Edison Adrião Andrino de Oliveira

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Nome: ANDRINO, Edson
Nome Completo: Edison Adrião Andrino de Oliveira

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
ANDRINO, EDSON

ANDRINO, Edison


*dep. fed. SC 1993-2007


 

Edison Adrião Andrino de Oliveira nasceu em Florianópolis no dia 18 de dezembro de 1945, filho de Andrino Adrião de Oliveira e de Rute Bastos de Oliveira.

Um dos fundadores, em Santa Catarina, do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) — partido de oposição ao regime militar instalado no país em abril de 1964 e criado em 1966, após a instauração do bipartidarismo —, ingressou em 1968 no curso de economia da Universidade Federal de Santa Catarina, onde se destacou como líder estudantil. Nessa condição, participou, em outubro desse ano, do XXX Congresso da União Nacional dos Estudantes, realizado em Ibiúna (SP).

No ano seguinte, deixou o curso de economia transferindo-se para a Faculdade de Direito da mesma universidade, que concluiria em 1972. Ainda em 1969, iniciou suas atividades profissionais como empresário da área de distribuição de combustíveis e derivados do petróleo, em Florianópolis.

Nas eleições de novembro de 1972, elegeu-se vereador à Câmara Municipal de Florianópolis, na legenda do MDB. Empossado em fevereiro de 1973, foi líder do partido na Câmara em 1976. Reeleito em novembro de 1976, e empossado em março do ano seguinte, permaneceu na liderança do MDB na Câmara de Vereadores até 1978 e foi presidente da mesa entre 1979 e 1980. Nesse biênio, exerceu também a presidência da seção municipal do partido.

Em 1980, com a reformulação partidária que se seguiu à extinção do bipartidarismo (27/11/1979), filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), agremiação que deu continuidade ao MDB e pela qual elegeu-se deputado estadual em novembro de 1982. Empossado em março de 1983, integrou a Comissão de Estudos de Solução para o Desemprego (1983-1984), a Comissão de Justiça (1983-1985) e, como presidente, a Comissão de Pesca Artesanal (1984-1985).

Primeiro prefeito de Florianópolis eleito pelo voto direto, em novembro de 1984, ficou no cargo de janeiro de 1985 a dezembro de 1988. Nesse período, foi presidente da Associação dos Municípios da Região da Grande Florianópolis (1986-1987) e da Federação Catarinense das Associações de Municípios (Fecam) (1987-1988).

Coordenador em Santa Catarina da campanha do candidato do PMDB, Ulisses Guimarães, no pleito de outubro de 1990, lançou-se candidato a deputado federal na legenda peemedebista, obtendo uma suplência.

Contudo, com a vaga aberta pela saída de Renato Viana, eleito prefeito de Blumenau (SC) em outubro de 1992, tomou posse e foi efetivado em 4 de janeiro de 1993. No mesmo ano, foi suplente da Comissão de Desenvolvimento Urbano e Interior, da Comissão Especial de Política Nacional de Habitação e titular da Comissão de Viação e Transportes.

Ao longo de 1994, além de permanecer nas comissões de Viação e Transportes, agora como suplente, e de Desenvolvimento Urbano e Interior, já como titular, tendo integrado também como suplente a Comissão de Minas e Energia, na comissão especial que discutiu a legalidade do jogo e na Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização do Congresso.

Nas principais votações da Câmara, manifestou-se favoravelmente ao aumento do imposto de renda para pessoas físicas, à criação do Imposto Provisório sobre Movimentações Financeiras (IPMF), ao fim da correção para as dívidas agrícolas e à criação do Fundo Social de Emergência (FSE). Manifestou-se contra o fim do voto obrigatório. Em outubro de 1994, reelegeu-se deputado federal, tendo como base eleitoral a capital do estado.

Empossado em fevereiro de 1995, voltou a integrar, na posição de titular, as comissões de Desenvolvimento Urbano e Interior e de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização, sendo também suplente na comissão especial do projeto de emenda constitucional sobre concessão e distribuição do gás canalizado.

Durante a votação das emendas constitucionais enviadas ao Congresso pelo Executivo federal em 1995, acompanhou a orientação da base parlamentar governista, manifestando-se favoravelmente à abolição do monopólio estatal das telecomunicações e na exploração do petróleo, e pelo fim do monopólio dos governos estaduais na distribuição do gás canalizado. Votou igualmente a favor da criação do Fundo Social de Emergência (FSE), da abertura da navegação de cabotagem às embarcações estrangeiras e pelo fim de todas as diferenças jurídicas entre as empresas de capital nacional e aquelas de outros países.

Nas eleições municipais de outubro de 1996, disputou a prefeitura de Florianópolis, na legenda do PMDB, mas obteve a terceira colocação. A eleição foi vencida por Ângela Amin, candidata do Partido Progressista Brasileiro (PPB). Na Câmara, Andrino passou a integrar a comissão especial do projeto de lei geral das telecomunicações. Ainda em 1996, integrou a Comissão de Relações Exteriores.

Em janeiro/fevereiro de 1997, votou a favor da emenda da reeleição para presidente da República, governadores e prefeitos. Em novembro, Edson Andrino faltou à votação da quebra da estabilidade do servidor público, item fundamental da reforma administrativa. Suplente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, passou a titular da Comissão de Economia, Indústria e Comércio, bem como da Comissão Parlamentar Conjunta do Mercosul e da comissão especial referente ao projeto de lei sobre as telecomunicações.

Ainda em 1997, quando foi instalada na Assembléia Legislativa de Santa Catarina uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para apurar irregularidades na emissão de títulos públicos pelo governo de Paulo Afonso Vieira, também do PMDB, surgiram denúncias de que a campanha de Andrino à prefeitura de Florianópolis teria recebido recursos provenientes da venda irregular de letras financeiras do Tesouro estadual. Contudo, nada ficou provado que corroborasse tais denúncias.

No pleito de outubro de 1998, elegeu-se mais uma vez deputado federal pela legenda do PMDB. Em novembro, votou contra o teto de 1.200 reais para aposentadorias no setor público e o estabelecimento de idade mínima e tempo de contribuição para os trabalhadores do setor privado, itens que definiram a reforma da previdência.

Iniciou novo mandato na Câmara dos Deputados em 1º de fevereiro de 1999. Integrou a Comissão de Educação e Cultura, bem como a de Relações Exteriores e Defesa Nacional. No ano de 2002, votou a favor da prorrogação da CPMF até o ano de 2004.

Nas eleições realizadas em 2002, alcançou uma suplência para a Câmara dos Deputados. Assumiu em Março de 2003 e, neste mandato, votou contrário à proposta do então Presidente da República, para reforma na Previdência Social. Já quanto à Reforma Tributária de mesmo molde, votou favoravelmente a sua ocorrência.

No pleito de Outubro de 2006, concorreu por uma vaga na Assembléia Legislativa de Santa Catarina, mas obteve apenas uma suplência. Assumiu em Janeiro de 2008, e, em 2011, após ter garantido novamente uma suplência no pleito do ano anterior deu início ao seu terceiro mandato como deputado estadual após a saída de quatro titulares.

Casou-se com Márcia Teresinha da Silva de Oliveira, com quem teve três filhos.

 

Rejane Araújo

 

FONTES: ASSEMB. LEGISL. SC. Dicionário político; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1991-1995 e 1995-1999); Jornal do Brasil (06/04/1997); Jornal Folha de S. Paulo (29/09/1998 e 06/11/1998); Portal da Assembleia Legislativa de Santa Catarina. Disponível em: <http://www.alesc.sc.gov.br>. Acesso em 29/05/2013. Portal da Câmara de deputados <www.camara.gov.br>; Portal do Tribunal Superior Eleitoral. Disponível em: <http://www.tse.jus.br>. Acesso em 29/05/2013.


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