BERNARDES, CARLOS ALFREDO

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Nome: BERNARDES, Carlos Alfredo
Nome Completo: BERNARDES, CARLOS ALFREDO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
BERNARDES, CARLOS ALFREDO

BERNARDES, Carlos Alfredo

*diplomata; encar. neg. EUA 1959 a 1960-1961; emb. Bras. ONU 1963-1964.

 

Carlos Alfredo Bernardes nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 21 de abril de 1916.

Bacharelou-se em 1937 pela Faculdade de Direito da Universidade do Rio de Janeiro, hoje Universidade Federal do Rio de Janeiro, ingressando a seguir no Instituto Rio Branco, onde fez o curso de aperfeiçoamento de diplomatas. Aprovado como cônsul de terceira classe em 1939, atuou em 1940 como secretário da Comissão Nacional de Codificação do Direito Internacional, e em 1942 como auxiliar dos trabalhos da III Reunião de Consulta dos Ministros de Estado das Repúblicas Americanas, realizada em Petrópolis (RJ). Serviu como vice-cônsul em Glasgow, na Escócia, de 1942 a 1944, e desse ano a 1945 em Lisboa, passando em seguida a exercer as funções de terceiro-secretário da embaixada brasileira em Portugal.

Promovido a segundo-secretário ainda em 1945, foi designado em fevereiro de 1946 oficial-de-gabinete do Ministério das Relações Exteriores, na primeira gestão de João Neves da Fontoura. Nesse mesmo ano foi secretário da delegação brasileira à Conferência da Paz, rea- lizada em Paris, desempenhando no ano seguinte as mesmas funções na Conferência Interamericana para a Manutenção da Paz e da Segurança no Continente, no Rio de Janeiro. Participou também em 1948 da IX Conferência Internacional Americana, realizada em Bogotá, na Colômbia, e desse ano até 1951 foi segundo-secretário da embaixada brasileira em Paris. Retornou então ao Brasil para ocupar novamente o cargo de oficial-de-gabinete do ministro das Relações Exteriores, João Neves da Fontoura.

Obtendo sua promoção a primeiro-secretário ainda em 1951, no ano seguinte foi designado para a missão brasileira junto à Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque. Nos anos de 1952 e 1953, ocupou também provisoriamente o posto de primeiro-secretário da embaixada brasileira em Washington. Em 1956, recebeu o título de conselheiro e foi promovido a ministro de segunda classe, continuando a servir na missão brasileira junto à ONU como ministro-conselheiro e atuando como delegado em diversas conferências e eventos promovidos por essa organização. Ainda em 1956, participou da Conferência para a Criação da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), sediada posteriormente em Genebra, na Suíça. Compareceu às três assembléias gerais de emergência da ONU realizadas entre 1956 e 1958 e representou o Brasil na junta de governadores da AIEA, sendo eleito por unanimidade em outubro de 1958 presidente da entidade. Em 1959, participou da I Reunião da Comissão Interamericana de Energia Nuclear, realizada em Washington, e tornou-se ministro-conselheiro da embaixada brasileira na mesma cidade. Exerceu ainda em dezembro desse ano e entre fevereiro de 1960 e setembro de 1961 as funções de encarregado de negócios do Brasil nos Estados Unidos.

Após ser promovido em 1961 a ministro de primeira classe, assumiu a Secretaria Geral do Itamarati, onde permaneceu até 1962. Nesse ano, participou do Comitê de Desarmamento, em Genebra, da VIII Reunião de Chanceleres Americanos, em Punta del Este, no Uruguai, da reunião do Banco Interamericano de Desenvolvimento, realizada em Buenos Aires, além de servir em missão especial em Nova Iorque e Washington. Em setembro de 1962, assumiu interinamente por alguns dias a pasta das Relações Exteriores, em substituição ao titular Afonso Arinos de Melo Franco. No ano seguinte, voltou a ocupar a Secretaria Geral do ministério, presidindo ainda as comissões de Promoções, de Coordenação e de Planejamento Político do Itamarati.

Entre 1963 e 1964, exerceu a chefia da missão brasileira junto à ONU, tendo atuado nesse período no Conselho de Segurança daquele organismo. Foi representante especial do secretário-geral das Nações Unidas em Chipre de 1964 a 1967, ano em que participou, como delegado, da XXII Seção da Assembléia Geral da ONU.

Entre 1970 e 1973, presidiu a comissão do Ministério das Relações Exteriores para recuperação e salvaguarda dos textos históricos e diplomáticos, coordenando paralelamente em 1971 o grupo de trabalho encarregado de reorganizar o arquivo histórico do Itamarati.

Em 1975 foi nomeado embaixador do Brasil em Manila, nas Filipinas, aí falecendo em 22 de março de 1977 no exercício de suas funções.

Foi casado com Eliane Bernardes, com quem teve três filhos.

 

FONTES: Almanaque mundial; Encic. Mirador; Globo (27/3/77); Grande encic. Delta; Jornal do Brasil (24/3/77); MIN. REL. EXT. Anuário (1973).

 

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