LIMA, OTACILIO ALVES DE

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Nome: LIMA, Otacílio Alves de
Nome Completo: LIMA, OTACILIO ALVES DE

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
LIMA, OTACÍLIO ALVES DE

LIMA, Otacílio Alves de

*militar; rev. 1935.

Otacílio Alves de Lima nasceu no estado da Paraíba no dia 13 de abril de 1906.

Sentou praça em abril de 1924, ingressando na Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, que o declarou aspirante-a-oficial em janeiro de 1927. Promovido a segundo-tenente em julho desse ano e a primeiro-tenente em julho de 1929, a partir de 1931 exerceu a função de oficial de transmissão. Ainda nesse ano foi comissionado major da Força Pública de Mato Grosso, atuando como seu comandante-geral de janeiro a abril de 1932.

Foi um dos chefes do movimento que derrubou Artur Antunes Maciel, designado em março de 1931 interventor federal em Mato Grosso em substituição ao coronel Antônio Mena Gonçalves. Antunes Maciel teve seu governo abalado desde o início pela ação de militares pertencentes ao 16º Batalhão de Caçadores (16º BC) e de setores da imprensa local contrários ao governo revolucionário no estado. Além disso, acatou a orientação governamental no sentido de que os membros da administração pública não desenvolvessem atividades político-partidárias, recusando-se a apoiar oficialmente o Partido União Liberal de Mato Grosso, organizado pelos revolucionários sob a liderança de Leônidas Antero de Matos, Vespasiano Martins e João Leite. Descontentes, os liberais que o apoiavam articularam seu afastamento da interventoria, o que ocorreu em junho de 1932, quando Leônidas de Matos foi nomeado em seu lugar.

Subcomandante do 18º BC — sediado em Campo Grande, então no estado de Mato Grosso e atual capital de Mato Grosso do Sul — de novembro de 1932 a fevereiro de 1933, Otacílio de Lima foi promovido a capitão em 1935. Nesse ano tornou-se membro da Aliança Nacional Libertadora (ANL), organização política de âmbito nacional fundada em março e que se constituiu numa frente ampla em que se reuniram representantes de diferentes correntes políticas — socialistas, comunistas, católicos e democratas — e de diferentes setores sociais — proletários, intelectuais, profissionais liberais e militares — atraídos por um programa que se propunha a lutar contra o fascismo, o imperialismo, o latifúndio e a miséria. Ainda em março de 1935 foi acusado pelo interventor federal no Rio Grande do Norte, Mário Câmara, de ser elemento de ligação de uma conspiração militar que eclodiria até o dia 20 daquele mês. No entanto, somente em 23 de novembro é que a revolta articulada pelo Partido Comunista Brasileiro, então Partido Comunista do Brasil (PCB), em nome da ANL, contra o governo de Getúlio Vargas, eclodiu em Natal. Nesse episódio Otacílio de Lima teve destacada atuação no Nordeste.

Quando chegou a Recife a notícia da vitória do movimento em Natal, José Caetano Machado resolveu agir em Pernambuco, apesar de Silo Meireles, dirigente da ANL, ter ponderado quanto à espera de instruções do Rio de Janeiro. No dia 24, uma vanguarda sublevada do 29º BC, sediado na Vila Militar em Socorro (PE), marchou sobre Recife, comandada pelo capitão Otacílio de Lima, o tenente Lamartine Coutinho Correia de Oliveira e o líder comunista Gregório Bezerra. Ao chegar ao ponto de acesso a Recife, o largo da Paz, as tropas, acrescidas de civis armados, entraram em combate com uma força legalista, enquanto se sublevavam focos revolucionários isolados em Recife e Olinda. Todavia, o deslocamento do 22º BC de João Pessoa, e do 20º BC, de Maceió, conteve o levante no dia seguinte. Alguns revoltosos foram presos nas estradas do sertão e os que se encontravam no largo da Paz se retiraram para Socorro, onde muitos depuseram as armas. No Rio de Janeiro, a revolta foi rapidamente dominada pelo governo no mesmo dia em que se iniciou, 27 de novembro de 1935.

Preso em dezembro seguinte, Otacílio de Lima perdeu a patente em abril de 1936.

FONTES: ARQ. GETÚLIO VARGAS; DULLES, J. Anarquistas; LEVINE, R. Vargas; SILVA, H. 1935.

 

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