JACOME BAGGI DE BERENGER CESAR

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Nome: CÉSAR, Berenguer
Nome Completo: JACOME BAGGI DE BERENGER CESAR

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
CESAR, BERENGUER

CESAR, Berenguer

*diplomata; emb. Bras. Uruguai 1955-1957.

 

Jacome Baggi de Berenguer Cesar nasceu em Santa Rita do Passa Quatro (SP) no dia 5 de dezembro de 1893, filho de Sancho de Bittencourt Berenguer Cesar e de Matilde Baggi de Berenguer Cesar.

Em março de 1914 tornou-se, por concurso, escriturário do Ministério da Fazenda e por essa época formou-se em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade de Direito do Rio de Janeiro. Em setembro de 1921 deixou o Ministério da Fazenda para ingressar na carreira diplomática como segundo-secretário. Designado para o México, serviu nesse país de outubro de 1921 a maio de 1926, atuando como encarregado de negócios de setembro de 1922 a fevereiro de 1923 e, ainda, em maio de 1925. Neste último ano foi também auxiliar de Rodrigo Otávio Landgard Meneses nos trabalhos dos tribunais arbitrais. Transferido do México para o Cairo, no Egito, em junho de 1926, permaneceu no posto apenas um mês, retornando ao Rio de Janeiro. Foi comissionado, a seguir, auxiliar de gabinete do ministro das Relações Exteriores, Otávio Mangabeira, entre novembro de 1926 e agosto de 1930, sendo designado, em 1927, para servir junto à comissão da Conferência Parlamentar de Comércio.

Ainda em agosto de 1930 foi removido para a embaixada do Brasil em Tóquio, assumindo seu posto em outubro e nele permanecendo até novembro do ano seguinte. Nesse mesmo mês seguiu para Peiping, na China, onde serviu até março de 1934, sendo transferido, em abril, para Roma. Encarregado do serviço consular da embaixada brasileira nessa cidade a partir de novembro de 1935, após deixar o posto em abril de 1937, regressou ao Brasil, permanecendo à disposição da Secretaria Geral do Itamarati. Em agosto seguinte foi promovido a primeiro-secretário.

Designado, provisoriamente, para La Paz, na Bolívia, ali serviu de dezembro de 1937 a fevereiro de 1939, tendo exercido a função de encarregado de negócios de janeiro a junho de 1938. De volta à Secretaria do Itamarati, chefiou, em caráter provisório, a Divisão de Pessoal de abril a setembro de 1939, quando foi nomeado para integrar a Seção de Segurança Nacional do Ministério das Relações Exteriores. Ainda nesse mês serviu como delegado assessor do Brasil à Reunião de Consulta dos Ministros das Relações Exteriores das Repúblicas Americanas, realizada no Panamá, atuando como secretário-geral da Comissão Interamericana de Neutralidade em janeiro de 1940.

Transferido para Ottawa, no Canadá, ali permaneceu de maio de 1941 a agosto de 1944. Durante sua estada nesse país, desempenhou as funções de encarregado de negócios de julho a agosto de 1942 e de fevereiro a abril de 1944, quando foi promovido a ministro de segunda classe. Voltou à Secretaria do Itamarati em setembro deste último ano e, em janeiro do ano seguinte, foi nomeado chefe da Divisão de Pessoal do Ministério das Relações Exteriores. Em maio de 1946 exerceu a função de diretor-substituto do Instituto Rio Branco e, em dezembro, passou a servir como oficial-de-gabinete do ministro das Relações Exteriores, Raul Fernandes. Durante esse período foi designado, em maio de 1947, presidente da Comissão Elaboradora do Regimento Interno do Instituto Rio Branco.

Removido em fevereiro de 1948 para Nova Iorque na condição de cônsul-geral, lá permaneceria até junho de 1954. No desempenho dessa função, representou o Brasil na Convenção do Café, realizada na Flórida, EUA, em dezembro de 1950. Em janeiro de 1954 foi promovido a ministro de primeira classe. Nomeado em seguida embaixador em Montevidéu em substituição a Manuel de Tefé, ocupou esse posto a partir de maio de 1955.

Faleceu no Rio de Janeiro no dia 3 de novembro de 1957, em pleno exercício de suas funções, sendo substituído pelo encarregado de negócios Afonso Rodrigues Palmeira.

Era casado com Beatriz Pacheco Miranda, com quem teve dois filhos: Alfredo Henrique de Berenguer Cesar, major-brigadeiro, que comandou o III Comando Aéreo Regional (Comar) no Rio de Janeiro de 1980 a 1982, e Otávio Luís de Berenguer Cesar, diplomata.

 

 

FONTES: Acción (4/11/57); ARQ. GETÚLIO VARGAS; Correio da Manhã (6/2/55); Lunes (4/11/57); MIN. REL. EXT. Anuário (1957).

 

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