JAIME MAGRASSI DE SA

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Nome: SÁ, Jaime Magrassi de
Nome Completo: JAIME MAGRASSI DE SA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

SÁ, Jaime Magrassi de

*pres. BNDE 1967-1970.

 

Jaime Magrassi de Sá nasceu em Porto Alegre (RS), no dia 14 de março de 1921, filho do comerciante e industrial Antônio de Sá e de Irma Magrassi de Sá.

Passou parte da infância no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, retornando a Porto Alegre em 1932. Aí fez o curso ginasial e bacharelou-se em ciências contábeis em 1943, e em ciências econômicas em 1947.

Em 1950 integrou as delegações brasileiras à II Conferência das Classes Produtoras, em Araxá (MG), para discutir assuntos econômicos do continente americano, e à Conferência do Conselho Interamericano de Comércio e Produção, realizada em Santos (SP). Foi professor auxiliar da cadeira de princípios de sociologia aplicada à economia na Universidade do Brasil de 1951 a 1952, época em que tornou-se técnico do Conselho Nacional de Economia. Ainda em 1952 trabalhou no Departamento Econômico e Consular do Ministério das Relações Exteriores, onde permaneceu até 1956, e integrou a Comissão Consultiva de Acordos Comerciais da mesma pasta, até 1958. Deu assessoria à delegação brasileira que participou da VII Sessão do Acordo Geral de Tarifas e Comércio (GATT) em 1952. Na mesma ocasião foi contratado pelo Instituto de Economia da Fundação Mauá.

Em 1953 prestou serviços à Comissão Mista Brasil-Estados Unidos e passou a trabalhar no jornal Correio da Manhã, do Rio de Janeiro, no qual seria responsável pela seção de economia e finanças até 1956. Em 1954 assessorou a Comissão Mista Brasil-Argentina e a delegação brasileira à Conferência de Ministros da Fazenda e Economia, em Petrópolis (RJ), realizada pela Organização dos Estados Americanos (OEA). De 1954 a 1957 lecionou nos cursos do Instituto Rio Branco destinados ao aperfeiçoamento e preparação de diplomatas.

Em 1955 fez o curso da Escola Superior de Guerra (ESG) e o de análise econômica no Conselho Nacional de Economia, tornando-se assessor-técnico da presidência da Comissão Federal de Abastecimento e Preços (Cofap). Chefe de gabinete do diretor-superintendente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE) até 1957, e economista da Superintendência da Moeda e do Crédito (Sumoc), precursora do Banco Central, de 1956 a 1960, foi consultor-técnico da delegação brasileira à XIII Sessão do Conselho Econômico e Social da Organização das Nações Unidas (ONU) em 1957, e concluiu o curso de programação econômica promovido pela Comissão Econômica para a América Latina (Cepal) e pelo BNDE, a cuja diretoria dava assessoria. Nesse mesmo ano participou da delegação brasileira à Conferência de Buenos Aires, organizada pela OEA, e da delegação brasileira à XIV Sessão do Conselho Econômico e Social da ONU.

Em 1958 chefiou a auditoria interna do BNDE. Consultor de finanças da sucursal carioca da revista Visão (1958-1960), foi delegado do Brasil na XV Sessão do GATT, em 1959; membro do grupo de estudos básicos da Operação Pan-Americana; e redator especializado da revista Desenvolvimento e Conjuntura (1959-1962).

Em 1960 viajou a Moscou, integrando a delegação comercial do Brasil que tratou do reatamento das relações com a União Soviética, consumado em novembro do ano seguinte, e fez parte da comissão do BNDE incumbida da tomada de preços para construções em Brasília. Participou da delegação brasileira à Conferência do GATT em 1960 e 1961, tendo atuado, nesse último ano, como consultor-técnico em sua XVIII Sessão e observador do Brasil no grupo técnico de subsídios instituído pelo órgão.

Assessor para assuntos relacionados à Aliança para o Progresso, na viagem do presidente da República João Goulart (1961-1964) aos Estados Unidos, em 1962, representou o presidente do BNDE, Leocádio Antunes. Ainda no mesmo ano, como delegado do Brasil, compareceu à reunião da indústria automobilística realizada na cidade do México; ao XX Período de Sessões da Conferência das Partes Contratantes do Tratado de Montevidéu, promovido pela Associação Latino-Americana de Livre Comércio (ALALC); ao XX Período de Sessões do GATT. Também participou do grupo de trabalho que avaliou problemas existentes nas relações entre economias capitalistas de sistema misto, e do grupo de trabalho sobre as relações do Brasil com a Comunidade Econômica Européia (CEE). Em 1963, enquanto exercia interinamente a diretoria do BNDE, integrou o comitê de coordenação da Comissão Nacional para Assuntos da ALALC e a comissão do Ministério da Fazenda designada para estudar a regulamentação da Lei de Remessa de Lucros. De abril de 1963 a julho de 1964 foi o titular da coluna ‘Comentário econômico’, do Jornal do Brasil.

Chefe do Departamento Financeiro do BNDE de 1963 a 1964, nesse último ano coordenou a cadeira de planejamento do curso de graduação da Escola Brasileira de Administração Pública da Fundação Getúlio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro, e ministrou o curso de graduação sobre desenvolvimento econômico no Centro de Estudos Geo-econômicos da Faculdade Nacional de Ciências Econômicas da Universidade do Brasil, atual faculdade de economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Atuou ainda como conselheiro da delegação brasileira às reuniões anuais do Conselho Interamericano e Social, em São Paulo. De 1964 a 1965 lecionou análise econômica no curso de sociologia e economia da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro, e de abril de 1964 a março de 1967 exerceu a função de diretor efetivo do BNDE.

Em 1965 assumiu a diretoria-executiva do Fundo de Financiamento da Pequena e Média Empresa (Fipeme) e integrou o Conselho de Política Aduaneira do Ministério da Fazenda; representou o BNDE na Comissão Consultiva de Crédito Industrial do Banco Central, e o governo, no Conselho de Política Aduaneira (1965-1968).

Com a posse do marechal Artur da Costa e Silva na presidência da República, em 1967, foi nomeado presidente do BNDE. Assumiu o cargo em março, sucedendo a José Garrido Torres. Durante sua administração assinou convênio com a Petrobrás para financiamento da implantação de 12 projetos petroquímicos, e estendeu as atividades do Banco aos setores agropecuários, de pesquisas minerais e de telecomunicações. De 1967 a 1968 integrou o Conselho Monetário Nacional, sendo substituído na presidência do BNDE em 1970, por  Marcos Pereira Viana.

Em 1977 assumiu a direção da Ericson do Brasil Comércio e Indústria, passando no ano seguinte para o conselho consultivo de desenvolvimento da empresa onde permaneceu até 1985.

Integrante do Conselho de Políticas Econômicas e de Políticas Estratégicas da Associação Comercial do Rio de Janeiro desde 1985, sócio da Corretora e Distribuidora de Valores Argos (1981-1985) e diretor da Bangu Empreendimentos S.A. (1982-1987), prestou assessoria ao sindicato do comércio varejista do estado do Rio de Janeiro (1987-1993).

Em 1989 passou a fazer parte do corpo permanente e da junta consultiva da Escola Superior de Guerra, e em 1996 tornou-se assessor do comandante da ESG, assumindo a chefia do Centro de Estudos Estratégicos da escola. Em 1997 juntou-se ao conselho técnico da Confederação Nacional do Comércio.

Foi professor na Faculdade de Ciências Econômicas do Estado da Guanabara; membro do grupo de trabalho instituído pelo Ministério da Indústria e Comércio para opinar sobre o regulamento do fundo da agroindústria brasileira; técnico em economia do Conselho de Desenvolvimento e do Banco Central; presidente da Comissão de Assuntos Econômicos da II Conferência da ALALC; presidente da Agência Especial de Financiamento Industrial (Finame) do BNDE; assistente da presidência do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE); membro do conselho consultivo das estatais Usiminas, Cosipa e Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).

Articulista do Jornal do Brasil desde 1994, publicou inúmeros artigos de economia em revistas especializadas e em diversos jornais.

Casado com Adiles Martins Costa de Sá, teve uma filha.

 

FONTES: ARQ. DEP. PESQ. JORNAL DO BRASIL; CORRESP. BANCO NAC. DESENV. ECON.; INF. BIOG.; Jornal do Brasil (11/12 e 24/3/77); KLEIN, L. Cronologia; Who’s who in Brazil.

 

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