João Miguel Trancoso Vaz Teixeira Lopes

Entrevista

João Miguel Trancoso Vaz Teixeira Lopes

Entrevista realizada no contexto do projeto “Cientistas sociais de países de Língua Portuguesa: histórias de vida”, com financiamento do Programa de Cooperação em matéria de Ciências Sociais para os países da comunidade de Língua Portuguesa (Programa Ciências Sociais CPLP) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Para ter acesso à transcrição e ao vídeo da entrevista clique aqui.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.
Vídeo, com consulta no portal

Tipo de entrevista: Temática
Entrevistador(es):
Helena Maria Bousquet Bomeny
Celso Castro
Data: 9/5/2013
Local(ais):
Porto ; ; Portugal

Duração: 1h49min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: João Miguel Trancoso Vaz Teixeira Lopes
Formação: Licenciado em Sociologia pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto (1992), mestre em ciências sociais pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (1995) e doutor em Sociologia da Cultura e da Educação (1999).
Atividade: É professor associado da Faculdade de Letras da Universidade de Porto, representou o Bloco de Esquerda como deputado à Assembleia da República (2002-2006), foi coordenador Científico do Instituto de Sociologia da FLUP (2002 - 2010), foi diretor da Revista Sociologia entre 2009 e Fevereiro de 2013 e tem 14 livros publicados.

Equipe


Transcrição: Lia Carneiro da Cunha;

Conferência da transcrição: Juliana Rodrigues de Oliveira Souza;

Técnico Gravação: Thais Blank; Ítalo Rocha Viana; Ninna Carneiro;

Temas

Angola;
Antropologia;
Ciência política;
Ciências Sociais;
Família;
Formação escolar;
Formação profissional;
França;
Guerra Fria;
Marta Suplicy;
Mídia;
Militância política;
Partido dos Trabalhadores - PT;
Portugal;
Sociologia;

Sumário

Entrevista: 09/05/2013
Origens; o nascimento na Angola; a volta para Portugal com seis anos de idade; as duas tias negras – angolanas – adotadas por sua avó; o ativismo do seu pai tanto em Portugal, quanto na Angola; a prisão do avô em Portugal, sendo forçado a trabalhar na Angola e, posteriormente, a prisão do pai; a volta da família à Portugal durante a Guerra Fria e a condição financeira precária; os estudos e as Ciências Sociais; o ensino nas escolas públicas de elite; a herança cultural que o levou ao interesse pelas áreas humanas e literária; a decisão pelas Ciências Sociais; o concurso e a contratação para professor universitário; a interrupção do contrato por ser um militante de esquerda e o novo curso na escola superior de educação; o mestrado no ICS, em Lisboa, e a não opção pelo Porto ou Coimbra; as Ciências Sociais em Portugal; o ICS e o ISCTE atualmente; os patamares da sociologia, antropologia e ciência política em Portugal; o isolamento das instituições e a tentativa de uma transgressão entre as áreas para uma abordagem branda das Ciências Sociais portuguesa; a publicação do Tristes Escolas; o mestrado sob a orientação da Maria de Lourdes Lima dos Santos e a revolução da sociologia cultural; o seu trabalho de confluência das sociologias da juventude, da educação e da cultura; a descoberta do distanciamento da vida social dos alunos da vida escolar e a abordagem final equivocada; o modelo teórico baseado em Bourdieu, Giddens e Goffman; a influência do Madureira Pinto, seu orientador no doutoramento, e a busca por uma nova operação dos modelos teóricos; doutorado e a nova formação acadêmica; a escolha pela orientação do Madureira Pinto e a mudança de instituição; o desejo de ter feito o doutorado na França; o quadro de Bolonha para a nova formação acadêmica e o surgimento de uma crítica elitista; as orientações tutoriais e o estudo autônomo; o aprofundamento das teses sociológicas; a sujeição dos projetos sociológicos ao financiamento privado ou do FCT; a atual situação dos sociólogos; a resistência da sociologia aos projetos financiados; a nova geração de sociólogos “desempregados de longa duração”; o seu projeto sobre as consequências da fuga dos sociólogos portugueses para a França; o surgimento de um movimento de jovens cientistas portugueses no campo político; o incentivo e a permanência dos estudantes portugueses na França; atuação política; a experiência como deputado e sua permanência na academia; sua entrada no Bloco de Esquerda; o crescimento do partido e a desistência do mandato em 2007 por motivos familiares; a adaptação do seu discurso acadêmico para um discurso político não-populista; a falta da exposição midiática após se retirar da política; as experiências no Brasil; a primeira visita ao Brasil em 1995; o retorno em 1997 e o aprofundamento no campo da educação; o vínculo Coimbra-USP para o estudo de centros urbanos em 2007 e os novos laços ligados à sociologia da educação; a ligação dos papéis da sociologia portuguesa ao papel da antropologia no Brasil; uma crítica aos estudos brasileiros limitados à questão da dívida social; a riqueza e o entusiasmo nas discussões de pesquisa no Brasil; a relação com os estudantes e os países luso-afro-brasileiros; os alunos brasileiros de graduação na cadeira de sociologia da cultura; sua forte conexão com os intercâmbios Brasil-Portugal; as dificuldades e diferenças do intercâmbio de países africanos à Portugal; seu desencanto pela Angola e as direções que tomaram o MPLA; a circulação de idéias promovida pelos espaços luso-afro-brasileiros nas Ciências Sociais; os estudos nas favelas de São Paulo; sua ligação com o correspondente do Bloco de Esquerda no Brasil – o PSOL; um parecer sobre o PT como terceira via; o comício acidental na pré-campanha da Marta Suplicy; os livros que impactaram a sua vida.

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