LAGO, WAGNER

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Nome: LAGO, Wagner
Nome Completo: LAGO, WAGNER

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
LAGO, Walter

LAGO, Wagner

* dep. fed. MA 1983-1991; const. 1987-1988; dep. fed. MA 2003-2007

 

 

Ricardo Wagner de Carvalho Lago nasceu em Pedreiras (MA) no dia 15 de fevereiro de 1944, filho de José Ribamar de Carvalho Lago e de Neuza Garcez Lago.

Bacharel em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade de Direito de São Luís, foi advogado e promotor de Justiça na capital maranhense até 1982, quando se desincompatibilizou do cargo para concorrer a mandato eletivo. Ligado ao grupo do deputado Epitácio Cafeteira, ingressou na política com a filiação ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), em cuja legenda concorreu e foi eleito deputado federal no pleito de novembro desse ano, com principal base eleitoral no município de Bacabal. Assumiu a cadeira na Câmara dos Deputados em fevereiro do ano seguinte e passou a integrar, como titular, a Comissão do Interior e, como suplente, a Comissão de Constituição e Justiça, além de se tornar coordenador da bancada do Maranhão na casa. No Congresso Nacional, integrou a Comissão Mista de Orçamento.

No início dessa legislatura, o deputado mato-grossense Dante de Oliveira (PMDB-MT) apresentou na Câmara um projeto de emenda constitucional que restabelecia eleições diretas para a presidência da República já no ano seguinte. Encampado pelas oposições, o projeto desencadeou uma campanha nacional nesse sentido, que ficou conhecida como diretas-já. Na sessão da Câmara dos Deputados do dia 25 de abril de 1984, Wagner Lago votou a favor da emenda, que, por falta de 22 votos, não atingiu a votação necessária ao encaminhamento para apreciação do Senado.

Com esse resultado, ficou decidido que o próximo presidente da República ainda seria eleito por via indireta. Para concorrer com os candidatos da situação Paulo Maluf e Flávio Marcílio, os partidos de oposição, liderados pelo PMDB, e a Frente Liberal - dissidência da agremiação governista, o Partido Democrático Social (PDS) -, reunidos na Aliança Democrática, lançaram o então governador de Minas Gerais, Tancredo Neves, e o então senador pelo Maranhão, José Sarney, respectivamente, candidatos a presidente e a vice-presidente da República. Na reunião do Colégio Eleitoral em 15 de janeiro de 1985, Wagner Lago votou em Tancredo, que derrotou Maluf. Na véspera da posse em março, Tancredo adoeceu e quem assumiu, interinamente, foi o vice-presidente José Sarney, até ser efetivado após a morte do titular em 21 de abril desse ano.

No pleito de novembro de 1986, Wagner Lago reelegeu-se deputado federal na mesma legenda, como constituinte. Assumiu sua cadeira na Câmara dos Deputados no dia 1º de fevereiro de 1987, quando foi instalada a Assembléia Nacional Constituinte, em que passou a integrar, como titular, a Subcomissão da União, Distrito Federal e Territórios da Comissão da Organização do Estado e, como suplente, a Subcomissão do Poder Judiciário e do Ministério Público da Comissão da Organização dos Poderes e Sistema de Governo.

Na Constituinte, votou a favor do rompimento de relações diplomáticas com países com política de discriminação racial, do mandado de segurança coletivo, da estabilidade no emprego, do turno ininterrupto de seis horas, do aviso prévio proporcional, da soberania popular, do presidencialismo, da nacionalização do subsolo, da limitação dos encargos da dívida externa, da criação de fundo de apoio à reforma agrária, da anistia a micro e pequenos empresários, da desapropriação da propriedade produtiva e do mandato de cinco anos para o presidente José Sarney. Votou contra a pena de morte, o aborto, a jornada semanal de 40 horas, a pluralidade sindical, o voto aos 16 anos, a estatização do sistema financeiro e a legalização do jogo do bicho.

Após a promulgação da nova Carta no dia 8 de outubro de 1988, passou a exercer somente o seu mandato ordinário. Deixou de concorrer à reeleição no pleito de outubro de 1990 e concluiu seu mandato no fim de janeiro do ano seguinte, quando também se encerrou a legislatura. Filiado ao Partido Democrático Trabalhista (PDT), no pleito de outubro de 1994 concorreu a uma cadeira no Senado por essa legenda, mas não conseguiu se eleger.

Entre 1996 e 2002, atuou como Procurador-Geral do Município de São Luís (MA).

Nas eleições realizadas em Outubro de 2002, voltou a concorrer a uma vaga de deputado federal. Com 41.700 votos recebidos, foi eleito para o mandato iniciado em Fevereiro de 2003. Licenciou-se da Câmara para exercer o cargo de Secretário Extraordinário de Assuntos Políticos da prefeitura de São Luís entre Maio e Agosto daquele ano. De volta ao Legislativo federal, em Setembro migrou para o Partido Progressista (PP).

Neste mandato, além de ter atuado na Comissão de Constituição e Justiça, foi também coordenador da bancada maranhense na Câmara dos Deputados.

Retornou ao PDT em 2005, pelo qual foi candidato à reeleição no pleito do ano seguinte. Porém, com pouco mais de 16 mil votos, não obteve êxito, ficando apenas com uma suplência. Deixou a Câmara dos Deputados em Fevereiro de 2007, e, no mês seguinte, requereu sua aposentadoria. Foi casado com Maria Marta Oliveira Lago, com quem teve dois filhos.

 

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. Repertório (1987-1988); CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório. (1983-1987); Jornal Correio Brasiliense (21/01/1987); Jornal Folha de São Paulo (13/01/1987); Portal da Câmara dos Deputados. Disponível em: <http://www2.camara.leg.br>. Acesso em 21/10/2013; Portal do Tribunal Superior Eleitoral. Disponível em: <http://www.tse.jus.br>. Acesso em 21/10/2013.

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