ALDO PINTO DA SILVA

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: PINTO, Aldo
Nome Completo: ALDO PINTO DA SILVA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
PINTO, ALDO

PINTO, Aldo

*dep. fed. RS 1983-1987, 1991 e 1992-1995.

Aldo Pinto da Silva nasceu em Palmeira das Missões (RS) no dia 3 de fevereiro de 1939, filho de Aristóteles Pinto e de Otíbia Cavalheiro Pinto.

Proprietário rural, ingressou na Faculdade de Agronomia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) em 1958, concluindo seus estudos em 1961. Durante o período universitário, foi membro da União Estadual de Estudantes de seu estado.

No pleito de novembro de 1974 elegeu-se deputado estadual à Assembléia gaúcha pela legenda do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instaurado no país em abril de 1964. Empossado em fevereiro de 1975, foi presidente e membro de várias comissões especiais, vice-presidente das comissões de Agricultura e de Pecuária e membro da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou denúncias de irregularidades na Companhia Estadual de Desenvolvimento da Indústria e Comércio. Reeleito em novembro de 1978, ainda pelo MDB, tornou-se membro da Comissão de Finanças e Planejamento.

Após o fim do bipartidarismo em 29 de novembro de 1979 — ano em que presidiu o Ciclo de Estudos sobre Problemas Brasileiros —, e a conseqüente reorganização partidária, filiou-se ao Partido Democrático Trabalhista (PDT).

Nessa legislatura, foi vice-líder da bancada do PDT e presidiu a mesa e a Comissão de Obras Públicas da Assembléia Legislativa. Em 1981, fez várias viagens ao exterior como representante do parlamento gaúcho.

No pleito de novembro de 1982, elegeu-se deputado federal pelo Rio Grande do Sul na legenda do PDT. Assumindo sua cadeira em fevereiro do ano seguinte, foi membro das comissões de Agricultura e Política Rural e de Economia, Indústria e Comércio da Câmara dos Deputados.

Na sessão de 25 de abril de 1984, votou a favor da emenda Dante de Oliveira, que propunha o restabelecimento de eleições diretas para a presidência da República em novembro desse ano. Como a emenda não obteve a votação necessária para ser encaminhada ao Senado, decidiu apoiar, no Colégio Eleitoral reunido a 15 de janeiro de 1985 para escolher o novo presidente do país, a candidatura do ex-governador de Minas Gerais Tancredo Neves, lançada pela Aliança Democrática, coligação do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) — sucessor do MDB — com a dissidência do Partido Democrático Social (PDS) denominada Frente Liberal.

Apesar da esmagadora vitória sobre o candidato governista Paulo Maluf, Tancredo não chegou a assumir a presidência. Gravemente enfermo, foi substituído por seu vice, José Sarney, empossado interinamente em março de 1985 e efetivado no cargo em 21 de abril seguinte, quando o ex-governador mineiro veio a falecer.

Em novembro de 1986, Aldo Pinto candidatou-se ao governo do Rio Grande do Sul na coligação formada pelo PDT e PDS, sendo derrotado por Pedro Simon, do PMDB. Deixou a Câmara em janeiro de 1987, ao final da legislatura.

Retornou à cena política no pleito de outubro de 1990, quando novamente elegeu-se para a Câmara dos Deputados na legenda do PDT gaúcho. Empossado em fevereiro de 1991, no mês seguinte licenciou-se do mandato para exercer o cargo de secretário estadual de Agricultura, no governo do pedetista Alceu Collares (1991-1995). Retornou à Câmara por um breve período em dezembro de 1991 e, em definitivo, em maio de 1992. Durante o período em que esteve na secretaria gaúcha, foi substituído no Legislativo federal pelo suplente Jorge Uequed, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB).

Em 29 de setembro de 1992, votou a favor da abertura de um processo de impeachment — aprovada por 441 votos — contra o presidente Fernando Collor de Melo, acusado de crime de responsabilidade pela CPI que investigou denúncias de corrupção contra o ex-tesoureiro de sua campanha presidencial, Paulo César Farias. Afastado da chefia do Executivo após a votação da Câmara, Collor acabou renunciando ao mandato em 29 de dezembro, antes da conclusão de seu julgamento pelo Senado. Foi substituído na presidência pelo vice Itamar Franco, que vinha ocupando o cargo interinamente desde o dia 2 de outubro.

Nas votações em que tomou parte durante essa legislatura, Aldo Pinto manifestou-se contra a criação do Fundo Social de Emergência (FSE), o fim do voto obrigatório, a revisão do conceito de empresa nacional e a instituição do Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), que, ao lado do FSE, serviu para financiar o programa de estabilização econômica do governo federal.

No pleito de outubro de 1994, candidatou-se ao Senado na legenda pedetista, mas não foi bem-sucedido. Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro do ano seguinte, ao fim de seu mandato.

Casou-se com Carmen Regina da Silva, com quem teve dois filhos.

Publicou I Ciclo de estudos sobre problemas brasileiros (1979).

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1991-1995); CÂM. DEP. Lista de suplentes (1991-1995); Folha de S. Paulo (18/9/94); Globo (26/4/84); Perfil parlamentar/IstoÉ.

 

Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados