AUGUSTO DA CUNHA MAGESSI PEREIRA

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Nome: MAGESSI, Augusto
Nome Completo: AUGUSTO DA CUNHA MAGESSI PEREIRA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
MAGESSI, AUGUSTO

MAGESSI, Augusto

*militar; dir.-ger. DFSP 1956.

 

Augusto da Cunha Magessi Pereira nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 23 de março de 1899, filho de João Magessi Pereira.

Sentou praça em junho de 1915 como soldado voluntário, ingressando posteriormente na Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro, que o declarou aspirante-a-oficial da arma de infantaria em janeiro de 1922. Promovido a segundo-tenente em abril do mesmo ano e a primeiro-tenente em setembro de 1923, chegou a capitão em novembro de 1932, a major em maio de 1939, a tenente-coronel em junho de 1943 e a coronel em dezembro de 1948. Em julho de 1954 tornou-se general-de-brigada e, em janeiro, do ano seguinte, passou a comandar a 9ª Região Militar em Mato Grosso.

Nomeado chefe de polícia de Distrito Federal (Departamento Federal de Segurança Pública — DFSP) no início do governo do presidente Juscelino Kubitschek (1956-1961), ainda em agosto de 1956 decidiu empastelar o jornal Tribuna da Imprensa, o que realizou com a ajuda de outros oficiais. Essa atitude se deveu aos ataques cada vez mais violentos daquele órgão ao governo, particularmente ao general Henrique Teixeira Lott, então ministro da Guerra. Dirigiam-se as críticas também aos demais adeptos da Frente de Novembro, movimento articulado em março de 1956 pelo coronel Nemo Canabarro Lucas com o objetivo de “dar conteúdo político ao movimento de 11 de novembro de 1955”, que fora liderado por Lott para assegurar a posse de Kubitschek e João Goulart na presidência e na vice-presidência da República. Definindo-se como nacionalista e legalista, a frente era acusada de subversiva e comunista pelos partidos e jornais de oposição, e acabaria por ser fechada por Juscelino em 24 de novembro de 1956.

Mais uma vez reagindo aos ataques lançados pela Tribuna da Imprensa e pela revista Maquis à atitude do presidente Kubitschek quando este submeteu, por pressão dos trabalhistas, a elaboração do anteprojeto da Lei de Imprensa ao ministro da Justiça Nereu Ramos para posterior aprovação pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Magessi mandou invadir, na noite de 8 para 9 de setembro de 1956, a sede da Maquis. Apreendeu os exemplares existentes e deteve as pessoas que lá se encontravam, mas, diante da liberação imediata dos presos por ordem de Juscelino e da sentença favorável da Justiça aos proprietários da revista, pediu demissão. Ainda em setembro deixou o cargo de chefe de polícia, sendo substituído pelo coronel Felisberto Batista Teixeira.

Fez os cursos de aperfeiçoamento de oficiais e de estado-maior e ainda os da Escola de Guerra Naval, da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército e da Command and General Staff School, em Fort Leavenworth, no Kansas, EUA. Foi também professor da Escota de Guerra Naval e da Escola de Estado-Maior do Exército.

Foi também provedor da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro.

Faleceu no Rio de Janeiro no dia 5 de julho de 1989.

Era casado com Altair Barbosa Magessi.

Publicou Territórios nacionais, Algumas idéias sobre segurança nacional, A Força Expedicionária Brasileira em operação na Itália, Organização do trabalho intelectual, Ensinamentos gerais da Segunda Grande Guerra e O Colégio Militar — fundação — fundador.

 

FONTES: CAFÉ FILHO, J. Sindicato; COUTINHO, A. Brasil; Jornal do Brasil (10/7/89); KUBITSCHEK, J. Meu (3); MIN. GUERRA. Almanaque (1958).

 

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