Darci Martins Coelho

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Nome: COELHO, Darci
Nome Completo: Darci Martins Coelho

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

COELHO, Darci

*dep. fed. TO 1993-2000, 2001-2002, 2002-2006, 2006-2007

 

Darci Martins Coelho nasceu em Porto Franco (MA) no dia 17 de janeiro de 1940, filho de Benedito Coelho Sousa e de Olga Andrade Coelho.

Estudou na Faculdade de Direito da Universidade Federal de Goiás, em Goiânia, pela qual se diplomou em 1965. Iniciou suas atividades profissionais como promotor de justiça do Ministério Público de Goiás em Goianésia, entre 1966 e 1967. A partir de então exerceu os cargos de juiz substituto (1968) e juiz de direito em Carmo do Rio Verde, Iporá e Inhumas. Foi, ainda, procurador da República do Ministério Público Federal em Goiânia (1973-1979), procurador regional eleitoral junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Goiás (1973-1979), juiz do TRE de Goiás (1979-1987) e juiz federal em Goiânia (1979-1987).

Em 1988, filiou-se ao Partido da Frente Liberal (PFL) e logo se tornou presidente da Comissão Regional Provisória desta agremiação do estado de Tocantins, criado pela Constituição de 1988 através do desmembramento do estado de Goiás. Em outubro de 1988, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) convocou eleições gerais para o estado de Tocantins para um mandato-tampão de dois anos. Concorreu então a vice-governador na legenda do PFL, na Coligação do Tocantins, chapa encabeçada pelo deputado federal José Wilson Siqueira Campos, do Partido Democrata Cristão (PDC). Eleito, tomou posse em janeiro de 1989. Nesse mesmo ano, deixou a presidência da Comissão Regional Provisória e foi eleito membro do diretório nacional do PFL, cargo que ocupou até 1991.

Em outubro de 1990, candidatou-se a deputado federal, obtendo apenas uma suplência. Pouco tempos depois, em janeiro de 1993, acabou assumindo o mandato em substituição ao deputado Eduardo Siqueira Campos. Ainda neste último ano, Darci passou a exercer a presidência do diretório regional do PFL de Tocantins. No pleito realizado em outubro de 1994, garantiu sua permanência na Câmara sendo eleito para a legislatura seguinte. Representando o PFL, foi vitorioso tendo por base eleitoral o município de Tocantinópolis, a região do Bico do Papagaio e a porção central do estado.

Em janeiro de 1995, último mês da legislatura 1991-1995, licenciou-se do mandato para exercer o cargo de secretário de Segurança de Tocantins, no governo de José Wilson Siqueira Campos (1995-1999), assumindo sua vaga o suplente Melquíades Neto.

Iniciou novo mandato em fevereiro de 1995, licenciando-se imediatamente após a posse, para retornar à Secretaria de Segurança de Tocantins. Foi substituído pelo suplente Odir Rocha. De volta à Câmara em agosto de 1995, integrou como titular as comissões de Defesa do Consumidor e de Meio Ambiente e Minorias. Durante a reforma constitucional encaminhada pelo governo de Fernando Henrique Cardoso, votou a favor da prorrogação do Fundo Social de Emergência (FSE). Em novembro desse ano, ingressou no Partido Progressista Brasileiro (PPB).

Em junho de 1996, licenciou-se para assumir a Secretaria da Administração de Tocantins, ficando em sua vaga o suplente Ari Valadão. Retornando à Câmara em agosto, licenciou-se em setembro e outubro para reassumir a Secretaria de Administração, sendo substituído, na ocasião, por Melquíades Neto. Ainda em 1996, integrou a Comissão de Constituição e Justiça, sendo, também, vice-líder do bloco PPB-PL.

No início de 1997, ainda vice-líder do PPB, votou a favor da emenda da reeleição para presidente, governadores e prefeitos. Em novembro do mesmo ano, pronunciou-se favoravelmente à quebra da estabilidade do servidor público, item da reforma administrativa. De volta ao PFL em setembro de 1997, foi vice-líder do partido na Câmara.

Ainda neste último ano, em função do escândalo de compra de votos do governo federal para aprovação da emenda da reeleição para presidente, governadores e prefeitos, foi indicado pelo então presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Henrique Alves, relator do projeto de criação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) que, contudo, não foi realizada. O próprio relator manifestou-se contrário à instalação da CPI.

No pleito de outubro de 1998 candidatou-se a deputado federal no PFL, sendo reeleito. Em novembro seguinte, votou a favor do teto de 1.200 reais para aposentadorias no setor público e do estabelecimento de idade mínima e tempo de contribuição para o setor privado, itens que definiram a reforma da Previdência.

Iniciou novo mandato em fevereiro de 1999. Em 10 de novembro de 2000 a 3 de janeiro de 2001, licenciou-se do mandato para exercer o cargo de secretário de Esporte e Turismo no governo do Tocantins. Voltou a licenciar-se entre 6 de novembro de 2001 e 5 de abril de 2002, para assumir outra secretaria estadual, desta feita a da Justiça. Novamente, em outubro de 2002, assumiu o posto de secretário extraordinário da Região Metropolitana de Palmas.

Reelegeu-se deputado federal nas eleições de outubro de 2002, iniciando novo mandato em fevereiro de 2003. Nessa legislatura, filiou-se ao Partido Progressista (PP), em fevereiro de 2004. No ano seguinte, foi o relator na Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) que analisou o pedido de cassação do mandato do deputado José Dirceu, do Partido dos Trabalhadores (PT) de São Paulo, feito pelo Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados. O pedido de cassação de José Dirceu resultou da acusação de que, enquanto fora chefe da Casa Civil do presidente Luís Inácio Lula da Silva, esteve à frente de um esquema de corrupção, de compra de voto dos parlamentares, que se popularizou com o nome de Mensalão. Em seu relatório, Darci Coelho deu parecer favorável ao pedido de paralisação do processo contra José Dirceu. Conduto, o relatório de Darci Coelho foi rejeitado na CCJ.

Participou, ainda, como titular, nesta legislatura, de outras comissões permanentes, entre as quais as de Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias, de Economia, Indústria e Comércio, e de Seguridade Social e Família. Em março de 2006, tornou-se vice-líder do PP na Câmara dos Deputados. Licenciou-se, posteriormente, em abril do mesmo ano, para tratamento de saúde, por 121 dias.

No pleito que se realizou em 2006, Darci Coelho não se reelegeu. Em 2008, participou da coordenação da campanha vitoriosa de Raul Filho, do PT, para o seu segundo mandato à frente da prefeitura de Palmas. Em janeiro de 2009, logo após à posse de Raul Filho, Darci Coelho assumiu a Secretaria de Governo da prefeitura tocantinense. Em agosto de 2009, filiou-se ao PT.

Por este partido, candidatou-se a uma vaga de deputado federal nas eleições de outubro de 2010, mas obteve apenas uma suplência.

No ano seguinte, reaproximou-se do governador do Tocantins, Siqueira Campos, a quem seu partido fazia oposição. Em seguida, desfiliou-se do PT e migrou para o Partido da Social Democracia Brasileira. Em 2012, o então governador Siqueira Campos o convidou para assumir uma secretaria extraordinária que criou em seu governo, denominada Secretaria Estadual para Missões Especiais.

Casou-se com Maria Teresinha de Jesus Alves Coelho, com quem teve dois filhos.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1991-1995, suplemento e 1995-1999); CÂM. DEP. Lista de suplentes (1999); INF. BIOG.; Jornal Estado de São Paulo (28/11/1997); Jornal Folha de São Paulo (31/01/1995, 13/06/1997, 29/09/1998 e 6/11/1998); Jornal O Globo (29/01/1997); Portal da Câmara dos Deputados. Disponível em: <http://www.camara.gov.br/>. Acesso em 09/11/2009; Portal Conexão Tocantins de Notícias. Disponível em: <http://www.conexaoto.com.br>. Acesso em 28/08/2013; Portal do jornal Folha de São Paulo. Disponível em: <http://www.folha.uol.com.br>. Acesso em 09/11/2009; Portal do Tribunal Superior Eleitoral. Disponível em: <http://www.tse.jus.br/> Acesso em 28/08/2013.

 

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