AFRANIO SALGADO LAJES

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Nome: LAJES, Afrânio
Nome Completo: AFRANIO SALGADO LAJES

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
LAJES, AFRÂNIO

LAJES, Afrânio

*mov. integralista; sen. AL 1961-1963; gov. AL 1971-1975.

 

Afrânio Salgado Lajes nasceu em Maceió no dia 14 de março de 1911, filho de José Gonçalves Lajes e de Maria Salgado Lajes. Seu irmão Armando Salgado Lajes foi deputado federal por Alagoas de 1955 a 1959.

Estudou no Colégio Diocesano de Maceió, ingressando depois na Faculdade de Direito de Salvador, pela qual se bacharelou em 1931. De volta à capital alagoana, abriu escritório de advocacia e, em 1933, tornou-se livre-docente de direito civil da Faculdade de Direito de Alagoas.

Militante do integralismo, na época da organização do movimento passou a pertencer à Câmara dos Quatrocentos, órgão de assessoramento da chefia nacional da Ação Integralista Brasileira (AIB). Ingressou na política parlamentar em 1935, elegendo-se deputado à Assembléia Constituinte alagoana. Participou dos trabalhos que resultaram na nova Constituição do estado e, ainda deputado estadual, elegeu-se em 1936 presidente do Instituto dos Advogados de Alagoas. Sempre ativo como professor universitário, em 1937 tornou-se catedrático de direito civil da Faculdade de Direito de Alagoas. No mesmo ano, com a instauração do Estado Novo (10/11/1937), que suprimiu todos os órgãos legislativos do país, perdeu o mandato na Assembléia. Professor e titular interino de várias cadeiras da Faculdade de Direito de Alagoas — direito comercial, direito romano e teoria geral do Estado —, lecionou ainda no curso de doutorado da mesma faculdade e participou de bancas examinadoras de concursos para provimento de cátedras em diversos estados do país. Membro do Conselho de Finanças, hoje Tribunal de Contas do Estado de Alagoas, foi também juiz-substituto do Tribunal Regional Eleitoral do estado. Em 1951 foi eleito presidente do conselho secional de Alagoas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), cargo que ocuparia até 1961. Entre 1952 e 1956, presidiu a Caixa Econômica Federal de Alagoas e o Conselho Estadual de Educação.

No pleito de outubro de 1954 elegeu-se suplente do senador Antônio de Freitas Cavalcanti na legenda da União Democrática Nacional (UDN). Nomeado em março de 1961 diretor da Carteira de Colonização do Banco do Brasil, deixou o cargo em julho do mesmo ano para assumir, no Senado, a vaga aberta por Freitas Cavalcanti, por sua vez designado em maio ministro do Tribunal de Contas da União. Vice-líder da UDN no Senado em 1962, no mesmo ano tornou-se membro do Conselho Federal da OAB. Representante de Alagoas no conselho deliberativo da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), deixou o Senado ao final do mandato, em janeiro de 1963.

Ainda em 1963, foi nomeado presidente da Companhia de Desenvolvimento de Alagoas, cargo em que permaneceria até 1966. De 1964 a 1965, integrou o conselho consultivo do Banco do Nordeste do Brasil e em 1966 foi nomeado diretor do Conselho de Desenvolvimento de Maceió.

Em 1970, foi apontado candidato às eleições indiretas para o governo do estado na legenda da Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação do regime militar instalado no país em abril de 1964. Sua escolha pelo governo federal e pela direção nacional do partido contrariou o então governador Antônio Lamenha Filho, que apresentara à Presidência da República uma lista tríplice na qual não figurava seu nome. Eleito pela Assembléia Legislativa de Alagoas em outubro de 1970, assumiu o governo do estado em março do ano seguinte. Em junho de 1973, a revista Veja afirmava que Afrânio Lajes, na ocasião em repouso numa fazenda do interior paulista, encontrava-se em “situação delicada”. Já passara um mês repousando fora do seu estado, e, segundo a revista, mantinha-se no cargo por contar “com o decidido apoio da família”. De todo modo, cumpriu o mandato até março de 1975, quando transmitiu o governo a Divaldo Suruagi, eleito também por via indireta no ano anterior. Retirando-se da vida pública, permaneceu em Maceió exercendo a advocacia.

Acometido por doença grave no início da década de 1980, veio a falecer em Maceió em 12 de fevereiro de 1990.

Era casado com Élia Porto Lajes, com quem teve cinco filhos.

Publicou, além de artigos e trabalhos acadêmicos, Do abuso do direito na inexecução da promessa de casamento, Diversificação da economia alagoana, ONU — esperança de um mundo melhor, A revolução e a realidade econômica brasileira, Visão histórica do desenvolvimento de Alagoas, Brasil-potência mundial, Por que o cruzeiro novo?, Visão geral da realidade econômica de Alagoas e Portos e desenvolvimento.

 

FONTES: ARQ. PÚBL. AL; COUTINHO, A. Brasil; Encic. Mirador; FICHÁRIO PESQ. M. AMORIM; Grande encic. Delta; INF. FAM. Élia Porto Lajes; MELO, O. Marcha; Perfil (1974); Rev. Arq. Públ. AL.; SENADO. Relação; SENADO. Relação dos líderes; Súmulas; Veja (8/7/70 e 13/6/73); Who’s who in Brazil (1972, 1973 e 1974).

 

 

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