LAGO, CARLOS DO

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Nome: LAGO, Carlos do
Nome Completo: LAGO, CARLOS DO

Tipo: BIOGRAFICO


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LAGO, CARLOS DO

LAGO, Carlos do

*dep. fed. MG 1959-1963.

Carlos do Lago nasceu em Barretos (SP) no dia 22 de novembro de 1932, filho do industrial e líder político Cícero do Lago e de Virgília Teixeira do Lago. Seu irmão Marcial do Lago foi deputado federal por Minas Gerais em 1963, 1966 e de 1967 a 1969.

De 1948 a 1954, Carlos do Lago trabalhou no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 1953, concluiu o curso técnico de contabilidade na Escola Técnica de Comércio de sua cidade natal, tornando-se, no ano seguinte, funcionário do Departamento Estadual de Estatística de Minas Gerais, cargo que ocuparia até 1963.

Iniciou sua vida política ao eleger-se no pleito de outubro de 1958 deputado federal por Minas Gerais pela legenda do Partido Social Democrático (PSD), quando contou com o apoio de seu irmão Marcial do Lago, então presidente da Fundação da Casa Popular. Assumindo o mandato em fevereiro do ano seguinte, foi o mais jovem deputado da legislatura. Atuou sobretudo em órgãos técnicos, raramente comparecendo ao plenário da Câmara, embora fosse muito assíduo junto aos ministérios quando da liberação de verbas destinadas aos municípios e associações pias de seu estado.

Após a renúncia do presidente Jânio Quadros em 25 de agosto de 1961, votou a favor da Emenda Constitucional nº 4, que implantou o parlamentarismo no Brasil. Já no governo de João Goulart, pronunciou-se, em novembro de 1961, favoravelmente à Emenda Constitucional nº 5, que ampliou a participação dos municípios na renda tributária nacional. Apoiou o reatamento das relações diplomáticas entre o Brasil e a União Soviética, aceitando a aplicação do princípio da autodeterminação e da não-intervenção nos assuntos internos de outros países. Não tomou parte em debates ideológicos e doutrinários, mas, por alguns de seus pronunciamentos, revelou-se favorável ao intervencionismo estatal no campo da economia, corretivo e supletivo da iniciativa privada. Defensor da Petrobras e da Eletrobrás, foi favorável ao monopólio dos minérios atômicos e dos transportes ferroviários e de cabotagem marítima. Católico, não apoiou as proposições divorcistas.

Conforme declarou em novembro de 1962 ao Correio Brasiliense, defendeu a instituição da cédula única em todos os pleitos e o projeto de regulamentação da remessa de lucros e dos investimentos estrangeiros nos termos da proposição do deputado pessedista Daniel Faraco. Foi também favorável à reforma tributária, se adotados os princípios da justiça fiscal, à reforma agrária de base cooperativista e com desapropriação dos latifúndios improdutivos mediante prévio e justo pagamento de indenização em dinheiro, e à reforma administrativa, através da descentralização burocrática e da criação de um organismo de planejamento nacional. Deixou a Câmara dos Deputados ao concluir o mandato, em janeiro de 1963, ano em que bacharelou-se pela Faculdade Nacional de Direito da Universidade do Brasil, no Rio de Janeiro.

Abandonando a carreira política, ainda em 1963 foi nomeado procurador da Caixa Econômica Federal, em Brasília. Exerceu essa função até 1989, ano em que se aposentou. Daí em diante passou a exercer a advocacia em caráter particular.

Casou-se com Lizete di Vita Costa do Lago, com quem teve dois filhos.

 

FONTES: ASSEMB. LEGISL. MG. Dicionário biográfico; CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1946-1967); CÂM. DEP. Deputados federais. Inventário; CÂM. DEP. Relação dos dep.; CAMPOS, Q. Fichário; Rev. Arq. Públ. Mineiro (12/76).

 

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