HASSLOCHER, PAULO GERMANO

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Nome: HASSLOCHER, Paulo Germano
Nome Completo: HASSLOCHER, PAULO GERMANO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
HASSLOCHER, PAULO GERMANO

HASSLOCHER, Paulo Germano

*diplomata.

 

Paulo Germano Hasslocher nasceu em Porto Alegre no dia 21 de janeiro de 1891, filho de Germano Hasslocher, advogado, e de Paulina Ferraz Hasslocher.

Ingressou na Faculdade de Direito do Rio de Janeiro, no Distrito Federal, e em maio de 1909 foi designado auxiliar do árbitro do Brasil no Tribunal Arbitral Brasileiro-Boliviano. Em janeiro do ano seguinte passou a exercer a mesma função no Tribunal Arbitral Brasileiro-Peruano, concluindo o curso universitário em 1911.

Oficial da secretaria do Supremo Tribunal Federal (STF) a partir de janeiro de 1912, desenvolveu também atividades jornalísticas, passando ainda nesse ano a dirigir o semanário ABC, no Rio de Janeiro, função que exerceu até 1929. Colaborou também em A Tribuna, de Alcindo Guanabara, e em 1919, após intensa polêmica jornalística, feriu em duelo o escritor Antônio Torres.

Filiado ao Partido Republicano Rio-Grandense (PRR), elegeu-se deputado estadual no Rio Grande do Sul, assumindo o mandato em 1927. Homem de confiança de Getúlio Vargas, em 1928, quando este governava o Rio Grande do Sul, serviu como seu intermediário pessoal em freqüentes contatos políticos. Durante a campanha da Aliança Liberal (1929-1930), movimento que lançou a candidatura de Vargas à presidência da República em oposição ao candidato oficial Júlio Prestes, alinhou-se à corrente favorável a um acordo com o situacionismo, tendo representado Vargas em tentativas de entendimento com o presidente Washington Luís. João Neves da Fontoura, um dos mais destacados líderes da Aliança Liberal e arauto de uma intransigente oposição ao governo, caracterizou-o, em correspondência mantida com o próprio Vargas, como o maior dos “prestistas”.

Hasslocher exerceu o mandato de deputado estadual até outubro de 1930, quando, com a vitória da revolução, todos os órgãos legislativos do país foram dissolvidos. Em setembro de 1931 ingressou na carreira diplomática, sendo nomeado delegado comercial do Brasil em Washington. Em março do ano seguinte tornou-se conselheiro comercial nessa mesma cidade, onde permaneceria até fevereiro de 1941. Ao longo de quase dez anos participou de inúmeras negociações econômicas com os EUA, pugnando em favor do aumento do intercâmbio com esse país em detrimento de seu grande competidor na época, a Alemanha. Integrou a delegação brasileira à II Reunião de Consulta dos Ministros das Relações Exteriores das Repúblicas Americanas, realizada em Havana, Cuba, em 1940.

De volta ao Brasil, foi lotado no Ministério das Relações Exteriores, no Rio de Janeiro, tornando-se em maio de 1941 seu representante na Comissão de Defesa da Economia Nacional, criada em setembro de 1939 em função dos problemas surgidos com a eclosão da Segunda Guerra Mundial. Atuou nesse órgão até outubro de 1942, data da sua extinção. Passou então à Comissão de Defesa Econômica, criada nesse mesmo mês para executar as determinações do presidente Vargas no sentido de responsabilizar cidadãos naturais da Alemanha, da Itália e do Japão pelos prejuízos causados a pessoas e propriedades brasileiras por “atos de agressão” cometidos pelos países do Eixo. A essa altura, navios mercantes brasileiros já haviam sido torpedeados por submarinos alemães.

Transferido para o Panamá em janeiro de 1943 na condição de ministro plenipotenciário, foi designado em agosto desse ano vice-presidente do Comitê Diplomático pró-Universidade Interamericana, sediado na capital panamenha. Escolhido no mês seguinte presidente da delegação brasileira à Conferência Interamericana de Ministros da Educação, realizada naquele país, em julho de 1944 foi eleito presidente do Comitê Diplomático pró-Universidade Interamericana e, em agosto de 1947, atuou como delegado plenipotenciário do Brasil ao Congresso de Turismo e Imigração, ainda no Panamá. Em dezembro de 1949 regressou ao Brasil, sendo logo em seguida nomeado embaixador brasileiro na República Dominicana, posto em que se aposentou em 1956.

Faleceu no Rio de Janeiro no dia 29 de maio de 1966.

Era casado com Laura Correia Hasslocher, com quem teve três filhos. Um deles, Ivan Hasslocher, foi diretor-geral do Instituto Brasileiro de Ação Democrática (IBAD), entidade anticomunista criada em 1959 e que teve destacada atuação na oposição ao governo de João Goulart (1961-1964).

 

 

FONTES: ARQ. GETÚLIO VARGAS; CONSULT. MAGALHÃES, B.; COUTINHO, A. Brasil; ENTREV. PEIXOTO, A.; MELO, L. Subsídios; MENESES, R. Dic.; MIN. REL. EXT. Almanaque (1943); MIN. REL. EXT. Anuário; SILVA, H. 1926; SILVA, H. 1930.

 

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