Amauri Robledo Gasques

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Nome: GASQUES, Amauri
Nome Completo: Amauri Robledo Gasques

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

GASQUES, Amauri

*dep. fed. SP 2003-2007

 

Amauri Robledo Gasques nasceu no dia 17 de março de 1958 na cidade de São Paulo (SP), filho de Julio Gasques Lopes e de Teresa Robledo Gasques.

Formou-se em medicina pela Universidade Gama Filho, no Rio de Janeiro, em 1982, com especialização em cardiologia, e concluiu sua pós-graduação no Colégio Brasileiro de Cardiologia, também no Rio, em 1984. Fez duas residências médicas na Unincor, em São Paulo: a primeira, entre 1984 e 1986, e a segunda, em hemodinâmica, entre 1986 e 1988. Realizou estágio em cateterismo cardíaco no Hospital Tenon, em Paris, em 1988. Tornou-se membro titular da Sociedade Brasileira de Cardiologia do Rio de Janeiro, da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Invasiva de São Paulo e da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo. Foi um dos fundadores da Sociedade Latino-Americana de Cardiologia Invasiva, criada em 1993.

Filiado ao Partido da Reedificação da Ordem Nacional (Prona) desde 1989, foi presidente de seu diretório regional em São Paulo desse ano até 1991. Em 2002 elegeu-se deputado federal com uma baixa votação (18.421 votos), devido ao critério de proporcionalidade e à votação significativa (1.573.642 votos) recebida pelo candidato a deputado federal do Prona Enéas Ferreira Carneiro. Assumindo o mandato em fevereiro de 2003, tornou-se vice-líder do Prona, mas nesse mesmo ano ingressou no Partido Liberal (PL). Foi vice-líder do bloco PL/ Partido Social Liberal (PSL) em 2005 e vice-líder do PL entre julho de 2005 e fevereiro de 2006. Durante a legislatura participou das comissões Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização; da Amazônia e de Desenvolvimento Regional; de Seguridade e da Família; e de Viação e Transportes. Foi suplente das comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, de Defesa do Consumidor, e ainda de Relações Exteriores e de Defesa Nacional.

Em 2006, teve grande repercussão o caso da chamada “máfia dos sanguessugas”, organização criminosa acusada de montar um esquema de aliciamento de parlamentares para que fizessem emendas individuais ao Orçamento da União, destinando verbas a municípios específicos. Uma vez garantidos os recursos, a organização, que também atuava no Ministério da Saúde, manipulava a licitação de compra de ambulâncias por parte dos municípios, fraudando a concorrência por meio de empresas de fachada. Os preços das licitações eram superfaturados, e o excedente, distribuído entre os participantes da trama.

Segundo os dados colhidos pela comissão parlamentar de inquérito (CPI) criada em junho de 2006 para investigar o esquema, Amauri Gasques estava entre os parlamentares que receberam propina, por meio de depósito na conta bancária de sua então esposa e assessora Edna Gonçalves Sousa. Em sua defesa, o deputado afirmou que uma ex-assessora de fato havia recebido o depósito da empresa Planan, envolvida no escândalo, mas negou sua participação no esquema. A ex-assessora em questão, Maria da Penha Lino, trabalhara com o deputado entre março e agosto de 2005 e foi acusada de ser uma das peças-chave na operação do esquema de fraudes no Ministério da Saúde. A CPI presidida pelo deputado Antônio Carlos Biscaia, que investigou o escândalo dos Sanguessugas, concluiu seus trabalhos em dezembro de 2006 sem apontar a prática de crimes por nenhum deputado ou senador. No mesmo ano voltou a se candidatar a deputado federal por São Paulo na legenda do PL, mas não conseguiu a reeleição.

Na denúncia referente ao caso, oferecida pelo Ministério Publico Federal (MPF) em agosto de 2007, constava sua acusação pelos crimes de formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Não mais concorreu a cargos eletivos, tendo retomado sua atividade profissional enquanto médico.

Separou-se judicialmente de Edna Gonçalves Sousa.

 

FONTES: Portal da Câmara dos Deputados. Disponível em: <http://www.camara.gov.br>. Acesso em 25/07/2009. Portal G1 de Notícias: “CPI dos sanguessugas chega ao fim sem indiciar um só parlamentar”. Disponível em: <http://g1.globo.com/Noticias/>. Acesso em 14/12/2006; Portal do Jornal Folha Online especial eleições 2006. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br>. Acesso em 25/07/2009; Portal da Revista Isto é. Disponível em <http://www.istoe.com.br/>. Acesso em 03/07/2013; Portal da Revista Isto É: “As provas da propina de cada um”. Disponível em: <http://www.terra.com.br/istoe/1920/brasil>. Acesso em 25/07/2009; Portal UOL - Última Instância. Disponível em <http://ultimainstancia.uol.com.br>. Acesso em 03/07/2013.

 

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