Carlos Fortuna

Entrevista

Carlos Fortuna

Entrevista realizada no contexto do projeto “Memória das Ciências Sociais em Portugal”, desenvolvido com financiamento do Banco Santander, entre janeiro de 2016 e dezembro de 2020, com o objetivo de constituir um acervo audiovisual de entrevistas com cientistas sociais brasileiros e a posterior disponibilização dos depoimentos gravados na internet. Para ter acesso à transcrição e ao vídeo da entrevista clique aqui.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.
Vídeo, com consulta no portal

Tipo de entrevista: História de vida
Entrevistador(es):
Celso Castro
Maria das Dores Guerreiro
Antonio Firmino da Costa
Data: 10/1/2020
Local(ais):
Coimbra ; ; Portugal

Duração: 1h33min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Carlos José Cândido Fortuna
Formação:
Atividade:

Equipe


Transcrição: Danilo Castro Magalhães ;

Sumário: Fabrício Almeida;

Temas

África;
Associações profissionais;
Carreira acadêmica;
Centros de pesquisa;
Ciências Sociais;
Comunidade dos Países de Língua Portuguesa;
Congressos e conferências;
Cooperação acadêmica;
Esquerda;
Família;
Geografia;
História;
Indústria;
Instituições acadêmicas;
Língua portuguesa;
Magistério;
Moçambique;
Patrimônio histórico;
Pesquisa científica e tecnológica;
Política;
Portugal;
Revolução dos Cravos (1974);
Sociologia;
Turismo;
Universidade de Coimbra;
Urbanização;

Sumário

Entrevista: 10/01/2020

Origens; a vida em Santiago do Cacém e os primeiros estudos; a trajetória profissional de seus pais; a escolha pela Sociologia; os impactos da Revolução dos Cravos na trajetória acadêmica; a contratação pela Universidade de Coimbra; a trajetória pessoal com Virgínia Ferreira; as aproximações ideológicas com o Movimento Esquerda Socialista (MES); a sociologia portuguesa em finais dos anos 1970; a criação da Revista Crítica de Ciências Sociais (RCCS), idealizada por Boaventura de Sousa Santos; a institucionalização do Centro de Estudos Sociais (CES); a proposta da RCCS de uma sociologia renovada; a conjuntura das ciências sociais internacionalmente; o doutorado em 1982 na State University of New York; o projeto de investigação sobre o desenvolvimento da indústria têxtil portuguesa; a “crise do Ave” e a posição ambígua de Portugal enquanto poder imperial dependente de países europeus; a orientação de Immanuel Wallerstein e o “método regressivo-progressivo”; os estudos sobre a relação colonial entre Portugal e Moçambique; a participação no projeto de Wallerstein sobre a conceptualização das atividades agrícolas no mundo; o recuo temporal na pesquisa do entrevistado em torno da história do algodão; a posição central do algodão na economia portuguesa e na contestação colonial moçambicana; a visita a Moçambique durante a escrita da tese; as dificuldades enfrentadas nas instituições de pesquisa moçambicanas; as experiências na estadia nos Estados Unidos; a vivência de seu amigo cego na cidade de Nova York; a apresentação na Associação Portuguesa de Geógrafos sobre os ambientes sonoros mobilizados pela população cega de Nova York; a transição de seu objeto de pesquisa do africanismo para a sociologia urbana; o turismo como a temática inicial do entrevistado na área da sociologia urbana; a fabricação do Algarve enquanto atração turística; a inauguração do turismo como tema dos sociólogos; a cidade e as urbanidades como objetos de estudo; os ruídos integrados ao cotidiano urbano; a referência de Georg Simmel em sua sociologia; a questão dos sentidos na sociologia simmeliana; a posição da sociologia de Coimbra em relação à sociologia portuguesa; o diálogo da Universidade de Coimbra com os cientistas sociais do cenário internacional; a questão dos patrimônios e suas durações; o diálogo entre países de língua portuguesa a partir da institucionalidade luso-afro-brasileira; a ida ao Brasil na década de 1990 e a rede estabelecida entre o país e Portugal; a perspectiva do diálogo em detrimento de estudos comparados das realidades luso-brasileiras; a presidência da Associação Portuguesa de Sociologia; a proposta de uma sociologia da periferia adaptada às realidades distintas dos países centrais; reflexões sobre novas leituras e perspectivas nas ciências sociais.
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