GILBERTO RONALDO CAMPELO DE AZEVEDO

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Nome: AZEVEDO, Gilberto
Nome Completo: GILBERTO RONALDO CAMPELO DE AZEVEDO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
AZEVEDO, GILBERTO

AZEVEDO, Gilberto

*dep. fed. PA 1963 e 1964-1969.

 

Gilberto Ronaldo Campelo de Azevedo nasceu em Belém no dia 30 de setembro de 1930, filho de Gilberto Mendes de Araújo e de Tomires Campelo de Azevedo.

Bancário, bacharelou-se pela Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro.

No pleito de outubro de 1962, elegeu-se primeiro suplente de deputado federal pelo Pará na legenda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), ocupando uma cadeira na Câmara de 15 de abril a 11 de julho de 1963 e a partir de 23 de junho de 1964.

Nesse período, representou o Congresso Nacional junto à conferência da Organização Internacional do Trabalho (OIT) reunida em Genebra, Suíça, em 1965. Em conseqüência da extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e da posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação do regime militar instaurado no país em abril de 1964, e em cuja legenda elegeu-se deputado federal pelo Pará no pleito de novembro de 1966.

No mandato iniciado em fevereiro do ano seguinte, foi suplente da Comissão de Segurança Nacional e vice-presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, tornando-se vice-líder da Arena em maio de 1968.

Participou, dentro da agremiação governista, de diversos grupos dissidentes, desde a “Guarda Vermelha” até o “Grupo Independente”, mantendo ligações com os deputados Rafael de Almeida Magalhães e Djalma Marinho, além de considerável trânsito em áreas militares.

No dia 1º de outubro de 1969, teve seu mandato cassado e seus direitos políticos suspensos por dez anos com base no Ato Institucional nº 5, promulgado em 13 de dezembro de 1968.

A partir de 1969 passou a se dedicar à iniciativa privada, tendo sido, inclusive, representante comercial da TV Globo.

Com a extinção do bipartidarismo em 29 de novembro de 1979 e a conseqüente reformulação partidária, filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS), legenda que sucedeu à Arena e pela qual concorreu a uma cadeira na Câmara dos Deputados pelo estado do Pará, no pleito de novembro de 1982, obtendo apenas uma suplência.

Radicando-se no Rio de Janeiro, filiou-se posteriormente ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), do qual viria a ser vice-presidente nacional. Como vice-presidente regional do PTB no Rio de Janeiro, foi um dos articuladores da Aliança Democrática e Popular, coligação encabeçada pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), que elegeu Moreira Franco para o governo do estado no pleito de novembro de 1986.

Em abril de 1987, foi nomeado chefe de gabinete do ministro da Previdência e Assistência Social, Rafael de Almeida Magalhães. Permaneceu nessa função até outubro seguinte, quando o titular foi substituído na pasta por Renato Archer.

Advogado aposentado do Banco do Brasil, Gilberto Azevedo foi membro do Conselho das Centrais Elétricas do Norte do Brasil (Eletronorte).

Ocupava o cargo de coordenador de assuntos políticos do governo Moreira Franco quando faleceu no Rio de Janeiro no dia 27 de julho de 1988.

Era casado com Maria Emília de Freitas Travassos, com quem teve quatro filhos.

 

FONTES: CÂM. DEP. Anais; CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1963-1967, 1967-1971); CÂM. DEP. Relação nominal; Dia (28/7/88); Estado de S. Paulo (8/4/87); Globo (28/7/88); ROQUE, C. Grande; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (6 e 8).

 

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