JOAO MIGUEL FEU ROSA

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Nome: ROSA, Feu
Nome Completo: JOAO MIGUEL FEU ROSA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
ROSA, FEU

ROSA, Feu

*dep. fed. ES 1995-2007.

João Miguel Feu Rosa nasceu no dia 19 de janeiro de 1947 em Vitória (ES), filho de Pedro Feu Rosa e de Leonor Miguel Feu Rosa. Seu irmão Antônio José Miguel Feu Rosa foi deputado federal pelo Espírito Santo nas legislaturas de 1967-1971 e 1979-1983.

Em 1966, Feu Rosa ingressou no curso de engenharia civil na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em Vitória, pelo qual se diplomaria em 1970, com especialização em estruturas e edificações. Entre 1967 e 1969 foi sócio-gerente de produção na Laminadora Beca Ltda., em Serra (ES).

Iniciou o curso de mestrado em engenharia industrial na Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro no ano de 1971 e o concluiu em 1973. Neste último ano, retornou ao Espírito Santo e passou a lecionar na UFES. Em 1974, foi subchefe do departamento de engenharia industrial desta mesma universidade, função que exerceria até 1976, e tornou-se membro da Associação de Docentes da UFES em Vitória.

Ainda em 1974, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação do regime militar instaurado no país em abril de 1964. Tornou-se presidente do diretório municipal da agremiação em Serra (ES), cargo que ocuparia até 1980.

Consultor técnico da Secretaria de Estado de Indústria e Comércio em 1976, no ano seguinte assumiu a mesma função na Enefer Engenharia e Consultoria, onde permaneceria até 1978. Em 1977 foi membro efetivo do grupo que estudou novas alternativas econômicas em traçado para a Ferrovia do Aço, na cidade do Rio de Janeiro. Assumiu em 1978 a direção do Centro Tecnológico da UFES, função que exerceria até 1980.

Com a extinção do bipartidarismo em novembro de 1979 e a conseqüente reorganização partidária, ingressou em 1980 no Partido Democrático Social (PDS), agremiação que sucedeu à Arena. Diretor-administrativo da Empresa de Processamento de Dados do Estado do Espírito Santo entre 1980 e 1982, nesse mesmo período ocupou a presidência do diretório municipal e da comissão executiva do PDS de Serra. Em novembro de 1982 elegeu-se deputado estadual na legenda do PDS, tomando posse na Assembléia Legislativa do Espírito Santo em fevereiro de 1983. Foi membro titular da Comissão de Educação, suplente da Comissão de Finanças e quarto-secretário da mesa. Desligou-se do PDS em 1985 para ingressar no Partido da Frente Liberal (PFL), tornando-se, nesse mesmo ano, membro da comissão executiva regional do partido no Espírito Santo. Entre 1985 e 1987, fez parte da Comissão de Educação, como suplente, e da Comissão de Constituição e Justiça, como titular, além de ter sido líder da bancada do seu partido na Assembléia Legislativa. Ao término da legislatura, em janeiro de 1987, deixou a casa, sem ter concorrido à reeleição em novembro do ano anterior.

Em 1988 desvinculou-se do PFL e transferiu-se para a Inglaterra para iniciar curso de pós-graduação em sociologia do subdesenvolvimento na London School of Economics, da Universidade de Londres, e o doutorado em pesquisa operacional na Universidade de Lancaster. Terminou o primeiro curso em 1989 e o segundo em 1992. Neste último ano, voltou para o Brasil e retomou suas atividades na UFES. Ainda em 1992, tornou-se primeiro-tesoureiro da Associação de Docentes da UFES e filiou-se ao Partido Popular Socialista (PPS). Em 1994 trocou novamente de legenda, ingressando no Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB).

Elegeu-se deputado federal na legenda do PSDB em outubro de 1994, tendo como base eleitoral a cidade de Serra. Assumiu o mandato em fevereiro de 1995 e, neste mesmo ano, passou a integrar a Comissão das Relações Exteriores e a Comissão de Defesa Nacional. Tornou-se também vice-líder do seu partido na Câmara dos Deputados, cargo que exerceria até 1997.

De acordo com a orientação de seu partido, apoiou as emendas constitucionais propostas pelo governo Fernando Henrique Cardoso em 1995. Assim, votou a favor da quebra do monopólio dos governos estaduais na distribuição de gás canalizado e da mudança no conceito de empresa nacional, e nesta votação apenas em primeiro turno, pois faltou às votações em segundo turno. Manifestou-se também a favor da quebra do monopólio estatal das telecomunicações, da quebra do monopólio da Petrobras na exploração de petróleo e da quebra do monopólio das embarcações nacionais na navegação de cabotagem. Votou ainda pela prorrogação do Fundo Social de Emergência (FSE), rebatizado de Fundo de Estabilização Fiscal (FEF), que permitia que o governo gastasse 20% da arrecadação de impostos sem que estas verbas ficassem obrigatoriamente vinculadas aos setores de saúde e educação.

Em junho de 1996 foi favorável à criação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), imposto de 0,2% sobre transações bancárias criado como fonte complementar de recursos para a saúde, em substituição ao Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF). Em outubro seguinte, disputou a prefeitura de Serra na legenda do PSDB, mas foi derrotado pelo candidato do Partido Democrático Trabalhista (PDT), Antônio Sérgio Alves.

Em 1997 votou a favor da emenda da reeleição para presidente da República, governadores e prefeitos e da quebra da estabilidade do servidor público, item da reforma administrativa.

Nas eleições de outubro de 1998 foi reeleito deputado federal pelo Espírito Santo, novamente na legenda do PSDB. Em novembro seguinte, votou contra o teto de 1.200 reais para aposentadorias no setor público e contra o estabelecimento de idade mínima e tempo de contribuição para o setor privado, itens fundamentais da reforma da previdência.

Ao longo da legislatura, foi titular da Comissão de Relações Exteriores e suplente da Comissão de Seguridade Social.

Assumiu o segundo mandato na Câmara dos Deputados em fevereiro de 1999.

Nas eleições de 2002, conseguiu a reeleição na legenda do PSDB. Deixou o partido, porém, em agosto de 2003, filiando-se ao Partido Progressista (PP).. Ao longo da legislatura, atuou, até março de 2006, como relator da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional.

No mês de junho, teve seu nome envolvido no escândalo de superfaturamento nas licitações para compra de ambulâncias às prefeituras municipais, e que deu origem à instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos “Sanguessugas”. Em sua defesa, Feu Rosaafirmou que seu envolvimento era parte de um complô para impedir sua reeleição. Em agosto, o deputado foi inocentado pela CPI dos Sanguessugas das acusações que lhe foram imputadas de envolvimento com o escândalo.

Tentou mais uma vez se reeleger no pleito de outubro daquele ano, mas obteve apenas uma suplência.

Deixou a Câmara ao final de seu mandato, em janeiro de 2007.

Em Janeiro de 2011, assumiu cargo de assessor especial do Ministério das Cidades, a convite do então responsável pela pasta, Mário Negromonte. Em Dezembro do mesmo ano, a Justiça Federal arquivou em definitivo o processo que supostamente o relacionava com a chamada máfia dos sanguessugas.

Casou- se com Alda Regina Nunes Feu Rosa, com quem teve três filhas.


Márcia Quarti


 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1999-2003); Jornal Folha de S. Paulo (14/01/1996 e 29/09/1998); Portal da Câmara dos Deputados. Disponível em: <http://www2.camara.gov.br/>. Acesso 20/11/2009; Portal do jornal Espírito Santo Hoje. Disponível em: <http://www.eshoje.com.br>. Acesso 20/11/2009; Portal do jornal Folha de São Paulo. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br>. Acesso 20/11/2009; Portal G1 de Notícias. Disponível em: <http://www.g1.com/>. Acesso em 10/07/2013; Portal do Tribunal Federal. Disponível em: <http://www.stf.jus.br/portal/principal/principal.asp>. Acesso em 11/07/2013.

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