à Fundação Européia de Ciência; referência à base de dados EduNet; a teoria dos valores humanos básicos de Shalom Schawartz; alusão à teoria do habitus de Pierre Bourdieu; os estudos sobre a questão do ambiente em Portugal; os valores e comportamentos dos universitários portugueses nos anos 60; a fundação da Associação Portuguesa de Sociologia em 1985; a contribuição de Fernando Henrique Cardoso, presidente da Associação Internacional de Sociologia na época da sua fundação, à sociologia portuguesa; Noites de Sociologia, reuniões informais com pessoas de várias formações organizada por João Ferreira de Almeida; a experiência como professor do ISCTE e da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa; a incorporação de diversos cursos no ISCTE, bem como seu crescimento; as deficiências do ensino em Portugal;referenciais teóricos: Émile Durkheim, Max Weber e Karl Marx; a referência de Pierre Bourdieu do ponto de vista epistemológico; menção à relevância das teorias de Gaston Bachelard; a necessidade de internacionalização das Ciências Sociais na Europa; a dificuldade da troca científica entre os cientistas sociais dos países europeus; John Zeiman e a resistência à intervenção do mercado e do Estado; a relação com os cientistas sociais do Brasil; comentários sobre Helga Nowotny e seu livro Re-thinking science; os pontos negativos e os positivos das ciências sociais nos dias atuais; retorno às origens familiares; influências da fase pré-madura na formação intelectual; recordações familiares da juventude; menção à liberdade prematura e o contato precoce com outras culturas.

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