CARVALHO, SILVIO RIBEIRO DE

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Nome: CARVALHO, Sílvio Ribeiro de
Nome Completo: CARVALHO, SILVIO RIBEIRO DE

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
CARVALHO, SÍLVIO RIBEIRO DE

CARVALHO, Sílvio Ribeiro de

*diplomata; encar. neg. Bras. EUA 1953 e 1954.

 

Sílvio Ribeiro de Carvalho nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 5 de agosto de 1904.

Sentou praça no Exército, ingressando em junho de 1922 na Escola Militar do Realengo, no Rio, onde em 5 de julho seguinte participou da revolta que eclodiu em protesto contra a eleição de Artur Bernardes à presidência da República e as punições impostas pelo governo de Epitácio Pessoa aos militares. Deflagrado também no forte de Copacabana e na Vila Militar e ainda em Mato Grosso, esse movimento, rapidamente debelado, representou o início do ciclo de revoltas tenentistas da década de 1920. O envolvimento no levante custou-lhe, como à quase totalidade dos demais alunos, o afastamento do Exército.

Em maio de 1927, entrou para o Ministério das Relações Exteriores, aí passando a servir como contratado. Em janeiro de 1931, pouco depois da vitória da Revolução de 1930 obteve sua reversão ao Exército no posto de primeiro-tenente. Ainda nesse ano, participou da comissão encarregada de recepcionar o presidente da Argentina, Agustín Justo.

Em fevereiro de 1932, deixando o Exército para dedicar-se à carreira diplomática, foi promovido a cônsul de terceira classe. Elevado a cônsul de segunda classe em fevereiro de 1934, foi designado para a cidade de Antuérpia, na Bélgica, onde serviu durante o mês de maio. Transferido para La Paz, na Bolívia, aí exerceu as funções de segundo-secretário de julho seguinte a setembro de 1935, e de encarregado de negócios no mês de outubro. De novembro a dezembro do mesmo ano foi encarregado de negócios em Montevidéu, e, durante os quatro anos subseqüentes, permaneceu no Brasil.

Manteve-se à disposição da Comissão de Eficiência do Itamarati a partir de abril de 1939, e em março de 1940 foi transferido para Londres, onde recebeu em dezembro de 1943 sua promoção a primeiro-secretário. Permanecendo na Inglaterra até novembro de 1944, retornou em seguida ao Brasil, passando a atuar na Secretaria de seu ministério. Em fevereiro de 1946, foi nomeado chefe do Serviço de Comunicações do Itamarati, assumindo em abril a chefia da Divisão de Comunicações. Designado em abril de 1947 cônsul-adjunto em Buenos Aires, aí exerceu por diversas vezes em 1947, 1948 e 1949 a função de encarregado do consulado geral, e obteve em março desse último ano o título de conselheiro.

Em abril de 1950 foi mais uma vez transferido para Montevidéu, onde desempenhou de julho a agosto as funções de encarregado de negócios e foi conselheiro da embaixada especial representando o governo brasileiro nas comemorações do primeiro centenário da morte do general Artigas, no mês de setembro. Promovido a ministro de segunda classe em novembro desse ano e designado ao mesmo tempo ministro-conselheiro, representou o Brasil em fevereiro de 1951 nas solenidades de posse de Andrés Martinez Trueba, presidente eleito do Uruguai. No decorrer desse ano, foi também várias vezes encarregado de negócios. Deixou Montevidéu em março de 1952, quando foi nomeado ministro plenipotenciário em San José, na Costa Rica. Transferido em abril de 1953 como ministro-conselheiro para Washington, foi encarregado de negócios na capital norte-americana durante alguns meses em 1953 e 1954.

De volta ao Brasil em maio deste último ano, assumiu em novembro seguinte a chefia da Divisão Consular do Departamento Econômico e Consular do Itamarati, cargo que exerceu até fevereiro de 1956, quando foi designado chefe da Divisão de Passaportes do mesmo departamento. Em outubro desse ano, foi nomeado cônsul-geral em Nova Orleans, nos Estados Unidos, e em dezembro de 1961 obteve sua promoção a ministro de primeira classe. Em julho de 1962 foi transferido de Nova Orleans para Quito, no Equador, ocupando o cargo de embaixador extraordinário e plenipotenciário até setembro do ano seguinte, quando foi removido para Rabat, no Marrocos. Permaneceu nesse país até dezembro de 1965, tendo representado o Brasil nas homenagens ao rei Hassan II, realizadas em setembro de 1964.

Faleceu em junho de 1969.

 

 

FONTES: Almanaque dos alunos; FICHÁRIO PESQ. M. AMORIM; MIN. REL. EXT. Anuário (1964); Movimento de 5.

 

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