CHAGAS, ALTAIR

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: CHAGAS, Altair
Nome Completo: CHAGAS, ALTAIR

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
CHAGAS, Altair

CHAGAS, Altair

* dep. fed. MG 1971-1983; 1983.

 

Altair Chagas nasceu em Inhapim (MG), então distrito de Caratinga, no dia 25 de fevereiro de 1934, filho do servidor da Justiça Manuel Chagas Lopes e de Zelinda Ribeiro Chagas.

Fez seus primeiros estudos no Grupo Escolar Antônio Carlos, na sua cidade natal, e no Colégio Arnaldo, em Belo Horizonte, onde posteriormente ingressou no Centro de Preparação dos Oficiais da Reserva (CPOR), tornando-se 2o tenente do Exército após um estágio em São João del Rey (MG). Em 1956, bacharelou-se em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade de Direito da Universidade de Minas Gerais (UMG), atual Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Durante o período universitário, trabalhara nos jornais Diário de Minas, O Diário e na Rádio Itatiaia de Belo Horizonte.

Advogado e comerciante na capital mineira, iniciou sua carreira política como vereador e líder da bancada da União Democrática Nacional (UDN) na Câmara Municipal de Inhapim entre 1958 e 1962.

No pleito de outubro deste último ano elegeu-se deputado estadual em Minas Gerais, ainda pela legenda da UDN. Em fevereiro de 1963, assumiu sua cadeira na Assembléia Legislativa, onde foi presidente da Comissão de Assuntos Municipais. Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional no 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), agremiação de sustentação ao regime militar instaurado no país em abril de 1964. Reeleito em novembro de 1966 pela legenda arenista, foi, em 1968, vice-líder da bancada de seu partido, voltando a atuar ainda nesta legislatura como presidente da Comissão de Assuntos Municipais.

Em novembro de 1970, elegeu-se deputado federal por Minas Gerais, sempre pela legenda da Arena. Encerrando seu mandato na Assembléia mineira em janeiro de 1971, assumiu, no mês seguinte, sua cadeira na Câmara dos Deputados. Relator da nova lei de direitos autorais, representou, em 1972, a Câmara no Congresso Internacional das Sociedades de Autores e Compositores. Dois anos depois, esteve presente ao Congresso da União Interparlamentar de Turismo, realizado em Buenos Aires. Ainda nesta legislatura, foi membro efetivo da Comissão de Constituição e Justiça e suplente da Comissão de Economia e Finanças.

Reeleito em novembro de 1974, voltou a participar como membro efetivo da Comissão de Constituição e Justiça, presidindo a Comissão de Redação e atuando como suplente da Comissão de Economia, Indústria e Comércio. Foi também tesoureiro da Fundação Milton Campos para Pesquisas e Estudos Políticos, órgão da Arena criado em 1975.

Candidatou-se à reeleição em novembro de 1978, obteve apenas uma suplência. Contudo, assumiu o mandato logo no início da legislatura em fevereiro de 1979. Com a extinção do bipartidarismo em 29 de novembro deste ano e a conseqüente reformulação partidária, filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS), agremiação que aglutinou os remanescentes da Arena. Nesta legislatura, foi mais uma vez membro efetivo da Comissão de Constituição e Justiça, participou da Comissão de Serviço Público e foi suplente da Comissão de Minas e Energia.

Nas eleições de novembro de 1982, candidatou-se à reeleição pela legenda do PDS, obtendo apenas uma suplência. Encerrando seu terceiro mandato federal em janeiro de 1983, voltou à  Câmara em  junho de 1984, na vaga do deputado José de Magalhães Pinto, que se licenciara por motivos de saúde.

Em 25 de abril de 1984 esteve ausente  na votação da Emenda Dante de Oliveira, que, apresentada na Câmara dos Deputados, propôs o restabelecimento das eleições diretas para presidente da República em novembro daquele ano. Como a Emenda não obteve o número de votos indispensáveis à sua aprovação - faltaram 22 para que o projeto pudesse ser encaminhado à apreciação pelo Senado Federal -, no Colégio Eleitoral, reunido em 15 de janeiro de 1985, votou no candidato do regime militar, Paulo Maluf, que acabou sendo derrotado pelo oposicionista Tancredo Neves, eleito novo presidente da República pela Aliança Democrática, uma união do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) com a dissidência do PDS abrigada na Frente Liberal. Contudo, por motivo de doença, Tancredo Neves não chegou a ser empossado na presidência, vindo a falecer em 21 de abril de 1985. Seu substituto no cargo foi o vice José Sarney, que já vinha exercendo interinamente o cargo, desde 15 de março deste ano.

Em novembro de 1986, candidatou-se a uma vaga na Assembléia Legislativa de Minas Gerais pela legenda do Partido da Frente Liberal  (PFL), mas não foi bem sucedido. Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 1987, ao final da legislatura.

Abandonando a carreira política, passou a dedicar-se a afazeres particulares. Proprietário de uma loja de móveis em Belo Horizonte, voltou a advogar, embora de forma esporádica.

Em 1999, filiou-se ao Partido Popular Socialista (PPS).

Foi casado com Maria da Conceição Lucca Chagas. Contraiu segundas núpcias com Maria Aparecida de Vasconcelos Chagas, oriunda de uma família de políticos mineiros. Teve sete filhos, além de uma filha adotiva.

 

FONTES: ASSEMB. LEGISL. MG. Dicionário biográfico; CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1971-1975 e 1975-1979); INF. BIOG.; NÉRI, S. 16; Perfil (1972 e 1980); Política; Rev. Arq. Públ. Mineiro (12/76); Súmulas; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (6, 8 e 9).

Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados