Miriam Halpern Pereira

Entrevista

Miriam Halpern Pereira

Entrevista realizada no contexto do projeto “Cientistas sociais de países de Língua Portuguesa: histórias de vida”, com financiamento do Programa de Cooperação em matéria de Ciências Sociais para os países da comunidade de Língua Portuguesa (Programa Ciências Sociais CPLP) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O projeto terá vigência de dois anos, a partir de 01/01/2008. Para ter acesso à transcrição e ao vídeo da entrevista clique aqui.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.
Vídeo, com consulta no portal

Tipo de entrevista: História de vida
Entrevistador(es):
Maria das Dores Guerreiro
Antonio Firmino da Costa
Data: 24/3/2009
Local(ais):
Lisboa ; PT ; Portugal

Duração: 1h50min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Miriam Halpern Pereira
Formação: Licenciatura em História e Filosofia pela Faculdade de Letras de Lisboa (1962); Doutorado em História na Faculté de Lettres et Sciences Humaines (Sorbonne) em 1969.
Atividade: Diretora fundadora do Centro de Estudos de História Contemporânea Portuguesa; Diretora da Revista Ler História desde 1983; Professora Catedrática no Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE).

Equipe


Transcrição: Rute Mota;

Conferência da transcrição: Carlos Subuhana ;

Técnico Gravação: Marco Dreer Buarque;

Sumário: Paula Ramos Lousada Rocha;

Temas

Agricultura;
Assuntos familiares;
Ciência política;
Ciências Sociais;
Exílio;
Formação acadêmica;
Formação escolar;
História;
História de vida;
Industrialização;
Intercâmbio cultural;
Liberalismo;
Marxismo;
Obras de referência;
Organização de arquivos;
Portugal;
Produção intelectual;

Sumário

Entrevista: 24.03.2009

Origens familiares; a infância entre Portugal e Cuba; a importância da formação cívica na escola americana; o início do interesse pelas Ciências Sociais; convívios intelectuais dentro e fora do colégio; o início da formação política; o conflito familiar para ingressar na universidade; o ingresso na Faculdade de Letras e a decepção na faculdade; bibliotecas, uma alternativa ao ensino precário; o exílio na França em 1962 e a entrada para a École Pratique des Hauts Études; Pierre Vilar, uma figura marcante no percurso; a situação da mulher em Portugal na decada de 1960; menção ao doutoramento em 1969; o interesse pelos problemas econômicos de Portugal; as influências para os futuros estudos sobre a Revolução Liberal; comentários acerca da escrita de seu primeiro livro: Livre-câmbio e Desenvolvimento Econômico; oposição às teses antigas de decadência; a afirmação de identidade nacional portuguesa; a união do percurso pessoal e científico; a reinterpretação do modelo de desenvolvimento de Portugal; o grande reconhecimento e difusão de Livre-câmbio e Desenvolvimento Econômico; o estudo da agricultura do país; os estudos sobre o liberalismo político e contribuição para a valorização deste; organização do colóquio sobre o liberalismo; o interesse dos professores do liceu sobre o século XIX; o projeto de Mouzinho da Silveira; referência à obra As cortes constituintes e o liberalismo; outras contribuições para a sua produção intelectual: a direção da Torre do Tombo e do Instituto de Arquivos Nacionais; o abandono do projeto pelas administrações seguintes; a despreocupação com arquivos em Portugal; visita a arquivos de outros países da Europa; a possível digitalização de documentos; o estudo sobre a indústria portuguesa; a retomada da investigação em Portugal; a relação estreita entre o ensino e a investigação; a multiplicidade de caminhos para a industrialização; início do ofício de professora ainda em Paris; o período de ensino no Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE); a pressão na universidade no periodo anterior à Revolução dos Cravos (pré-25 de abril); uma historiadora nas ciências sociais; a fundação do Centro de Estudos de História Contemporânea Portuguesa (CEHCP); o início dos cursos de doutorado em Portugal; a volta de estudiosos para a faculdade; fundação da revista "Ler História" em 1983; grandes referenciais teóricos: "Prix et monnaie" do Magalhães Godinho e "O capital" de Karl Marx; a influência de marxistas no seu trabalho; Pierre Vilar, Fernand Braudel, Pierre Larrousse, William Sewell, E. P. Thompson, Charles Sabel e Michel Dreyfuss como referências; o contato com países de língua portuguesa; comentários sobre parcerias com a comunidade científica brasileira desde longa data; menção à primeira vinda ao Brasil em 1980/1981; o projeto – em curso - sobre imigração conduzida pelos dois pólos Brasil-Portugal; observações sobre o papel e o ofício do historiador; a interdisciplinaridade dos historiadores como um avanço; o retrocesso das ciências políticas; análise do seu livro "O gosto pela história".
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