CHIARADIA, CRISTOVAM

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Nome: CHIARADIA, Cristovam
Nome Completo: CHIARADIA, CRISTOVAM

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
CHIARADIA, CRISTOVAM

CHIARADIA, Cristovam

*dep. fed. MG 1979-1991; const. 1987-1988.

 

Cristovam Chiaradia nasceu em Córrego do Bom Jesus (MG) no dia 3 de setembro de 1931, filho do agricultor Miguel Chiaradia e de Isolina do Nascimento Chiaradia. Seu pai foi vereador na cidade natal e seu irmão, Luís Chiaradia Canjani, prefeito do mesmo município.

Cristovam Chiaradia realizou o secundário nos colégios São José, em Pouso Alegre (MG), e São Luís, em Bragança Paulista (SP), formando-se por este último em 1954. De volta a Minas, cursou contabilidade pública em Belo Horizonte e, entre 1955 e 1956, trabalhou como auxiliar de contabilidade da Companhia Sul-Americana de Seguros. Foi ainda secretário do deputado estadual Crisanto de Avelar Muniz e, em 1961, bacharelou-se em direito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Com a instauração pelo governo militar do sistema político bipartidário em outubro de 1965, decorrente do Ato Institucional nº 2, iniciou sua carreira política em novembro de 1966 quando elegeu-se pela primeira vez deputado estadual na legenda da Aliança Renovadora Nacional (Arena) — partido de sustentação ao regime instaurado no país a partir de abril de 1964 —, reelegendo-se sucessivamente em 1970 e 1974. Durante sua permanência na Assembléia mineira presidiu as comissões de Saúde, de Finanças e de Assuntos Municipais e Regionais, além de ter sido primeiro-secretário da mesa e titular em diversas comissões.

No pleito de novembro de 1978 disputou uma vaga na Câmara dos Deputados, ainda na Arena. Eleito, tomou posse em fevereiro do ano seguinte e, com a extinção do bipartidarismo em 29 de novembro de 1979 e a conseqüente reformulação partidária, filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS) — agremiação que abarcou grande número de arenistas. Na Câmara foi titular e vice-presidente da Comissão de Finanças (no biênio 1979-1981 e no ano de 1982, respectivamente), e durante toda a legislatura integrou como suplente a Comissão do Interior. Em 1981, esteve em Roma como representante parlamentar em um congresso sobre turismo sediado nesta cidade.

Reelegeu-se deputado federal no seu novo partido no pleito de novembro de 1982. Empossado no cargo em fevereiro seguinte, integrou-se aos trabalhos da Comissão de Finanças, da qual seria titular por três anos. Também em 1983, presidiu o diretório regional do PDS mineiro.

Na sessão da Câmara de 25 de abril de 1984 ausentou-se na votação da emenda Dante de Oliveira, que propunha a realização de eleições diretas para a presidência da República em novembro seguinte. Com a não-aprovação da emenda, o substituto do presidente João Batista Figueiredo teve que ser escolhido no Colégio Eleitoral, realizado em 15 de janeiro de 1985. Nesta disputa pelo Executivo Federal, Cristovam votou em Tancredo Neves, candidato da Aliança Democrática, coalizão oposicionista formada pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) e a dissidência pedessista conhecida como Frente Liberal. Eleito, Tancredo não chegou a ser empossado na presidência por motivo de doença, vindo a falecer no dia 21 de abril. Seu substituto foi o vice José Sarney, que já vinha exercendo interinamente o cargo desde 15 de março de 1985.

Neste mesmo ano desligou-se do PDS, ingressando nos quadros do recém-criado Partido da Frente Liberal (PFL). Durante esta legislatura, foi também suplente das comissões de Fiscalização Financeira e Tomada de Contas e de Relações Exteriores.

Em novembro de 1986 elegeu-se deputado federal constituinte em seu novo partido, tendo como base eleitoral a região sul de Minas. Empossado em fevereiro do ano seguinte, quando tiveram início os trabalhos da Assembléia Nacional Constituinte (ANC), integrou como titular a Comissão de Sistematização e, como suplente, as subcomissões dos Direitos Políticos, dos Direitos Coletivos e Garantias, da Comissão da Soberania e dos Direitos e Garantias do Homem e da Mulher. Na Constituinte, pronunciou-se contra a pena de morte, o aborto, a limitação do direito de propriedade privada, a jornada semanal de 40 horas, a pluralidade sindical, a nacionalização do subsolo, a criação de um fundo de apoio à reforma agrária e a desapropriação da propriedade produtiva. Votou a favor do mandado de segurança coletivo, da unicidade sindical, do voto aos 16 anos, do presidencialismo e do mandato de cinco anos para José Sarney. Com a promulgação da nova Carta em 5 de outubro de 1988, passou a exercer apenas o mandato ordinário.

Na Câmara, entre os anos de 1989 e 1990, foi suplente das comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática e de Economia, Indústria e Comércio, e titular da Comissão de Desenvolvimento Urbano, Interior e Índio e da comissão parlamentar de inquérito (CPI) mista criada para investigar a crise financeira e as denúncias de irregularidades administrativas na Petrobras. Além disso, foi vice-presidente da Comissão de Viação, Transportes, Desenvolvimento Urbano e Interior, em 1990, e suplente da Comissão de Educação, Cultura e Desporto, no período de 1990 e 1991.

Em outubro de 1990, no PFL mineiro, elegeu-se para seu quarto mandato como deputado federal, sendo empossado em fevereiro do ano seguinte, quando integrou como titular a Comissão de Viação e Transportes, Desenvolvimento Urbano e Interior.

Faleceu no plenário da Câmara, no dia 11 de setembro de 1991, vitimado por um enfarte. Sua vaga foi ocupada por Camilo Machado.

Era casado com Antônia Pereira de Araújo.

Mônica Aquino

 

FONTES: ASSEMB. LEGISL. MG. Dicionário biográfico; ASSEMB. NAC. CONST. Repertório (1987-1988); CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1991-1995); COELHO, J. & OLIVEIRA, A. Nova; Correio Brasiliense (19/1/87); Estado de S. Paulo (12/9/91); Folha de S. Paulo (19/1/87); Globo (12/9/91); Jornal do Brasil (9/12/88).

 

 

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