LIMA, OSVALDO (2)

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Nome: LIMA, Osvaldo (2)
Nome Completo: LIMA, OSVALDO (2)

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
LIMA, OSVALDO (2)

LIMA, Osvaldo

*dep. fed. RJ 1975-1983.

Osvaldo Lima nasceu na cidade do Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 28 de dezembro de 1936, filho de José Lima e de Virgulina Braga Lima.

Em 1971 bacharelou-se pela Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais da Universidade Gama Filho, em sua cidade natal. Nesse mesmo ano assumiu uma cadeira na Câmara Municipal de Nova Iguaçu (RJ), para a qual foi eleito na legenda do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instaurado no país em abril de 1964. Advogado nessa cidade, no exercício de seu mandato foi líder da bancada de seu partido e segundo-secretário da mesa da Câmara.

No pleito de novembro de 1974, sempre na legenda do MDB, elegeu-se deputado federal pelo novo estado do Rio de Janeiro, que resultaria no ano seguinte da fusão da Guanabara com o antigo estado do Rio. Assumiu sua cadeira em fevereiro de 1975, após encerrar seu mandato de vereador e, nesse mesmo ano, tornou-se presidente do diretório municipal de seu partido em Nova Iguaçu. Nessa legislatura foi eleito presidente da Comissão de Comunicação da Câmara dos Deputados, escolha considerada inadequada por alguns parlamentares, já que não era membro dessa comissão. Foi ainda autor do requerimento de criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre minérios, que veio a presidir, e membro da Comissão de Transportes da Câmara.

Em novembro de 1978 foi reeleito deputado federal pelo Rio de Janeiro, ainda na legenda do MDB. Deixou a presidência do diretório de seu partido em Nova Iguaçu em 1979 e, com a extinção do bipartidarismo em 21 de novembro desse ano e a posterior reformulação partidária, filiou-se primeiramente ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) — sucessor do MDB — e em seguida ao Partido Popular (PP). Foi membro da Comissão de Minas e Energia da Câmara e da CPI destinada a apurar atos de corrupção praticados por órgãos da administração direta e indireta da União. Sobre esse tema pronunciou-se na tribuna em maio de 1980, atribuindo os casos de corrupção ocorridos no país após o movimento político-militar de 31 de março de 1964 à crescente estatização e à despolitização do cidadão comum. Nessa legislatura foi ainda suplente das comissões Especial do Código Civil, de Trabalho e Legislação Social, de Comunicação e de Redação da Câmara. Com a incorporação do PP ao PMDB, ocorrida em fevereiro de 1982, voltou a integrar este último. No pleito de novembro desse ano tentou nova reeleição na legenda peemedebista, mas conseguiu apenas uma suplência. Concluiu seu mandato em janeiro de 1983.

Voltou a disputar uma cadeira de deputado federal no pleito de novembro de 1986, mas também não conseguiu se eleger. Em 1992, transferiu-se para o Partido Social Cristão (PSC), pelo qual, em outubro desse ano, candidatou-se à prefeitura de Belford Roxo, obtendo a terceira colocação no pleito. Em outubro de 1994, candidatou-se mais uma vez à Câmara Federal — desta vez pelo Partido Progressista (PP) —, porém novamente obteve apenas uma suplência. Teve uma nova oportunidade em novembro seguinte, com a realização de um novo escrutínio, após o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio de Janeiro ter anulado a eleição de outubro por suspeitas de fraude. Mais uma vez derrotado, Osvaldo Lima retirou-se da vida pública, passando a dedicar-se à advocacia.

Casou-se com Vandete Chanion do Carmo Lima, com quem teve duas filhas.

Publicou Riquezas minerais — graves erros de uma indefinição política (1977), Multinacionais cada vez mais vorazes, Perspectivas energéticas para o Brasil, Resistência e os caminhos de uma luta e Minérios — a história nos julgará!

 

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. Repertório (1987-1988); CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1975-1979, 1979-1983 e 1995-1999); INF. BIOG.; Jornal de Brasília (13/3/77); Jornal do Brasil (9/8/76, 20/11/78 e 23/5/80); NÉRI, S. 16; Perfil (1980).

 

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