Joaquim Vieira Ferreira Levy

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Nome: LEVY, Joaquim
Nome Completo: Joaquim Vieira Ferreira Levy

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

LEVY, Joaquim

* min. Fazenda 2015


Joaquim Vieira Ferreira Levy nasceu no Rio de Janeiro (RJ) em 17 de fevereiro de 1961.

      Formado em Engenharia Naval pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em 1984, no mesmo ano começou a trabalhar no Departamento de Engenharia e na Diretoria de Operações da Flumar Navegação. Entre 1986 e 1987 cursou Mestrado em Economia na Fundação Getúlio Vargas, defendendo dissertação sobre congelamento parcial e excesso de demanda. No ano de 1987 ingressou no doutorado, tendo defendido sua tese pela Universidade de Chicago cinco anos depois. No decorrer de 1990, em paralelo ao seu doutoramento, deu aulas no curso de mestrado da FGV.

      Entre os anos de 1992 e 1999, Joaquim Levy trabalhou no Fundo Monetário Internacional (FMI), atuando nos Departamentos do Hemisfério Ocidental, Europeu I e de Pesquisa, em particular nas Divisões de Mercado de Capitais e da União Européia. Entre 1999 e 2000, na condição de economista visitante, atuou no Banco Central Europeu, nas divisões de mercado de capitais e de estratégia monetária.

     Passou a integrar os quadros do governo federal no decorrer do ano 2000, durante o mandato do presidente da república Fernando Henrique Cardoso, ao assumir o cargo de secretário-adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda, até o ano seguinte. Em 2001, transferiu-se da Fazenda para o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, onde atuou como economista-chefe. No mês de janeiro de 2003, no início da gestão presidencial de Luis Inácio Lula da Silva, foi designado secretário do Tesouro Nacional, cargo no qual atuou até 2006, quando passou a trabalhar no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). No BID permaneceu por nove meses, como vice-presidente de Finanças e Administração.

     A convite de Sérgio Cabral, à época governador do Rio de Janeiro, Joaquim Levy assumiu a pasta da Fazenda fluminense em janeiro de 2007. Durante sua gestão defendeu a candidatura do Rio à cidade-sede das Olimpiadas,  aprovada em outubro de 2009, argumentando que o evento atrairia investimento e consolidaria a confiança no Brasil e no Estado. Em março seguinte, o estado fluminense conquistou grau de investimento concedido pela agência de classificação de risco Standard and Poor's (S&P). Segundo o jornal “O Globo”, a agência teria pautado sua avaliação no fato do estado estar “apoiado por uma economia forte e diversificada, com um PIB per capita estimado em cerca de 25% acima da média do Brasil”. O estado do Rio ainda contaria, de acordo com a S&P, com suporte de longo prazo à sua economia, visto o desenvolvimento dos campos do pré-sal.

      Posteriormente a essa conquista, Levy desfiliou-se do governo estadual, ainda em 2010, para atuar no Banco Bradesco, onde até o final de 2014 exerceu as funções de estrategista-chefe e diretor-superintendente da Bradesco Asset Management (BRAM), gestora de ativos do banco. Nessa oportunidade, Levy chegou a responder pela administração de R$ 249 bilhões em recursos de clientes, de acordo com dados levantados pela Revista Época.

    Após a reeleição de Dilma Rousseff para a presidencia da República, em outubro de 2014, o nome de Joaquim Levy começou a ser cotado para integrar a equipe de governo do segundo mandato da petista. No final desse mesmo mês, quando teve seu nome confirmado para a Fazenda em substituição a Guido Mantega. Tomou posse como ministro em janeiro de 2015, em um cenário de dificuldades econômicas caracterizadas pelo déficit nas contas públicas e aumento da dívida pública. Durante discurso de posse, colocou como sua prioridade o reequilíbrio fiscal, ressaltando a possibilidade de disciplinar os gastos públicos sem ferir os direitos sociais ou deprimir a economia.

Considerado um economista de um perfil fiscal conservador, durante os meses que comandou o Ministério da Fazenda revisou a meta fiscal inicialmente estipulada e defendeu medidas de ajuste fiscal, dentre as quais a limitação de benefícios sociais, como o seguro-desemprego, o auxílio-doença, o abono salarial e a pensão por morte, em paralelo à elevação de tributos sobre diferentes produtos. Nessa ocasião, o governo também especulou sobre o retorno da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), cujo retorno acabou não ocorrendo.  

      Um aspecto de destaque às notícias que reconstruíam o cotidiano da equipe econômica do governo durante 2015 diz respeito às diferenças entre as diretrizes defendidas por Levy e àquelas pontuadas por Nelson Barbosa, reconhecido como um desenvolvimentista, à frente da pasta do Planejamento. Tais divergências ideológicas revelaram o posicionamento distinto entre os ministros e a necessidade da presidente Dilma se posicionar, em algumas ocasiões, em prol de uma ou de outra diretriz.

Em dezembro de 2015, após quase um ano no cargo e sucessivos boatos sobre prováveis saídas do Ministério, Joaquim Levy deixou o cargo, sendo substituído por Nelson Barbosa, transferido de pasta pela presidente da República. Nessa ocasião, especulou-se que o motivo que teria levado o ministro da Fazenda a acertar sua saída com Dilma Rousseff relacionava-se à meta fiscal para 2016. Enquanto Levy defendia a meta de 0,7 do Produto Interno Bruto (PIB), segundo o noticiado, o Planalto enviou projeto ao Legislativo prevendo a redução da meta de fiscal  de 0,7% para 0,5%, com possibilidade de o superavit ser zerado, fato que teria irritado o ministro da Fazenda.

      No mês seguinte à saída do Ministério da Fazenda, teve seu nome anunciado  como diretor financeiro do Banco Mundial (BIRD), instituição financeira com sede em Washington, responsável por conceder empréstimos para financiar projetos em países em desenvolvimento. Desde fevereiro de 2016 exerce o cargo que, na estrutura do Banco, está enquadrado abaixo à posição do presidente. Conforme amplamente divulgado pelos órgãos da imprensa no Brasil, que acompanharam a ida de Levy para  diretoria financeira do BIRD, o brasileiro está responsável pelo controle da tesouraria do órgão, incluindo as operações financeiras, o orçamento corporativo e o gerenciamento de risco e de controladoria.

       Casado, teve duas filhas.


Luciana Pinheiro

FONTES:  Portal Brasil. Disponível em: < http://www.brasil.gov.br>. Acesso em 02/03/2017; Portal Correio Brasiliense. Disponível em: <http://www.correiobraziliense.com.br/>.  Acesso em 02/03/2017; Portal Estadão – Esportes. Disponível em: <http://esportes.estadao.com.br/>. Acesso em 02/03/2017; Portal G1. Disponível em: < http://g1.globo.com >. Acesso em 02/03/2017; Portal do jornal O Globo. Disponível em: <http://oglobo.globo.com>. Acesso em 02/03/2017; Portal do Ministério da Fazenda. Disponível em: < http://fazenda.gov.br >. Acesso em 02/03/2017; Portal da Revista Época. Disponível em: <http://revistaepoca.globo.com/>. Acesso em 02/03/2017; Portal da Revista Exame. Disponível em: < http://exame.abril.com.br/>. Acesso em 02/03/2017; Portal Valor Econômico. Disponível em: < http://www.valor.com.br/>. Acesso em 02/03/2017.


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