CHEIDDE, FELIPE

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Nome: CHEIDDE, Felipe
Nome Completo: CHEIDDE, FELIPE

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
CHEIDDE, FELIPE

CHEIDDE, Felipe

*dep. fed. SP 1983-1989; const. 1987-1988.

Felipe Cheidde nasceu em Fernão Dias (SP) no dia 29 de setembro de 1936, filho de Moisés Cheidde e de Lídia Burizk Cheidde.

Atleta profissional de futebol, na década de 1950 jogou nos clubes Fluminense (RJ), Juventus (SP) e São Bernardo (SP), entre outros. Em 1963 tornou-se presidente do Esporte Clube São Bernardo.

Iniciou sua atividade política em 1968, como candidato à prefeitura de São Bernardo do Campo (SP) na legenda da Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de apoio ao regime militar instaurado no país em abril de 1964. Não foi eleito. Em 1973 tornou-se diretor-presidente da empresa Comercial e Administradora Feliche Ltda. e ingressou na Faculdade de Direito de São Carlos (SP) do Instituto Paulista de Ensino Superior Unificado, bacharelando-se em ciências jurídicas e sociais em 1978.

Neste mesmo ano disputou uma cadeira na Câmara, obtendo apenas uma suplência. Com a extinção do bipartidarismo em novembro de 1979 e a conseqüente reorganização partidária, trocou a extinta Arena pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Com a nova legenda conseguiu seu primeiro mandato em 1982, sendo empossado deputado federal por São Paulo em fevereiro do ano seguinte. Participou dos trabalhos legislativos como titular das comissões de Transportes e de Esporte e Turismo.

Em 25 de abril de 1984 votou a favor da emenda Dante de Oliveira, que, apresentada na Câmara dos Deputados, propôs o restabelecimento das eleições diretas para presidente da República em novembro daquele ano. Como a emenda não obteve o número de votos indispensáveis à sua aprovação — faltaram 22 para que o projeto pudesse ser encaminhado à apreciação do Senado Federal —, a eleição foi decidida em reunião do Colégio Eleitoral, em 15 de janeiro de 1985. Felipe Cheidde votou no candidato oposicionista Tancredo Neves, eleito pela Aliança Democrática, uma união do PMDB com a dissidência do Partido Democrático Social (PDS) abrigada na Frente Liberal. Contudo, por motivo de doença, Tancredo Neves não chegou a ser empossado na presidência, vindo a falecer em 21 de abril de 1985. Seu substituto no cargo foi o vice José Sarney, que já vinha exercendo interinamente o cargo desde 15 de março deste ano.

Ainda em seu primeiro mandato Felipe Cheidde apresentou um projeto de lei tornando obrigatória a instituição de comissões de fábrica nas empresas com mais de 50 empregados.

Eleito deputado federal constituinte na legenda do PMDB em novembro de 1986, assumiu sua nova cadeira na Câmara em fevereiro do ano posterior, quando se iniciaram os trabalhos da Assembléia Nacional Constituinte (ANC). Participou como membro titular da Subcomissão de Garantia da Constituição, Reforma e Emendas, da Comissão da Organização Eleitoral, Partidária e Garantia das Instituições e suplente da Subcomissão da Educação, Cultura e Esportes, da Comissão da Família, da Educação, Cultura e Esportes, da Ciência e Tecnologia e da Comunicação.

Durante o funcionamento da Constituinte faltou a mais de 1/3 das sessões ordinárias. Nas oportunidades em que esteve presente, votou pelo mandato de cinco anos para José Sarney e foi contrário à estabilidade no emprego para o servidor público. Na discussão sobre sistema de governo, pronunciou-se pela manutenção do presidencialismo. Por fim, recusou-se a assinar a nova Constituição, promulgada em 5 de outubro de 1988.

Em 29 de junho de 1989 teve seu mandato parlamentar cassado em virtude de excessos de faltas durante a ANC. Cheidde transferiu-se para o Partido Trabalhista Renovador (PTR), com a certeza de que não encontraria maiores obstáculos na busca pela reeleição. Entretanto, sua candidatura foi impugnada sob a alegação de que não assinara a ficha partidária dentro do prazo legal determinado pela Justiça Eleitoral. Obstinado em voltar à Câmara, mas impedido pela Justiça Eleitoral, pensou em lançar a candidatura a deputado federal de seu filho, Felipe Cheidde Júnior, no pleito de outubro de 1990. Contudo, o próprio Felipe Cheidde conseguiu lançar-se candidato a uma cadeira na Câmara neste pleito, mas não obteve sucesso.

Abandonando a vida pública, retomou suas atividades empresariais. Entretanto, voltou à disputa política em 2002 quando candidatou-se a deputado federal na legenda do Partido Progressista Brasileiro (PPB), mas não obteve êxito.

Casou-se com Regina Krimhild Cheidde, com quem teve três filhos.

Publicou os livros A corrupção nos bastidores da República (2000) e Lula: a ilusão e a corrupção.

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. Repertório (1987-1988); CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1979-1983, 1983-1987 e 1991-1995); COELHO, J. & OLIVEIRA, A. Nova; Estado de S. Paulo (28/8/90); Folha de S. Paulo (31/1/95 e 14/1/96); Globo (13/8/90); INF. BIOG; TSE (Eleições 2002).

 

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