FURLAN, Luís Fernando

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Nome: FURLAN, Luís Fernando
Nome Completo: FURLAN, Luís Fernando

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
FURLAN, LUIZ FERNANDO

FURLAN, Luís Fernando

* min. Desenv. Ind. Com. 2003-2007.

Luís Fernando Furlan nasceu em Concórdia (SC) no dia 29 de julho de 1946, filho de Osório Henrique Furlan e de Lucy Fontana Furlan. Seu avô materno, Atílio Fontana, foi um dos fundadores do Partido Social Democrático (PSD) em Santa Catarina, deputado federal por esse estado de 1955 a 1961, senador entre 1963 e 1971 e vice-governador de 1971 a 1975.

Graduou-se em engenharia química pela Faculdade de Engenharia Industrial (FEI) e em administração de empresas pela Universidade Sant’Anna. Fez ainda os cursos de especialização em administração financeira na Fundação Getulio Vargas, em São Paulo, e em aprimoramento empresarial na Universidade de São Paulo (USP). Além disso, fez os cursos de gestão avançada de empresas no Institut Européen d'Administration des Affaires (Insead), na França, de controle de qualidade total na Union of Japanese Scientists and Engineers, no Japão, e de liderança internacional na Universidade de Georgetown, nos Estados Unidos.

Em 1976 começou a trabalhar na Sadia, empresa fundada em 1944 por seu avô, que se tornou uma das líderes no setor da indústria alimentícia brasileira. Foi membro e secretário do conselho de administração, diretor de relações com investidores, vice-presidente executivo, e a partir de 1993 assumiu a presidência do conselho de administração. 

No final de 1999, no segundo governo de Fernando Henrique Cardoso (1999-2002), teve seu nome mencionado na imprensa como possível substituto de Clóvis Carvalho no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, mas a substituição não se concretizou. Com a posse de Luís Inácio Lula da Silva na presidência da República em janeiro de 2003, deixou a presidência da Sadia e assumiu o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Em sua posse, declarou que o comércio exterior seria a prioridade da pasta e que daria ênfase a políticas de incentivo à exportação. Propôs ainda desburocratizar o Mercado Comum do Sul (Mercosul), ampliar o financiamento público para as empresas nacionais e utilizar personalidades brasileiras famosas internacionalmente para divulgar os produtos nacionais. Nesse sentido, integrou cerca de 250 missões internacionais e negociou diversos acordos comerciais.

 Defensor de uma política de desonerações fiscais para setores da indústria nacional, criticou a política fiscal baseada no câmbio flexível, o que gerou atritos com a área econômica. Em sua gestão também foram constantes os desentendimentos com Carlos Lessa, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Apesar de o BNDES ser oficialmente subordinado ao Ministério do Desenvolvimento, não conseguiu que suas propostas fossem implementadas pelo banco e acusou Lessa de agir com “excessiva independência”. Lessa deixou o cargo em novembro de 2004, mas Furlan não influiu na escolha do substituto.

Alegando razões familiares, pediu demissão do Ministério em 29 de março de 2007, no início do segundo governo Lula, e foi substituído por Miguel Jorge. Sua saída refletiu as mudanças no rumo do governo, que passou a priorizar o mercado interno. Durante sua passagem pelo governo federal, foi o representante brasileiro no Fórum Econômico Mundial, na Conferência das Américas, no Fórum Global de Governança Corporativa e no grupo consultivo do setor privado do Banco Mundial.

Em dezembro de 2007 assumiu a presidência do conselho de administração da Fundação Amazonas Sustentável, parceria entre o estado do Amazonas e o Banco Bradesco. A função expressa da organização não governamental (ONG) era combater o desmatamento e apoiar as comunidades que habitavam as unidades de conservação estaduais, buscando assim um desenvolvimento sustentável da região. Em outubro de 2008 reassumiu a presidência do conselho de administração da Sadia, em substituição ao primo Válter Fontana Filho. Seu retorno representou um esforço da empresa para recuperar-se das grandes perdas acumuladas com o início da crise econômica mundial e a consequente desvalorização de seus investimentos no mercado financeiro. Em maio de 2009 divulgou em entrevista coletiva junto com o presidente do conselho da Perdigão, Nildemar Secches, a fusão das duas empresas.  Com a formação da Brasil Foods, assumiu a co-presidência da nova empresa, ao lado de Secches.

Presidiu diversas associações nacionais e internacionais, entre elas a Associação Brasileira de Produtores e Exportadores de Frango (Abef), a Associação Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca), a Associação Brasileira da Indústria de Óleos Vegetais (Abiove) e o Mercosul European Business Forum (MEBF). Foi membro do Conselho de Empresários da América Latina (Ceal), do conselho da Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADVB) e do Conselho de Desenvolvimento Empresarial Brasil-Estados Unidos. Participou ainda dos conselhos de administração da Bolsa de Valores do Estado de São Paulo (Bovespa), da Pan-American Beverages (Panamco) e da Telefónica. Integrou o conselho consultivo da Brasmotor e do ABN-Amro Bank Brazil e foi também sócio das câmaras de Comércio Brasil-Índia, Britânica de Comércio e Indústria e  de Comércio Ítalo-Brasileira. Atuou em diversas ONGs, como o Comitê do Ano Internacional do Voluntariado e o Movimento Parceria Contra as Drogas. Foi segundo vice-presidente e diretor de comércio exterior da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB). Foi escolhido três vezes presidente do Fórum de Líderes Empresariais selecionado pela Gazeta Mercantil.

Casou-se com Ana Maria Gonçalves Furlan, com quem teve dois filhos.

Fabricio Pereira da Silva

 

FONTES: CURRIC. BIOG. Disponível em: <http://www2.desenvolvimento.gov.br/arquivo/ascom/curriculos/cvFurlan.pdf>; FARAH, F. Com a bandeira do desenvolvimento; Folha de S.Paulo (12/12/02; 26/3/07 e 15/4/09).

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