Odilon Antônio Marcuzzo do Canto

Entrevista

Odilon Antônio Marcuzzo do Canto

Entrevista realizada no contexto do projeto “Memória Histórica e Estratégica da Energia Nuclear no Brasil”, desenvolvido pelo CPDOC/FGV com financiamento da FINEP, entre setembro de 2009 e setembro de 2011. O projeto visa à criação de um banco de entrevistas com pessoas de grande expressão na história da energia nuclear no Brasil. Serão realizadas 100 horas de entrevistas, que resultarão na construção dos originais de um livro.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.

Tipo de entrevista: História de vida
Entrevistador(es):
Matias Spektor
Tatiana Pedro do Coutto
Data: 14/2/2011
Local(ais):
Rio de Janeiro ; RJ ; Brasil

Duração: 1h26min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Odilon Antônio Marcuzzo do Canto
Nascimento: 24/12/1944; Santa Maria; RS; Brasil;

Formação: Ph.D. em Engenharia Nuclear - Universidade da Califórnia, Berkeley – 1991; M.Sc. em Engenharia Nuclear-Universidade da Califórnia, Berkeley – 1979; Engenheiro Civil -Universidade Federal de Santa Maria - 1968.
Atividade: Secretário Geral da Agencia Brasileiro Argentina de Contabilidade e Controle de Materiais Nucleares – ABACC;presidente do Comitê Brasileiro de Metrologia;membro do Conselho Diretor da FUCAPI;presidente da Financiadora de Estudos e Projetos – FINEP (2005/2007);diretor da Financiadora de Estudos e Projetos – FINEP (2003/2005);presidente da Fundação de Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (1999/2002);presidente da Associação dos Reitores das Universidades Publicas do Brasil (1995/96); Reitor da Universidade Federal de Santa Maria (1993/97);professor titular de Física da Universidade Federal de Santa Maria. Foi professor de física atômica e nuclear em diferentes cursos de graduação e pós-graduação daquela universidade ate sua aposentadoria em 1999. Ocupou diferentes postos na administração acadêmica como chefe do departamento de física, diretor do centro de ciências naturais e exatas e reitor da universidade.Foi presidente da Fundação de Ciência e Tecnologia do RS, de 1999 ate 2002. Foi vice-presidente da Associação Brasileira de Institutos Tecnológicas - ABIPTI e presidente da Associação de Reitores do Brasil - ANDIFES.A partir de fevereiro de 2003 assumiu a diretoria de desenvolvimento cientifico e tecnológica da Financiadora de Estudos e Projetos - FINEP do Ministério da Ciência e Tecnologia. Assumiu a presidência daquela Financiadora em julho de 2005, tendo permanecido na função ate junho de 2007, quando assumiu a secretaria da ABACC.

Equipe

Levantamento de dados: Tatiana Pedro do Coutto;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Eduardo Achilles de Mello ;

Transcrição: Soraya de Oliveira Ferreira Rangel;

Conferência da transcrição: Yasmin Barbosa;

Técnico Gravação: Marco Dreer Buarque;

Sumário: Tatiana Pedro do Coutto;

Temas

Acordo Nuclear Brasil - Alemanha (1975);
Acordos e tratados internacionais;
Acordos e tratados nucleares;
Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA);
Alemanha;
Argentina;
Brasil;
Carreira acadêmica;
China;
Comissão Nacional de Energia Nuclear;
Cooperação acadêmica;
Energia elétrica;
Energia nuclear;
Engenharia;
Estados Unidos da América;
Financiadora de Estudos e Projetos;
Física;
Formação profissional;
Governo Dilma Rousseff (2011-2016);
Governo Fernando Collor (1990-1992);
Governo José Sarney (1985-1989);
Governo Luiz Inácio Lula da Silva (2003 - 2010);
India;
Instituições acadêmicas;
Irã;
Marinha;
Militares;
Ministério da Ciência e Tecnologia;
Palácio Itamaraty;
Política nuclear;
Pós - graduação;
Programa Nuclear Brasileiro;
Raul Alfonsin;
Sérgio Rezende;
Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares (TNP);

Sumário

Entrevista: 14/02/2011


Arquivo em áudio 1

Trajetória profissional e interesse pela questão nuclear; o curso de engenharia civil na Universidade Federal de Santa Maria (1964-1968) e o curso de introdução à energia nuclear no âmbito do Pronuclear; o convite do prof. Menegassi para lecionar no departamento de física da UFSM em 1971; mestrado e doutorado em engenharia nuclear (Berkeley, Estados Unidos) com bolsa da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen); colegas estrangeiros no curso e as expectativas dos estudantes; o desânimo dos brasileiros em relação ao futuro do programa nuclear (1976); comparação com a euforia dos colegas iranianos e discrição dos chineses; o retorno ao Brasil e à UFSM após o doutoramento (1983) e o envolvimento com a gestão acadêmica; comentários sobre o programa paralelo e contato pesquisadores enviados pela Marinha a outras universidades americanas; o retorno a Berkeley em 1991 e a conclusão da tese; a posição comunidade acadêmica contra os programas nuclear militares nos anos 1980; comentários sobre “Santa Marinha” e o domínio do ciclo do combustível; a preocupação da comunidade científica de se ter um programa civil encerrado em um órgão militar; percepção na época da energia hidrelétrica e necessidade de um programa nuclear; comentários sobre o acordo Brasil-Alemanha e pressão dos americanos para adoção do jet nozzle; Argentina: interação acadêmica (não nuclear) e rivalidade militar (real ou instrumental para conseguir recursos); a chefia do Departamento de Física e a diretoria do Centro de Ciências Exatas (1984-1991); a vitória na eleição para reitor da UFSM de 1993; o convite para secretaria da Agência Brasileiro-Argentina de Contabilidade e Controle de Materiais Nucleares (Abacc) pelo Ministro de Ciência e Tecnologia Sérgio Rezende em 2007; comentários sobre o Brasil e a renascença nuclear – argumentos econômicos/comerciais, políticos e estratégicos: possíveis efeitos na Argentina e na Abacc; interação nuclear Brasil-Argentina nos governos Lula e Dilma; comentários sobre o projeto conjunto de reator multipropósito e possibilidades de cooperação; relação entre Abacc e a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA); a “engenharia política de alto nível” que levou à criação da Abacc; papel dos técnicos e dos presidentes brasileiros e argentinos; comentários sobre atuação dos presidentes Sarney, Raul Alfonsín e Collor; a questão das inspeções da AIEA e das centrífugas em Resende, possível impacto sobre a Abacc e percepção Argentina; avaliação dos 20 anos de Abacc – um paradigma; resiliência da Abacc face a possíveis programas militares ou de artefatos de Brasil ou Argentina; relação entre inspetores da Abacc; comentários sobre os procedimentos de salvaguarda da Abacc e AIEA; acordos Abacc com outros países; impacto indireto do acordo nuclear EUA – Índia assinado em 2008; impacto sobre o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares (TNP).

Arquivo em áudio 2

Comentários sobre a possibilidade de um Irã nuclear; possibilidade de ampliação da Abacc e possíveis dificuldades; o eventual papel do Itamaraty e da Cnen.; convite do Ministro Sérgio para a Abacc; o processo de escolha dos secretários e dos oficiais da Abacc; tensão entre oficiais da Abacc e autoridades nacionais (brasileiras); missão da Financiadora de Estudos e projetos (Finep), fundos setoriais e relação com a área nuclear; ferramentas de salvaguarda da Abacc e alternativas à adesão ao Protocolo Adicional; comentários sobre o Nuclear Suppliers Group; possível adesão da Argentina ao Protocolo Adicional.





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