DJALMA DE ALMEIDA CESAR

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Nome: CÉSAR, Djalma
Nome Completo: DJALMA DE ALMEIDA CESAR

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

CÉSAR, Djalma

*dep. fed. PR 1996-1999.

Djalma de Almeida César nasceu em Piracicaba (SP) no dia 29 de julho de 1937, filho de Rogério de Almeida César Júnior e de Amélia Vieira da Silva César.

Líder estudantil secundarista, de 1957 a 1958 foi presidente do Centro Cívico Regente Feijó, do Colégio Estadual Regente Feijó, em Ponta Grossa (PR). Em 1959, fundou e presidiu a União dos Estudantes Secundaristas desse município. Em 1961 ingressou no curso de direito da Universidade Estadual de Ponta Grossa e em 1963 foi diretor do Centro Acadêmico Carvalho Santos. Bacharelou-se em 1965, e no mesmo ano iniciou o curso de técnico em contabilidade no Colégio Pontagrossense, formando-se em 1967. Nesse ano, começou a fazer o curso de história na Universidade Estadual de Ponta Grossa. Foi diretor-geral do Diretório Acadêmico Joaquim de Paula Xavier em 1968 e diplomou-se em 1970.

Em 1976 filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de apoio ao regime militar instaurado no país em abril de 1964, e foi eleito vereador em Ponta Grossa. Empossado Câmara Municipal de em fevereiro do ano seguinte, foi membro, de 1977 a 1978, e presidente, em 1979, da Comissão de Educação, Saúde Pública e Assistência Social. Com a extinção do bipartidarismo em novembro desse ano e a consequente reformulação partidária, transferiu-se para o Partido Popular (PP). Em 1980 integrou a Comissão de Orçamento, Finanças e Tomada de Contas. Em setembro, o Congresso Nacional aprovou emenda prorrogando os mandatos de todos os vereadores e prefeitos do país, o que o fez permanecer na Câmara Municipal por mais dois anos. Em 1981, presidiu a Comissão de Justiça e de Redação, tornou-se membro do diretório e da comissão executiva do PP em Ponta Grossa, e foi eleito líder da bancada do partido. Com a incorporação do PP pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) em fevereiro de 1982, filiou-se a esse partido.

Nas eleições de novembro de 1982, elegeu-se deputado estadual na legenda do PMDB. Encerrando o mandato de vereador em janeiro de 1983, tomou posse na Assembleia Legislativa em fevereiro. Eleito vice-líder da bancada do PMDB, tornou-se também membro das comissões de Educação e de Segurança Pública e presidente da Comissão de Constituição e Justiça. Em 1984 integrou a comissão especial encarregada da reforma do regimento interno da Assembleia e, no ano seguinte, foi eleito presidente da Comissão de Segurança Pública. Permaneceu na Comissão de Constituição e Justiça e tornou-se membro das comissões de Direitos Humanos, de Defesa do Consumidor e de Finanças. Foi ainda eleito delegado e membro do diretório regional do PMDB do Paraná, funções que exerceu até 1987. Em 1986, assumiu a presidência das comissões de Orçamento, e de Obras Públicas, Transportes e Comunicações.

Reeleito deputado estadual em novembro de 1986, iniciou novo mandato em fevereiro seguinte, dando continuidade aos trabalhos nas comissões de Educação, de 1987 a 1989, e de Constituição e Justiça, de 1988 a 1989. Participou também da Comissão de Cultura e Esportes, de 1987 a 1989, e da comissão especial que, entre 1988 e 1989, analisou a reforma da Constituição estadual. Foi ainda relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde. Durante o ano de 1989, integrou as comissões Constitucional, de Finanças, Orçamento e Tributos, e de Organização dos Poderes, e presidiu a Comissão de Organização do Estado e dos Municípios. Em 1989 e 1990, foi vice-líder do governo Álvaro Dias (1987-1991). Nesse período, continuou como membro do diretório regional do PMDB, além de ter presidido o diretório municipal de Ponta Grossa de 1988 a 1990.

Mais uma vez reeleito deputado estadual em outubro de 1990, iniciou o terceiro mandato na Assembléia Legislativa em fevereiro de 1991. De 1991 a 1995 continuou no diretório regional do PMDB e, de 1993 a 1994, deu prosseguimento a seus trabalhos como membro da Comissão de Constituição e Justiça e vice-presidente das comissões de Finanças e de Orçamento. Também em 1993 e 1994 foi vice-líder do governo Roberto Requião (1991-1994) e vice-presidente da Comissão de Fiscalização.

Nas eleições de outubro de 1994, candidatou-se a deputado federal e obteve uma suplência. Encerrou o mandato de deputado estadual em janeiro de 1995 e nesse mesmo mês retornou à presidência do PMDB de Ponta Grossa e tornou-se secretário-geral do diretório estadual do partido. Em 7 de outubro de 1996 assumiu o mandato na Câmara dos Deputados e foi efetivado, na vaga de Elias Abrão, falecido dias antes. Ainda em 1996, tornou-se membro da Comissão de Educação, Cultura e Desporto. Em fevereiro de 1997, foi favorável à emenda que instituiu a possibilidade de reeleição para prefeitos, governadores e presidente da República e, em novembro, manifestou-se também favoravelmente ao destaque ao projeto de reforma administrativa do governo federal que aprovou o fim da estabilidade no serviço público em caso de mau desempenho do servidor ou quando os gastos com pessoal fossem superiores a 60% da arrecadação.

No pleito de outubro de 1998, candidatou-se mais uma vez à Câmara dos Deputados, porém não se elegeu. Em novembro, votou a favor dos destaques da reforma da Previdência que propunham o estabelecimento de um teto para as aposentadorias do funcionalismo público e a adoção dos critérios de idade mínima e de tempo de contribuição na concessão dos benefícios para os trabalhadores da iniciativa privada. Deixou a Câmara em janeiro de 1999, ao final da legislatura.

Após o término de seu mandato, continuou presidente do diretório municipal do PMDB em Ponta Grossa. Foi secretário municipal da Criança e do Adolescente durante a gestão do prefeito Jocelito Canto, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), exonerando-se do cargo em maio de 2000. Nas eleições de outubro de 2002 participou ativamente da campanha de Roberto Requião (PMDB), do candidato ao governo do estado, que no segundo turno das eleições derrotou Álvaro Dias, do Partido Democrático Trabalhista (PDT). Empossado o novo governo em janeiro de 2003, tornou-se subgerente do escritório regional de Ponta Grossa da Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar), cargo que, a partir de 2005, acumulou com o de diretor-presidente da Paraná Ambiental Florestas S.A., empresa estatal criada para gerenciar projetos da antiga Banestado Reflorestadora, que fora privatizada durante o governo de Jaime Lerner. Continuou a participar das atividades do PMDB no estado e a exercer forte influência política na região de Ponta Grossa, embora não se candidatasse mais a cargos eletivos.

Foi ainda membro do Centro Cultural Euclides da Cunha e do Centro de Estudos Históricos, Geográficos e Etnográficos de Ponta Grossa.

Casou-se com Alina de Almeida César, com quem teve três filhos.

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1995-1999); Folha de S. Paulo (30/1/97, 5/2, 29/9, 10/10 e 6/11/98); Jornal do Estado (21/9/07).

 

 

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