EVALDO DE ALMEIDA PINTO

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Nome: PINTO, Evaldo
Nome Completo: EVALDO DE ALMEIDA PINTO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
PINTO, Evaldo

PINTO, Evaldo 

* dep. fed. SP 1963-1969.

 

Evaldo de Almeida Pinto  nasceu em São Manuel (SP) no dia 18 de fevereiro de 1922, filho de Alípio Pinto de Almeida e de Maximi­lia Gonçalves Pinto.

Professor e técnico em educação, foi tam­bém jornalista e radialista.

Apoiado pelo ex-presidente Jânio Quadros, de quem era seguidor, foi eleito no pleito de outubro de 1962 deputado federal por São Paulo na legenda da Coligação Janista, consti­tuída pelo Movimento Trabalhista Renovador (MTR) e o Partido Trabalhista Nacional (PTN). Assumindo o mandato em fevereiro de 1963, em maio desse mesmo ano tornou-se vi­ce-líder do MTR na Câmara dos Deputados e, em agosto seguinte, vice-líder do bloco parla­mentar dos pequenos partidos, fonmdo pelos partidos Social Progressista (PSP), Social Tra­balhista (PST), Republicano (PR) e Democra­ta Cristão (PDC), além do PTN e do MTR.

Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional n°.2 (27/10/1965) e a poste­rior instauração do bipartidarismo, filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instaurado no país em abril de 1964, em cuja legenda foi reeleito no pleito de no­vembro de 1966.  Foi responsável pela abertura da comissão parlamentar de inquérito (CPI) sobre o ensino superior e tornou-se vice-líder do MDB na Câmara dos Deputados a partir de março de 1967.

Em janeiro de 1969, teve seu mandato  cas­sado pelo presidente Artur da Costa e Silva, com base no Ato Institucional n°.5, editado em 13 de dezembro do ano anterior. Recupe­rou os direitos políticos graças à Lei da Anis­tia, promulgada pelo presidente João Batista Figueiredo em 28 de agosto de 1979. Ainda este ano trabalhou na direção de empresas públicas municipais em São Bernardo do Campo, durante o governo de Tito Costa, funções que exerceria até 1982.

Em 1980 liderou o movimento dos ex-deputa­dos paulistas cassados que pediam sua inclu­são na chapa de candidatos às eleições de 1982 a ser lançada pelo Partido do Movimento De­mocrático Brasileiro (PMDB), criado após a reformulação partidária de 1979. Ainda em dezembro de 1980, denunciou publicamente que os parlamentares de São Paulo que haviam sido cassados não encontra­vam espaço no PMDB por não se compromete­rem nem com o grupo liderado pelo senador Franco Montoro, nem com o do senador  Ores­tes Quércia, tendo sido preteridos por duas vezes quando da formação do diretório regional do partido no estado. Baseado nos próprios estatutos do PMDB e com o apoio dos demais anistiados, o então vice-presidente nacional do partido, o senador alagoano Teotônio Vilela propôs uma moção, juntamente com mais quatro parlamentares, entre os quais Evaldo Pinto, aprovada na convenção nacional do PMDB, que assegu­rou aos anistiados o mesmo direito dos de­mais deputados de disputar um mandato nas eleições de 1982.

Em 1982 tornou-se diretor administrativo da Companhia Municipal de Gás de São Paulo (Comgás), durante a gestão de Mário Covas (1983-1986) à frente da prefeitura paulistana, permanecendo no cargo até 1984. Em 1986 participou da criação do diretório metropolitano do PMDB de São Paulo e tornou-se presidente do diretório zonal do Jardim Paulista na capital do estado, permanecendo neste cargo até o ano seguinte. Ainda em 1987 deixou o PMDB por divergências político-ideológicas. Passou a realizar trabalhos como free-lancer nas áreas de educação e comunicação, afastando-se em 1990, em virtude de grave problema de saúde de sua esposa. Em 1993 tornou-se membro da Comissão de Justiça e Paz do Estado de São Paulo, sendo eleito diretor da entidade em 1996.

Participou da Assembléia da Federação Mundial Pró-Nações Unidas e da Reunião do Conselho Interamericano Econômico e Social (Cies). Foi também membro do Conselho Consultivo do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iampse) e do Conselho Estadual do Idoso.

Casou-se com Deise Mandim de Almeida Pinto, com quem teve três filhos.

 

FONTES: ARQ. DEP. PESQ. JORNAL DO BRASIL; CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório ( 1946-1967 e 1967-1971); CÂM. DEP.  Relação nominal dos senhores; INF. BIOG.; Jornal do Brasil (7/12/80).

 

 

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