MAGALHAES, JOSE ALVES DE

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Nome: MAGALHÃES, José Alves de
Nome Completo: MAGALHAES, JOSE ALVES DE

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
MAGALHÃES, JOSÉ ALVES DE

MAGALHÃES, José Alves de

*militar; ch. Dir. Pess. Ex. 1952 e 1955-1956; ch. Depto. Ger. Pess. Ex. 1956-1958.

José Alves de Magalhães nasceu em Curitiba no dia 26 de setembro de 1895, filho de Manuel Alves de Magalhães.

Cursou a Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, de maio de 1913 a março de 1916. No mês seguinte foi para a Escola Prática do Exército, onde permaneceu até abril de 1917, quando concluiu o curso, sendo designado aspirante-a-oficial da arma de infantaria.

De maio de 1917 a abril de 1918 serviu na 2ª Companhia de Metralhadoras, em Curitiba, como diretor da Escola Regimental e comandante da 1ª Seção de Metralhadoras. Em fevereiro de 1918 foi promovido a segundo-tenente. Dois meses depois era transferido para o 3º Regimento de Infantaria, onde foi ajudante-de-ordens do general inspetor. Aí permaneceu até novembro do mesmo ano, quando voltou ao Rio de Janeiro para ocupar o cargo de auxiliar de instrução no Colégio Militar.

Em agosto de 1920, um mês depois de ter saído do Colégio Militar, voltou à sua cidade natal e serviu na secretaria do 15º Batalhão de Caçadores. Em março de 1921 entrou para a 3ª Companhia de Metralhadoras Pesadas, onde permaneceu até fevereiro de 1923, ocupando as funções de comandante das 2ª e 3ª seções, fiscal interino e ajudante da companhia. Em setembro de 1922 foi promovido a primeiro-tenente. Em março de 1923 foi transferido para a Escola Militar do Realengo, onde serviu como auxiliar de instrução de infantaria e comandante da 2ª Companhia.

Em julho de 1924, quando as tropas rebeldes comandadas por Isidoro Dias Lopes tomaram a cidade de São Paulo, foi afastado das funções que exercia na Escola Militar e colocado à disposição do general João Alves de Azevedo Costa, comandante da coluna de operações de guerra que combatia os revoltosos paulistas. Foi assistente do comandante do destacamento de vanguarda até agosto, quando foi deslocado para o 13º Regimento de Infantaria da 2ª Brigada de Infantaria. Em setembro participou de operações de guerra e, em seguida, passou a comandar o 2º Batalhão do referido regimento.

De volta à Escola Militar do Realengo, aí ficou até fevereiro de 1927 como auxiliar de instrução de infantaria e comandante da 1ª Companhia. De março a dezembro cursou a Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais. Em março de 1928 foi transferido para o 12º Regimento de Infantaria em Belo Horizonte, onde desempenhou as funções de instrutor de oficiais subalternos do regimento, instrutor do pelotão de candidatos a cabo e comandante da Companhia de Metralhadoras Pesadas. Foi promovido a capitão em novembro desse ano. De fevereiro de 1929 a janeiro de 1932 cursou a Escola de Estado-Maior e estagiou no 1º Regimento de Cavalaria Divisionária. Durante os três meses seguintes, serviu na 1ª Região Militar (1ª RM) no Rio de Janeiro, como chefe da 2ª Seção.

Tendo eclodido, em São Paulo, em julho de 1932, a Revolução Constitucionalista, foi destacado para o Exército Leste, onde desempenhou a chefia da 2ª Seção do Estado-Maior da 1ª Divisão de Infantaria. De abril a dezembro de 1933, serviu no 1º Grupo de Regiões Militares (1º GRM) como adjunto de estado-maior e professor da Escola Militar. Neste último mês foi destacado para o 2º GRM, onde desempenhou a função de inspetor adjunto do estado-maior. De janeiro de 1934 a maio de 1935 prestou serviços no gabinete do ministro da Guerra, general Pedro Aurélio de Góis Monteiro, como oficial e adido de gabinete. Em outubro de 1934 foi promovido a major.

Serviu no Departamento de Pessoal do Exército de maio a julho de 1935 e em seguida no Estado-Maior do Exército (EME), 2ª Zona, como chefe da 2ª Subseção e da 1ª Seção, até fevereiro de 1936. Em novembro de 1935, participou no Rio de Janeiro da repressão à insurreição promovida pela Aliança Nacional Libertadora (ANL) e pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB), então Partido Comunista do Brasil.

Em fevereiro de 1936 voltou ao 1º GRM, onde exerceu a chefia interina do estado-maior até novembro do mesmo ano. Depois foi para o 2º GRM e serviu como chefe da 2ª Seção da Inspetoria até julho de 1937, quando retornou ao EME. Em setembro de 1939 foi promovido a tenente-coronel, tendo servido de maio desse ano a setembro de 1941 como adido militar e aeronáutico junto à embaixada do Brasil no Chile. De volta ao Brasil, permaneceu como adido no EME até dezembro do mesmo ano. Em seguida, foi designado para o 18º Batalhão de Caçadores, em Campo Grande, então no estado de Mato Grosso, e atual capital de Mato Grosso do Sul, onde, além de comandar o batalhão, serviu ao EME por determinação do ministro da Guerra, general Eurico Gaspar Dutra, até julho de 1942.

De janeiro a junho de 1943 desempenhou a função de adjunto e adido de gabinete do ministro da Guerra no EME. Em abril desse ano foi promovido a coronel. Destacado para o 49º Batalhão de Caçadores para exercer o comando do batalhão e da guarnição de Santos, São Vicente e Guarujá, ficou no exercício desse comando até o mês de setembro. Voltou ao EME como chefe da 4ª Seção, e aí permaneceu até março de 1945. Em seguida, serviu na 2ª Região Militar, em São Paulo, chefiando o estado-maior regional. Foi então transferido para o Rio de Janeiro, onde ficou até setembro do mesmo ano, passando à Diretoria de Ensino do Exército, na qualidade de adido, até agosto de 1946. Serviu no Ministério da Guerra até abril de 1947 e na Diretoria de Armas, como chefe da Seção de Infantaria, até fevereiro de 1949. Em seguida, foi promovido a general-de-brigada. De abril de 1949 a junho de 1950 comandou a 2ª Brigada Mista e durante esse período exerceu interinamente a função de comandante da 9ª Região Militar em Mato Grosso.

Estagiou na Escola Superior de Guerra (ESG) de março de 1950 a janeiro de 1951, voltando ao Ministério da Guerra até abril do mesmo ano. Voltou então à Diretoria de Ensino do Exército, nela permanecendo até março de 1952. Desse mês até outubro seguinte foi chefe da Diretoria de Pessoal do Exército. Desempenhou ainda as funções de diretor da reserva, diretor de recrutamento e diretor-geral do Serviço Militar. De junho de 1954 a maio do ano seguinte, foi diretor de instrução da Diretoria Geral de Ensino. Neste último mês foi promovido a general-de-divisão e novamente assumiu a chefia da Diretoria de Pessoal. Acumulou essas funções com as de diretor do Serviço Militar de 1º de janeiro a 2 de dezembro de 1955. Em agosto de 1956, a Diretoria de Pessoal foi transformada no Departamento Geral de Pessoal do Exército. Aí permaneceu até janeiro de 1958 e, em 21 de fevereiro seguinte, foi promovido a general-de-exército, passando para a reserva. Em setembro pediu sua promoção ao posto de marechal, na reserva, mas não foi atendido. Baseava-se na Lei nº 1.267, de 1950, que garantia a promoção ao posto imediato de todos os militares, na reserva, que tivessem combatido o levante de novembro de 1935.

FONTES: ARQ. MIN. EXÉRC.; CORRESP. SECRET. GER. EXÉRC.; MIN. GUERRA. Almanaque (1934).

 

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