FROSSARD, Denise

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Nome: FROSSARD, Denise
Nome Completo: FROSSARD, Denise

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
FROSSARD, DENISE

FROSSARD, Denise

*dep. fed. RJ 2003-2007.

Denise Frossard Loschi nasceu em Carangola (MG) no dia 6 de outubro de 1950, filha de José Loschi e de Maria de Lourdes Frossard Loschi.

Mudou-se para o Rio de Janeiro e formou-se em direito na Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio) em 1977.

Iniciou sua carreira na advocacia e, em 1984, foi aprovada no concurso para juiz do Rio de Janeiro. Atingiu notoriedade nacional em 1993 ao condenar 14 banqueiros do “jogo do bicho” a seis anos de prisão por formação de quadrilha e bando armado. Aposentou-se da magistratura em 1998, afirmando ter abdicado de ser promovida a desembargadora para dedicar-se à política. Filiada ao Partido Popular Socialista (PPS), candidatou-se ao Senado pelo estado do Rio de Janeiro. Durante a campanha eleitoral destacou o título de “juíza” à frente de seu nome e, em outubro, obteve 635.415 votos ou 4,5% dos votos válidos, alcançando a quarta colocação.

Em 2001 deixou o PPS e ingressou no Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Elaborou o capítulo dedicado à segurança pública do programa de governo de José Serra, candidato do partido a presidente da República, que nas eleições de outubro de 2002 seria derrotado por Luís Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT). No mesmo pleito, concorreu a deputada federal pelo Rio de Janeiro na legenda do PSDB e obteve a maior votação do estado, com mais de 385 mil votos. Assumindo o mandato em fevereiro de 2003, foi vice-presidente da Comissão de Constituição e Justiça e de Redação (CCJ) e membro da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado e da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle. Dedicou-se a temas relacionados à segurança pública, ao combate ao crime organizado, às drogas e à corrupção, além da revisão dos sistemas penal e judiciário.

Em setembro de 2004, foi relatora na CCJ do projeto de lei de autoria do deputado federal Nelson Pellegrino, do PT, que propunha a criminalização em casos de discriminação de deficientes físicos. Na ocasião, recomendou a rejeição do projeto por entender que o enquadramento penal era excessivo. Seu relatório recebeu diversas críticas, principalmente de organizações ligadas a deficientes físicos, pelo fato de seu parecer expressar a idéia de que era natural o repúdio ao deficiente. Defendeu-se declarando ter sido mal interpretada, pois “não era [ela] quem estava afirmando, [mas] como a sociedade via”. Nas prévias para as eleições municipais de outubro de 2004, foi apontada como candidata à prefeitura do Rio de Janeiro, mas a convenção do PSDB decidiu que o partido apoiaria César Maia, do Partido da Frente Liberal (PFL). Essa decisão teria sido um dos motivos para sua saída do PSDB em agosto daquele ano. Retornou ao PPS em dezembro, quando esse partido já havia passado a fazer oposição ao governo federal.  Em 2005, participou da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Correios, que averiguou o chamado “escândalo do mensalão”, esquema de pagamento de mensalidades a deputados para que votassem a favor de projetos de interesse do governo.

Nas eleições de outubro de 2006, disputou o governo do Rio de Janeiro na legenda do PPS, em coligação com o PFL e o Partido Verde (PV). Na campanha, reiterou as questões de segurança pública, ética na política e moralização da administração pública. Obteve 1.965.003 votos, ou 23,78% dos votos válidos, terminando o primeiro turno em segundo lugar. No segundo turno recebeu 2.413.546 votos, ou 31,99% dos votos válidos, e foi derrotada por Sérgio Cabral, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 2007, ao final da legislatura, na qual o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) a posicionou entre os cem integrantes mais importantes do Congresso Nacional. Nos debates que antecederam a eleição de 2008, mais uma vez seu nome foi cogitado como candidata à prefeitura da cidade do Rio de Janeiro, e novamente seu partido decidiu apoiar um candidato de outra legenda, Fernando Gabeira, do PV, que foi derrotado no segundo turno por Eduardo Pais, do PMDB.

Foi ainda professora da Fundação Getulio Vargas, no Rio de Janeiro, fundadora e diretora da filial brasileira da organização não governamental (ONG) Transparência Brasil e diretora da ONG Banco da Mulher. Integrou o conselho consultivo da Fundação Konrad Adenauer e da Fundação Fernand Braudel de Economia Mundial, e a direção nacional do PPS.

Publicou a autobiografia Denise Frossard (2004), além de diversos artigos em jornais e revistas acadêmicas.

Fabricio Pereira da Silva

 

FONTES: Folha de S. Paulo (27/7/02; 7/7/06); Folha de S. Paulo (online), 28 ago. 2006. Disponível em: <http://www.flolha.uol.com.br>; Isto É (24/5/02, 20/9/06).

 

 

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