ANTONIO TIDEI DE LIMA

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Nome: LIMA, Tidei de
Nome Completo: ANTONIO TIDEI DE LIMA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
LIMA, TIDEI DE

LIMA, Tidei de

*dep. fed. SP 1979-1987, 1989-1992.

 

Antônio Tidei de Lima nasceu em Guarapuã (SP) no dia 8 de julho de 1945, filho de Fortunato Rocha Lima e de Francisca Engrácia Tidei Lima.

Fez o curso de engenharia na Fundação Educacional de Bauru, em São Paulo, onde presidiu o Diretório Acadêmico Prestes Maia no biênio 1968-1969, concluindo a graduação em 1971.

Iniciou sua vida profissional como superintendente do escritório técnico de planejamento e projetos da Prefeitura de Bauru, de 1973 a 1974, e diretor dos serviços viários, até 1977, tendo concluído, no ano anterior, o curso de engenharia de segurança do trabalho na mesma fundação em que se formara.

Seu ingresso na política se deu no pleito de novembro de 1978, quando foi eleito deputado federal por São Paulo na legenda do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instaurado no país em abril de 1964. Assumiu o mandato em janeiro de 1979, participando dos trabalhos legislativos como membro da Comissão de Transportes e suplente das comissões do Interior e de Minas e Energia da Câmara dos Deputados.

Ainda em 1979, tornou-se primeiro-vice-presidente da comissão executiva provisória do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), que viria a suceder o MDB com o fim do bipartidarismo, em novembro do mesmo ano, e a conseqüente reformulação partidária. Manteve-se no cargo em 1980 e 1981, integrando a já constituída comissão executiva do diretório regional do partido.

Reeleito deputado federal em novembro de 1982, teve seu nome cogitado para a Secretaria de Transportes do recém-eleito governador Franco Montoro (1983-1987), também do PMDB. Com a escolha do deputado federal Horácio Ortiz para o cargo, assumiu o mandato em fevereiro de 1983, participando dos trabalhos legislativos como vice-líder do seu partido na Câmara (1984-1985) e membro das comissões parlamentares de inquérito (CPIs) da Caixa de Pecúlio dos Militares Beneficentes (Capemi), do Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (INAMPS) e das Relações Econômicas Brasil-Polônia.

Na sessão de 25 de abril de 1984, votou a favor da emenda Dante de Oliveira, que propunha o restabelecimento das eleições diretas para presidente da República em novembro daquele ano. Como o projeto não obteve o número de votos indispensáveis à sua aprovação, faltando 22 para que pudesse ser encaminhado à apreciação do Senado Federal, no Colégio Eleitoral, reunido em 15 de janeiro de 1985, Tidei de Lima votou no candidato oposicionista Tancredo Neves, lançado pela Aliança Democrática, uma união do PMDB com a dissidência do Partido Democrático Social (PDS) abrigada na Frente Liberal. Todavia, Tancredo Neves foi acometido de súbita enfermidade e não chegou a tomar posse, vindo a falecer no dia 21 de abril. Quem assumiu a presidência da República foi o vice, José Sarney, que desde 15 de março vinha ocupando o cargo interinamente.

Observador parlamentar à XLI Sessão da Assembléia Geral das Nações Unidas, realizada em Nova Iorque em 1986, Tidei de Lima reelegeu-se, em novembro do mesmo ano, deputado federal constituinte, sempre na legenda do PMDB. Em março de 1987 licenciou-se do mandato para assumir a Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo no governo de Orestes Quércia (1987-1991), sendo substituído nos trabalhos constituintes pelo também peemedebista Michel Temer.

Ao retornar à Câmara, em 1989, participou dos trabalhos legislativos como vice-líder do PMDB, membro das comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, de Saúde, Previdência e Assistência Social, bem como da CPI Mista sobre o Sistema Globo de Rádio e Televisão e Alguns Ministérios, e suplente da Comissão de Fiscalização e Controle. Em 1990, foi relator do projeto de conversão da Medida Provisória nº 273, que fixou a livre negociação salarial.

Com sua reeleição em outubro de 1990 para a legislatura iniciada em fevereiro de 1991, tornou-se membro das comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público e Mista de Orçamento, além de suplente da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados.

Na sessão de 29 de setembro de 1992, que deliberou sobre o impeachment do presidente Fernando Collor de Melo, acusado de crime de responsabilidade por ligações com um esquema de corrupção liderado pelo ex-tesoureiro de sua campanha presidencial, Paulo César Farias, foi um dos deputados favoráveis à medida. Com o resultado da votação, Collor foi afastado da presidência da República e, em 29 de dezembro, pouco antes da conclusão do processo pelo Senado Federal, renunciou ao mandato. O vice, Itamar Franco, que desde 2 de outubro vinha exercendo a função em caráter de interinidade, foi efetivado no cargo.

Ainda em outubro, Tidei de Lima foi candidato do PMDB à Prefeitura de Bauru, tendo como uma de suas principais bandeiras de campanha a remoção de favelas. Eleito, tomou posse em 1º de janeiro de 1993, renunciando à sua cadeira na Câmara dos Deputados. A vaga de Tidei de Lima foi ocupada por Aírton Sandoval. Em 31 de dezembro de 1996, ao deixar a prefeitura, foi acusado pelo sucessor e adversário político, Antônio Izzo Filho, do Partido Progressista Brasileiro (PPB), de deixar dívidas que atingiam cerca de 70% do orçamento de 1997, de gastar em excesso com pessoal e deixar contratos com empreiteiras que necessitavam de revisão.

No pleito de outubro de 1998 candidatou-se mais uma vez a deputado federal por São Paulo, na legenda do PMDB, mas não conseguiu se eleger. Em 2000 concorreu a prefeito de Bauru, contudo não obteve êxito. Em 2006 foi novamente candidato a deputado federal, desta vez na legenda do Partido Verde (PV), obteve uma suplência.

Além das atividades parlamentares, trabalhou como engenheiro de segurança em Bauru e foi diretor técnico da Construtora LR Ltda., localizada na mesma cidade.

Casou-se com Salomé Stilac Sandim Lima, com quem teve duas filhas.

Marcelo Costa

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1983-1987 e 1991-1995); Estado de S. Paulo (2 e 3/1/97); FIGUEIREDO, R. & LAMOUNIER, B. As cidades; Folha de S. Paulo (7/3/87 e 3/1/97); Globo (7/3/87, 6/12/90, 10/10/98); Portal da Fundação SEADE; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (1998).

 

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