LIMA, OTACILIO NEGRAO DE

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Nome: LIMA, Otacílio Negrão de
Nome Completo: LIMA, OTACILIO NEGRAO DE

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
LIMA, OTACÍLIO NEGRÃO DE

LIMA, Otacílio Negrão de

*min. Trab. 1946; dep. fed. MG 1955-1959.

 

Otacílio Negrão de Lima nasceu em Nepomuceno, então distrito de São João Nepomuceno, município de Lavras (MG), no dia 8 de abril de 1897, filho de João Nepomuceno Lucas de Lima, comerciante e funcionário público, e de Maria das Dores Negrão de Lima. Dois irmãos seus seguiram a trajetória política: Francisco Negrão de Lima, que exerceu diversas funções públicas, tendo sido deputado à Constituinte de 1934, deputado federal por Minas Gerais de 1935 a 1937, embaixador do Brasil no Paraguai de 1942 e 1946, ministro da Justiça de 1951 a 1953, prefeito do Distrito Federal de 1956 a 1958, ministro das Relações Exteriores de 1958 a 1959 e governador do antigo estado da Guanabara de 1965 a 1971, e Jair Negrão de Lima, que foi vice-prefeito de Belo Horizonte entre janeiro de 1963 e janeiro de 1967.

Otacílio Negrão de Lima fez os estudos primários em Lavras e o curso secundário no Ginásio Mineiro, em Belo Horizonte, diplomando-se, em 1921, pela Escola de Engenharia da Universidade de Minas Gerais (UMG), atual Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), também sediada em Belo Horizonte.

Trabalhou, após se formar, como engenheiro do estado de Minas. Em seguida, integrou o corpo de engenheiros da Prefeitura de Belo Horizonte, ocupando a chefia do Serviço de Reforço do Abastecimento de Água.

Em novembro de 1932, integrou, por indicação de Olegário Dias Maciel, a comissão encarregada de fundar em Minas Gerais um novo partido. Concluídos os trabalhos da comissão, surgiu o Partido Progressista (PP), tendo Otacílio ocupado o cargo de secretário da nova agremiação, pela qual elegeu-se, em outubro de 1934, deputado à Assembléia Constituinte mineira. Não chegou a assumir o mandato por haver sido nomeado prefeito de Belo Horizonte, função que exerceu de 1935 a 1938.

Com o fim do Estado Novo (1937-1945), em outubro de 1945, e a posse de Eurico Gaspar Dutra na presidência da República (1946-1951), assumiu, ainda em janeiro de 1946, a pasta do Trabalho, Indústria e Comércio. Durante sua gestão, enfrentou grande número de greves, entre as quais a dos ferroviários da Leopoldina, que reivindicavam melhoria de salários. Na ocasião, classificou o movimento de comunista, delegando à Polícia Militar poderes para contê-lo. Como ministro, patrocinou o Congresso Nacional dos Trabalhadores, que reuniu representantes de todas as entidades sindicais do país. Criou ainda o Serviço Social da Indústria (Sesi), o Serviço Social do Comércio (Sesc) e a Fundação da Casa Popular, tendo também baixado o ato que dispôs sobre a criação do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac).

De fevereiro a setembro de 1946, presidiu a Comissão do Imposto Sindical e, em outubro seguinte, deixou o ministério, no qual foi substituído por Morvan Dias de Figueiredo.

Em janeiro de 1947, elegeu-se deputado à Assembléia Constituinte de Minas Gerais pela legenda do Partido Trabalhista Nacional (PTN). Assumindo o mandato em março, participou dos trabalhos constituintes e, após a promulgação da nova Carta estadual, passou a exercer o mandato ordinário. Renunciou, contudo, em dezembro do mesmo ano, para assumir novamente o cargo de prefeito de Belo Horizonte, para o qual fora eleito. Em outubro de 1954, elegeu-se deputado federal por seu estado, pela legenda do Partido Social Democrático (PSD). Empossado em fevereiro de 1955, foi escolhido, em abril de 1957, vice-líder de seu partido na Câmara, cumprindo o mandato até janeiro de 1959.

Jornalista, esteve à frente da direção do jornal Diário de Minas. Foi ainda engenheiro do estado de Minas Gerais, empreiteiro de Obras Públicas, chefe da 5ª Seção de Engenharia, subdiretor de Águas da Prefeitura, engenheiro-chefe do novo sistema de abastecimento de água de Belo Horizonte, tenente-coronel da Força Pública de Minas Gerais e chefe do Cadastro de Belo Horizonte. Fazendeiro e industrial, dirigiu a Companhia Indústria e Viação de Pirapora (MG), que adquirira, fundando ainda a Indústria de Óleos Vegetais. Lecionou arquitetura e urbanismo na Escola de Arquitetura de Minas Gerais.

Faleceu em Belo Horizonte no dia 27 de maio de 1960.

Era casado com Jenny Silveira Negrão de Lima.

Publicou A lei e o serviço de hidrômetros de Belo Horizonte.

 

 

FONTES: ASSEMB. LEGISL. MG. Dicionário biográfico; BOMENY, H. Estratégia (12/12/33); CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Relação dos dep.; CÂM. DEP. Relação nominal dos senhores; CORRESP. MIN. TRAB.; Encic. Mirador; Grande encic. Delta; HEILBORN, M. Oligarquia; MIN. GUERRA. Almanaque; MIN. TRAB. Documentário; MOURÃO, M. Dutra; NABUCO, C. Vida; Personalidades; Rev. Arq. Públ. Mineiro (12/76).

 

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