CHEVALIER, CARLOS DE SALDANHA DA GAMA

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Nome: CHEVALIER, Carlos de Saldanha da Gama
Nome Completo: CHEVALIER, CARLOS DE SALDANHA DA GAMA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
CHEVALIER, CARLOS DE SALDANHA DA GAMA

CHEVALIER, Carlos de Saldanha da Gama

*militar; rev. 1925; rev. 1930.

Carlos de Saldanha da Gama Chevalier nasceu no dia 27 de julho de 1898, filho de um rico fazendeiro de São Paulo.

Sentou praça no Exército em julho de 1915 ingressando na Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, de onde saiu aspirante-a-oficial da arma de artilharia em março de 1920. Promovido a segundo-tenente em junho seguinte, integrou em 1921 a primeira turma de observadores aéreos do Exército, recebendo em agosto desse ano a patente de primeiro-tenente. Em 1923 fez o curso de piloto aviador militar.

Em maio de 1925 participou das articulações dos militares identificados com os revoltosos de 1922 e 1924, visando promover um levante no Rio para depor o presidente da República, Artur Bernardes. O movimento deveria atingir a Escola de Aviação Militar, no Campo dos Afonsos, o 3º Regimento de Infantaria (3º RI), na Praia Vermelha, e a fortaleza de São João, na Urca. Na ocasião, recebeu a incumbência de sublevar a Escola de Aviação e depois marchar sobre o largo do Campinho para ocupar o Quartel de Polícia, do Méier, onde contaria com elementos que se incorporariam ao seu grupo de revoltosos. Essa tropa, sob seu comando, ocuparia em seguida os morros do Engenho Novo, do Telégrafo e da Caixa D’Água, com o objetivo de barrar e imobilizar as tropas governistas oriundas da Vila Militar. Todo o plano, entretanto, fracassou logo no primeiro momento, após uma rápida troca de tiros, e teve como saldo negativo a morte do tenente Jansen de Melo, um dos oficiais revoltosos responsável pelo ataque ao 3º RI.

Julgado, condenado e preso, Carlos Chevalier participou mais tarde, juntamente com Eduardo Gomes e Juarez Távora, de uma frustrada tentativa de fuga do quartel do 1º Regimento de Cavalaria Divisionária. Em conseqüência, em 1926 foi transferido para um navio do Lóide Brasileiro, na baía de Guanabara, e enviado com seus companheiros para a ilha de Trindade, situada a oitocentas milhas da costa do Espírito Santo.

Com o término do governo Artur Bernardes em novembro de 1926, o novo presidente, Washington Luís, determinou a suspensão do estado de sítio, sob cuja sombra seu antecessor havia governado, e ordenou o regresso dos presos políticos degredados na ilha de Trindade. No mês seguinte, um navio de guerra aportou à ilha para transportar de volta ao Rio de Janeiro todos os detidos.

Reincorporado à vida militar, Carlos Chevalier integrou o primeiro grupo de oficiais de artilharia que foram transferidos em novembro de 1927 para a arma de aviação. Em julho de 1930 foi promovido a capitão-aviador e, aderindo à Aliança Liberal, tomou parte na Revolução de outubro desse ano, que depôs Washington Luís e colocou Getúlio Vargas na chefia do Governo Provisório. Em junho de 1933 foi promovido a major.

Publicou Os 18 do Forte (1930).

FONTES: MIN. GUERRA. Almanaque (1934); SILVA, H. 1922; SILVA, H. 1930; TÁVORA, J. Vida; WANDERLEY, N. História.

 

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