CESAR, ALFREDO HENRIQUE DE BERENGUER

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Nome: CÉSAR, Alfredo Henrique de Berenguer
Nome Completo: CESAR, ALFREDO HENRIQUE DE BERENGUER

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
BERENGUER, Alfredo Henrique de

CÉSAR, Alfredo Henrique de Berenguer

* militar; comte. III Comar 1979-1982.

 

Alfredo Henrique de Berenguer Cesar nasceu na cidade do México,  em 31 de agosto de 1922, filho do diplomata Jacome Baggi de Berenguer Cesar e de Beatriz Pacheco de Berenguer Cesar.

Sentou praça em março de 1942 na Escola de Aeronáutica do Campo dos Afonsos, no Rio de Janeiro, saindo aspirante em agosto de 1944. Atingiu os postos de 2º tenente em julho de 1945, 1º tenente em maio de 1946, capitão em outubro de 1950 e major em janeiro de 1957.

Com esta patente, entre agosto de 1960 e agosto de 1961, comandou o 1ª Contigente da FAB da Força de Emergência das Nações Unidas, que atuou no antigo Congo-Belga, atual Zaire. Recém-independente da Bélgica (1960), o país mergulhara em uma grave crise política que logo culminou em violenta guerra civil, com tentativa de secessão de Catanga e de outras  províncias.                De volta ao Brasil, Berenguer Cesar  recebeu a patente de tenente-coronel, em outubro de 1961, e foi nomeado instrutor da Escola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica. Neste período, o país assistia à renúncia do presidente Jânio Quadros, aprofundando a já intensa crise política, levando vários setores da sociedade civil e militar a conspirarem abertamente contra o vice-presidente, João Goulart, que assumiria a presidência, conforme a Constituição de 1946, vigente àquela época.

Em fins março de 1964, o general Olímpio de Mourão Filho, com o apoio do governador de Minas Gerais, Magalhães Pinto, desencadeou um movimento militar que culminou na deposição do presidente da República, João Goulart. Neste mesmo ano, Berenguer César assumia a chefia da 2ª Seção do Estado-Maior da Aeronáutica, setor responsável pelo serviço de informações.

Em julho de 1966, recebeu  promoção a coronel, assumindo no mesmo mês a chefia do Gabinete do Estado-Maior da Aeronáutica. Ainda em 1966, foi nomeado secretário da Comissão de Promoções de Oficiais da Aeronáutica.             Oficial ligado à área de informações, Berenguer Cesar tornou-se, em 1970, membro da Comissão Geral de Investigações, órgão que desenvolvia intensa atividade naquele período, devido ao aprofundamento da repressão política no país. Um ano mais tarde, assumiu a chefia do Escalão Recuado do Serviço de Informações e Segurança. Adido aeronáutico em Portugal entre 1972 e 1974, retornou ao Brasil nesse último ano, sendo promovido, por merecimento, a brigadeiro-do ar.

Em 1975, tornou-se assistente da Aeronáutica da Escola Superior de Guerra (ESG). Presidiu,  nesta mesma época,  a Comissão de Estudos Relativos à Navegação Aeronáutica Internacional. Designado em 1977 comandante do Comando Aerotático, foi promovido a major-brigadeiro-do-ar em novembro de 1978.  No ano seguinte, deixou aquele comando para responder pelo Terceiro Comando Aéreo Regional (III Comar), em substituição ao brigadeiro-do-ar Ismael de Mota Pais. Tenente-brigadeiro-do-ar em março de 1982, no mês seguinte deixou a chefia do III Comar, sendo substituído pelo major-brigadeiro Jorge José Carvalho, e assumiu a do Comando Geral do Ar. Permaneceu nesse comando até 1985, quando tornou-se chefe do Estado-Maior da Aeronáutica. Um ano mais tarde, em março de 1986,  foi transferido para a reserva no posto de marechal-do-ar. Em junho de 2000, residia no Rio de Janeiro.

Durante sua carreira militar fez vários cursos, entre os quais  o curso superior de guerra e o curso superior de comando.

Casou-se com Maria do Céu Berenguer César, com quem teve dois filhos.

 

FONTES: Almanaque da Aeronáutica (1981); Encic. Britannica; Encic. Mirador; INF. BIOG.; Jornal do Brasil (3/4/80 e 1/4/82); MIN. AERON. CENT. REL. PUB.

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