Júlio César de Carvalho Lima

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Nome: CÉSAR, Júlio
Nome Completo: Júlio César de Carvalho Lima

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

CÉSAR, Júlio

*dep. fed. PI 1995-1999 e 2003-

 

Júlio César de Carvalho Lima nasceu em Guadalupe (PI) no dia 25 de agosto de 1948, filho de Georgiano Fernandes Lima e de Maria de Lourdes Carvalho Lima.

Em 1970 transferiu-se para Teresina e ingressou na Faculdade de Direito da Universidade Federal do Piauí, de onde saiu bacharel quatro anos depois. Nomeado secretário de Administração da prefeitura de Teresina em 1974, durante a gestão de Joel Ribeiro, exerceu o cargo até o ano seguinte. Em 1975, exerceu a chefia de gabinete da Secretaria de Justiça e Segurança Pública do Piauí, no governo de Dirceu Arcoverde (1975-1978), e a superintendência da Polícia Civil.

Filiado à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação política ao regime militar instaurado no país em abril de 1964, elegeu-se prefeito de Guadalupe no pleito de novembro de 1976 e tomou posse em 1977. Com a extinção do bipartidarismo em novembro de 1979, e a consequente reformulação partidária, entrou para o Partido Democrático Social (PDS), sucessor da Arena. A prorrogação dos mandatos dos prefeitos e vereadores, para estabelecer a coincidência das eleições municipais, estaduais e federais, proporcionou-lhe mais dois anos na prefeitura, até 1985. Nesse ano, filiou-se ao Partido da Frente Liberal (PFL), formado a partir de uma dissidência no PDS.

Após a desincompatibilização do governador Hugo Napoleão para concorrer ao Senado, e sua substituição pelo vice José Raimundo Bona Medeiros, em maio de 1986 ocupou a Secretaria de Agricultura do Piauí, nela permanecendo até março do ano seguinte, quando assumiu o novo governador, Alberto Silva.

Vitorioso nas eleições de novembro de 1988, na legenda do PFL, retornou à prefeitura de Guadalupe no início de 1989, e foi eleito presidente da Associação Piauiense de Prefeitos Municipais (APPM). Renunciou à prefeitura em 15 de março de 1991, em face de sua indicação para a Secretaria de Agricultura do Piauí, no governo de Antônio Freitas Neto (1991-1994), de cuja campanha fora coordenador geral. Em abril de 1994 deixou a Secretaria de Agricultura a fim de disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados.

No pleito de outubro desse ano, lançado candidato pela coligação do PFL com o Partido Progressista Reformador (PPR), o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), o Partido Liberal (PL) e o Partido Progressista (PP), obteve 68.463 votos, a terceira maior votação do estado. Assumiu o mandato em fevereiro de 1995 e foi escolhido membro titular da Comissão de Agricultura e Política Rural, da qual se tornaria terceiro-vice-presidente, e suplente das comissões de Defesa Nacional, de Constituição e Justiça e de Redação. Integrou ainda várias comissões especiais, entre as quais a que estudou a quebra do monopólio da Petrobras na exploração do petróleo. Ao longo do ano, votou a favor do fim do monopólio nos setores de telecomunicações, navegação de cabotagem, exploração de petróleo e distribuição de gás canalizado, e aprovou a prorrogação do Fundo Social de Emergência (FSE), rebatizado de Fundo de Estabilização Fiscal (FEF). Absteve-se na questão que envolvia a redefinição do conceito de empresa nacional. Ainda nesse ano foi eleito presidente regional do PFL, cargo que ocuparia por sete anos consecutivos.

Em 1996, apoiou a prorrogação do Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), já denominado Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Fez parte da Comissão Mista de Orçamentos Públicos e Fiscalização e da Comissão de Finanças e Tributação. Em janeiro e fevereiro de 1997 votou nos dois turnos a favor do projeto de emenda constitucional que permitia aos ocupantes do Poder Executivo — presidente da República, governadores e prefeitos — concorrer à reeleição. Em novembro também garantiu seu apoio ao projeto de reforma administrativa do governo que acabou com a estabilidade do servidor público.

Em outubro de 1998 concorreu a uma cadeira no Senado na legenda do PFL, mas foi derrotado por Alberto Silva, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). No mês seguinte votou a favor do teto de 1.200 reais para aposentadorias no setor público e dos critérios de idade mínima e tempo de contribuição para o setor privado. Deixou a Câmara dos Deputados ao término da legislatura, em janeiro de 1999. Nesse mesmo ano foi nomeado pelo então presidente da República Fernando Henrique Cardoso diretor de administração e finanças da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que deixou em abril de 2002 a fim de concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados.

No pleito de outubro foi eleito deputado federal pelo estado do Piauí na legenda pefelista. Assumiu o mandato em fevereiro de 2003 e passou a integrar a Comissão de Finanças e Tributos. Em agosto votou contra a emenda de reforma da Previdência proposta pelo governo de Luís Inácio Lula da Silva (2003-). No mês seguinte, seguiu a mesma orientação e posicionou-se contrário à reforma tributária.

 Nas eleições de outubro de 2006 foi reeleito deputado federal pelo Piauí na legenda do PFL. Empossado em fevereiro seguinte, tornou-se membro da Comissão de Finanças e Tributos. Com a refundação do PFL com o nome de Democratas (DEM), filiou-se a essa agremiação.

Reelegeu-se deputado federal, no pleito de 2010, pelo DEM. Integrou, como titular, as Comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, ocupando a Presidência entre 2011 e 2013, além da Comissão de Comissão de Finanças e Tributação. Atuou como presidente da Frente Parlamentar Municipalista e da Frente Parlamentar em Defesa da Indústria Aeronáutica Brasileira, em 2011.

Casou-se com Jussara Lima, com quem teve quatro filhos.

 

 

FONTES: Folha de S. Paulo (30/01/1997, 29/09/1998 e 06/11/1998); O Globo (09/10/1998); Portal Câmara dos Deputados. Disponível em: <http://www2.camara.leg.br>. Acesso em 28/10/2013; Portal pessoal do deputado Julio Cesar. Disponível em: <http://www.deputadojuliocesar.com.br>; Portal do TRE-PI.  Disponível em: <http://www.tre-pi.jus.br>; Portal do TSE. Disponível em: <http://www.tse.jus.br>.

 

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