GEOVA JOSE DE FREITAS AMARANTE

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Nome: AMARANTE, Geová
Nome Completo: GEOVA JOSE DE FREITAS AMARANTE

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

AMARANTE, Geová

*const. 1987-1988.

 

Geová José de Freitas Amarante nasceu em São Francisco do Sul (SC) em 14 de março de 1936, filho de Braulino Ezequiel Amarante e de Eliziária de Freitas Amarante.

Diretor da empresa Ouro Promoções de 1964 a 1979, formou-se em administração de empresas pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro em 1970.

Um dos fundadores da seção catarinense do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) — partido de oposição ao regime militar criado após a instauração do bipartidarismo pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) —, iniciou-se na vida pública em 1971, como secretário de Turismo de Blumenau (SC), função que exerceu até 1973. Em 1976 e 1978 foi secretário de Cultura, Esporte e Turismo de Joinville (SC). Após deixar o cargo, elegeu-se deputado estadual no pleito de novembro de 1978, na legenda do MDB. Assumiu o mandato na Assembléia Legislativa no início de 1979 e, com a extinção do bipartidarismo (29/11/1979) e a conseqüente reformulação partidária, filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), sucessor do MDB. No decorrer da legislatura presidiu a Comissão de Ciência, Tecnologia, Agricultura, Economia e Desenvolvimento e a Comissão de Viação, Obras Públicas e Comunicações. Em 1982 reelegeu-se deputado estadual. No segundo mandato foi líder da bancada, participou das comissões de Viação, Obras Públicas e Comunicações e de Ciência, Tecnologia, Agricultura, Economia. Foi, também, presidente de comissões externas e especiais da Assembléia Legislativa.

Em novembro de 1986 candidatou-se a deputado constituinte por Santa Catarina, sempre na legenda do PMDB, e obteve a primeira suplência. Com a posse de Pedro Ivo Campos no governo catarinense em março de 1987, tornou-se secretário especial de Comunicação Social do Governo. Ocupou esse cargo até outubro de 1987, quando assumiu o mandato no lugar de Luís Henrique da Silveira, então nomeado ministro da Ciência e Tecnologia pelo presidente José Sarney (1985-1990). Nas principais votações da Assembléia Nacional Constituinte de que participou, pronunciou-se favoravelmente à pena de morte, ao aborto, ao mandado de segurança coletivo, ao turno ininterrupto de seis horas, ao aviso prévio proporcional, à unicidade sindical, ao presidencialismo, à nacionalização do subsolo, ao limite de 12% ao ano para os juros reais, ao mandato de cinco anos para o presidente Sarney, à proibição do comércio de sangue e à anistia aos micro e pequenos empresários. Votou contra a remuneração 50% superior para o trabalho extra, a limitação do direito de propriedade privada, a estabilidade no emprego, a estatização do sistema financeiro, a limitação dos encargos da dívida externa e a criação de um fundo de apoio à reforma agrária. Foi também membro titular das comissões de Relações Exteriores e de Economia e Finanças e coordenador da bancada do PMDB. Exerceu o mandato até julho de 1988, quando Luís Henrique reassumiu, e em outubro de 1988 foi nomeado diretor financeiro da Telecomunicações de Santa Catarina (Telesc), empresa subsidiária da holding federal, Telecomunicações Brasileiras (Telebrás), permanecendo no cargo até abril de 1989.

Depois disso, passou a se dedicar às atividades de coordenação política na cidade de Joinville, onde se tornou, em 1991, presidente do diretório municipal do PMDB. Em junho de 1993 reassumiu a diretoria financeira da Telesc, e no ano seguinte exerceu interinamente a presidência da empresa. Em julho de 1995 tornou-se vice-presidente da Telesc, permanecendo no cargo até julho de 1998, quando assumiu a vice-presidência do Banco do Estado de Santa Catarina (BESC). Paralelamente às suas atividades no BESC, continuou a prestar consultoria financeira e política em Joinville. Foi diretor do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) no primeiro governo de Luís Henrique da Silveira em Santa Catarina (2003-2006), e em 2005 tornou-se presidente do Instituto de Planejamento Urbano de Joinville (Ipuj), na gestão do prefeito Marco Tebaldi.

Foi membro da Associação Brasileira de Marketing.

Faleceu em Joinville no dia 8 de fevereiro de 2009.

Casado com Dirce Olsen Sapucaia de Amarante, teve três filhos.

FONTES: ALVES , C. 72 anos; COELHO, J. ; OLIVEIRA, A. Nova; CURRIC. BIOG.; INF. BIOG.

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