CHERMONT, JAIME SLOAN

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Nome: CHERMONT, Jaime Sloan
Nome Completo: CHERMONT, JAIME SLOAN

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
CHERMONT, JAIME SLOAN

CHERMONT, Jaime Sloan

*diplomata; emb. Bras. Inglaterra 1966-1968.

 

Jaime Sloan Chermont nasceu em Londres no dia 5 de abril de 1906. Como seu pai, à época do seu nascimento, se encontrasse na Europa a serviço do governo, foi considerado brasileiro.

Após ingressar na Faculdade de Direito do Rio de Janeiro, então Distrito Federal, iniciou a carreira diplomática. Trabalhou como intérprete da Comissão Internacional de Jurisconsultas Americanas de abril a maio de 1927 e, de julho a agosto do mesmo ano, permaneceu adido à Secretaria Geral do Ministério das Relações Exteriores.

Terceiro-oficial em julho de 1928, ano em que concluiu o curso universitário, em 1930 atuou como examinador de inglês nos concursos para terceiro-oficial e datilógrafo do Itamarati. Em setembro do mesmo ano, foi removido para a embaixada brasileira em Washington e aí foi promovido, em janeiro de 1931, a terceiro-secretário.

De volta ao Rio de Janeiro, em junho desse último ano, passou a servir no gabinete de Afrânio de Melo Franco, então ministro das Relações Exteriores. Promovido a segundo-secretário em agosto de 1932, dessa data até abril de 1937 permaneceu novamente adido ao Itamarati. Durante esse período atuou, em junho de 1934, como examinador de inglês no concurso para terceiro-secretário e secretariou, em novembro de 1936, a delegação brasileira à Conferência Interamericana de Consolidação da Paz.

Enviado a Londres na condição de segundo-secretário, ali serviu de maio de 1937 a abril do ano seguinte. De volta à Secretaria Geral em maio de 1938, em outubro desse ano atuou como secretário da delegação brasileira à VIII Conferência Interamericana, reunida em Lima, no Peru. Em janeiro de 1939 foi designado oficial-de-gabinete de Ciro de Freitas Vale, ministro interino das Relações Exteriores, tornando-se dois meses depois introdutor diplomático.

Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), exerceu, em abril de 1941, a função de secretário-geral da Comissão lnteramericana de Neutralidade e em agosto seguinte, foi promovido a primeiro-secretário. Designado para servir em Buenos Aires em maio de 1943, assumiu em setembro desse ano a função de encarregado do Consulado Geral brasileiro na capital argentina, permanecendo como tal até outubro do mesmo ano e, mais tarde, de dezembro de 1944 a janeiro de 1945. Removido nessa data para Rosário, ali permaneceu até setembro seguinte, quando foi designado secretário-geral da III Conferência Interamericana de Radiocomunicações.

De volta ao Brasil ainda em setembro de 1945, permaneceu mais uma vez adido à Secretaria do Itamarati, secretariando a Comissão de Credenciais e chefiando também o Serviço do Cerimonial na Conferência Interamericana para a Manutenção da Paz e da Segurança no Continente, realizada em agosto de 1947 no Rio de Janeiro. Promovido a conselheiro em outubro desse ano, deixou a Secretaria do Itamarati em fevereiro de 1948, seguindo para Bruxelas no mês seguinte. Serviu na capital belga até maio de 1950, quando foi promovido a ministro de segunda classe. Um mês depois foi comissionado ministro-conselheiro e removido para Londres, onde atuou como encarregado de negócios de novembro de 1951 a janeiro de 1952 e de junho a novembro deste último ano.

Novamente de volta ao Brasil em dezembro de 1952, chefiou a Divisão Cultural do Itamarati de janeiro a dezembro de 1953. No exercício dessa função, integrou em fevereiro a comissão preparatória do I Festival Internacional de Cinema do Brasil. A partir de maio de 1954, chefiou a Divisão Política do Departamento Político e Cultural do Ministério das Relações Exteriores. Designado em junho seguinte para representar o Itamarati na Comissão de Reparações de Guerra, tornou-se dois meses depois coordenador dos estudos preparatórios dos assuntos a serem discutidos na Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Em abril de 1955 substituiu o chefe do Departamento Político e Cultural do Ministério das Relações Exteriores.

Em julho do mesmo ano passou a integrar a Seção de Segurança Nacional do Itamarati e, em outubro seguinte e em março de 1956, voltou a substituir o chefe do Departamento Político e Cultural do Ministério. Nomeado em fevereiro de 1957 cônsul-geral em Nova Iorque, foi promovido a ministro de primeira classe em setembro de 1958, retornando no mês seguinte à Secretaria do Itamarati, no Rio. Em março de 1959 assessorou a delegação brasileira à I Consulta sobre o Acordo Aéreo entre o Brasil e a República Federal da Alemanha, realizada no Rio de Janeiro, atuando em outubro seguinte como observador do Brasil junto ao Grupo de Estudo dos Países Exportadores de Algodão.

Encarregado de negócios no México de novembro a dezembro de 1959, em março do ano seguinte foi designado embaixador extraordinário e plenipotenciário em Porto Príncipe, no Haiti, onde permaneceu até setembro. Retornando ao Brasil, assumiu em fevereiro de 1961 a chefia do Departamento Político e Cultural do Itamarati, tornando-se secretário-geral de Estado em junho do mesmo ano. Em julho seguinte foi indicado para orientar e elaborar os estudos preparatórios dos itens da agenda da Assembléia Geral da ONU, de cuja III Sessão Especial participou como delegado brasileiro em agosto de 1961. Nomeado em dezembro desse mesmo ano membro da Comissão de Promoções do Itamarati, em julho de 1962 foi designado secretário-geral de política exterior do Ministério das Relações Exteriores, chefiando de outubro a dezembro seguintes a delegação brasileira à XVII Sessão da Assembléia Geral da ONU. Ainda em 1962, presidiu a Comissão de Transferência do Ministério das Relações Exteriores para Brasília e a Comissão de Planejamento Político do órgão.

Nomeado em fevereiro de 1963 embaixador extraordinário e plenipotenciário do Brasil em Haia, na Holanda, permaneceu nesse posto de abril seguinte a dezembro de 1965. Nesse ínterim, voltou a atuar, em 1963, como secretário de política exterior do Itamarati e, em junho de 1964, chefiou a delegação brasileira à II Sessão do Conselho de Administração do Fundo Especial das Nações Unidas, reunido na capital holandesa. Em junho de 1966, foi nomeado para substituir Carlos Alves de Sousa Filho à frente da embaixada brasileira em Londres, onde permaneceu até março de 1968, quando transmitiu o cargo a Sérgio Correia da Costa.

Casou-se com Zayde Chermont, filha de Afrânio de Melo Franco, que exerceu diversas funções públicas de relevo, entre as quais as de ministro das Relações Exteriores de 1930 a 1933, ministro da Justiça de 1930 a 1932 e deputado federal por Minas Gerais de 1934 a 1937.

Faleceu no Rio de Janeiro no dia 15 de outubro de 1983.

 

 

FONTES: ARQ. GETÚLIO VARGAS; HIRSCHOWICZ, E. Contemporâneos; Jornal do Brasil (19/10/83); MIN. REL. EXT. Almanaque; MIN. REL. EXT. Anuário (1964 e 1966).

 

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