JAIME MARTINS FILHO

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Nome: MARTINS, Jaime
Nome Completo: JAIME MARTINS FILHO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

MARTINS, Jaime

*dep. fed. MG 1995-1999; 1999-2003; 2003-2007; 2007-2001; 2011-

 

 

Jaime Martins Filho nasceu em Nova Serrana (MG), no dia 17 de junho de 1953, filho de Jaime Martins do Espírito Santo e de Maria de Lurdes Martins. O pai foi deputado estadual em Minas Gerais (1983-1995).

Formado em engenharia metalúrgica pela Universidade Federal de Minas Gerais e em engenharia mecânica pelo Centro Federal de Educação Tecnológica (1976), professor, gerente de projetos e coordenador dos cursos da área tecnológica da Fundação Dom Cabral, em Divinópolis (1975-1980), participou de um simpósio sobre desenvolvimento siderúrgico nacional promovido pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Após estudar administração financeira e marketing na Fundação João Pinheiro, de Belo Horizonte (1978), fez cursos de mercado de capitais, análise de investimentos públicos e privados e economia política, todos na UFMG (1979).

Filiado ao Partido da Frente Liberal (PFL), em 1986, dois anos depois tornou-se membro do diretório estadual e delegado da agremiação no município de Divinópolis. Tesoureiro do Sindicato do Ferro do Estado de Minas Gerais (1990-1992) e conselheiro do Clube Atlético Juventus, também em Divinópolis, em outubro de 1994 elegeu-se deputado federal. Titular das comissões de Defesa Nacional e de Fiscalização e Controle votou a favor da extinção do monopólio estatal nos setores de telecomunicações, exploração do petróleo e distribuição de gás canalizado. No primeiro turno, apoiou a mudança do conceito de empresa nacional; no segundo, ausentou-se.

Integrante da Comissão de Defesa Nacional, por ocasião das investigações sobre a licitação do projeto Sivam — sistema de radares da Amazônia — aprovou um instrumento de fiscalização permitindo às comissões técnicas requerer documentos confidenciais e realizar inspeções in loco. Em maio de 1996 protestou contra a prática do Executivo federal de apenas atender às reivindicações dos parlamentares que ameaçavam votar contra as propostas do governo. Em julho votou contra a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), fonte suplementar de recursos destinados à saúde.

Em janeiro de 1997 foi a favor da emenda constitucional que previa a reeleição de presidente da República, governadores e prefeitos. Em março, o 1º Encontro Nacional de Lideranças do Setor Rural, realizado em Uberaba (MG), lançou um manifesto intitulado Lei, ordem e paz no campo; encaminhado ao presidente Fernando Henrique Cardoso e ao ministro de Política Fundiária, Raul Jungmann, o documento pedia a aprovação do projeto de autoria de Jaime Martins, proibindo que terras invadidas fossem desapropriadas para fins de reforma agrária. Em novembro votou a favor da emenda que pôs fim à estabilidade dos funcionários públicos.

No pleito de outubro de 1998 reelegeu-se pela legenda do PFL mineiro. Em novembro votou a favor do teto de 1.200 reais, para aposentadoria dos servidores públicos, e dos critérios de idade e tempo de contribuição mínimos, para os trabalhadores no setor privado. Iniciou o novo mandato na Câmara dos Deputados em fevereiro de 1999.

Em outubro de 2002, conquistou pela terceira vez um mandato de deputado federal. Obteve quase cem mil votos. Empossado em fevereiro de 2003, nesse mesmo ano filiou-se ao Partido Liberal (PL), partido da base de sustentação do governo de Luís Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), e tornou-se vice-líder do PL na Câmara.

No pleito de outubro de 2006 foi reeleito, conseguiu 157.341 votos, tendo sido o segundo mais votado de Minas Gerais. Tomou posse em fevereiro de 2007 e nessa legislatura presidiu a Comissão de Viação e Transportes, e foi relator para a área de defesa e justiça do Orçamento Geral da União para o ano de 2007. Em 2008 foi coordenador da bancada do Partido Republicano (PR), formado a partir da união do PL com o Partido da Reedificação da Ordem Nacional (Prona). Em 2009 foi coordenador do Comitê de Assessoramento ao relator geral do Orçamento Geral da União para o ano de 2009.

 Em 2009, foi citado no escândalo das passagens aéreas, tendo sido acusado de beneficiar parentes com verba pública ao liberar onze passagens aéreas para familiares. Alegou que as viagens ao exterior estariam atreladas às atividades parlamentares e que as passagens de seus famíliares foram pagas por meio de promoções oferecidas pelas companhias aéreas.

Nas eleições de Outubro de 2010, foi candidato à reeleição e, com 180.117 votos, foi eleito para mais um mandato na Câmara. Mantido na Comissão de Viação e Transportes, participou de Missões Oficiais pela Ásia e Europa a fim de conhecer alternativas ferroviárias para o Brasil.

Em 2013, migrou para o Partido Social Democrático (PSD).

Tradutor e revisor do livro A dinâmica financeira das empresas brasileiras (1978), foi um dos autores do Programa Nacional de Ferro-Gusa (1989).

Teve duas filhas.

 

FONTES: Portal da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Disponível em: <http://www.almg.gov.br/home/index.html>. Acesso em 14/10/2013; Portal da Câmara dos Deputados. Disponível em: <http://www2.camara.leg.br>. Acesso em 14/10/2013; Portal do Jornal do Brasil. Disponível em <http://www.jb.com.br>; Acesso em 14/10/2013; Portal do jornal Folha de São Paulo. Disponível em: <http://www.folha.uol.com.br>. Acesso em 14/10/2013; Portal do Tribunal Superior Eleitoral. Disponível em <http://www.tse.jus.br>.  Acesso em 14/10/2013; Portal Últimas Notícias. Disponível em <http://www.ultimasnoticias.inf.br>. Acesso em 14/10/2013.

 

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