LIMA, PEDRO MOTA

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Nome: LIMA, Pedro Mota
Nome Completo: LIMA, PEDRO MOTA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
LIMA, PEDRO MOTA

LIMA, Pedro Mota

*jornalista; mov. comunista; rev. 1935.

 

Pedro Mota Lima nasceu em Viçosa (AL) no mês de dezembro de 1898, filho de Joaquim Pinto da Mota Lima e de Joana Rego da Mota Lima. Seu irmão Rodolfo Mota Lima foi também jornalista e deputado federal por Alagoas de 1935 a 1937.

Completou os estudos básicos na sua cidade natal, transferindo-se depois para o Rio de Janeiro (então Distrito Federal), onde se tornou jornalista. Participou do movimento tenentista desde 1922, apoiando-o através de artigos publicados no jornal O Imparcial, do qual foi secretário-geral.

Na década de 1920, fundou os jornais A Esquerda (1927), vinculado ao Partido Comunista do Brasil, atual Partido Comunista Brasileiro (PCB), e A Batalha (1929). Esse órgão, dirigido por Leônidas Resende e José Augusto Mota Lima, tentou aproximar o tenentismo do movimento operário dentro da Aliança Liberal, e defendeu insistentemente o retorno ao Brasil de Luís Carlos Prestes, na época exilado em Buenos Aires.

Em 1935, foi um dos fundadores e diretor do diário carioca A Manhã, órgão semi-oficial da Aliança Nacional Libertadora (ANL). O fechamento da ANL pelo governo em julho do mesmo ano levou o PCB a preparar um levante armado, que eclodiu nos dias 23, 25 e 27 de novembro em Natal, Recife e Rio de Janeiro, respectivamente. O jornal de Pedro Mota Lima foi favorável à insurreição, publicando inclusive uma “edição da vitória” no dia 27 para esclarecer a população sobre as finalidades do movimento. Com a direta do levante, o jornal foi fechado e Pedro Mota Lima exilou-se na Argentina.

Em 28 de julho de 1937, o Tribunal de Segurança Nacional o condenou à revelia, decisão confirmada pelo Superior Tribunal Militar em janeiro do ano seguinte. Pedro Mota Lima foi indultado antes da anistia decretada por Getúlio Vargas em 1945, retornando ao país em 1943. Trabalhou no jornal O Globo, onde organizou um suplemento semanal chamado O Expedicionário, destinado aos membros da Força Expedicionária Brasileira (FEB) que lutavam na Itália. Além de cartas dos familiares dos combatentes, esse suplemento continha um resumo das principais notícias nacionais.

Em 1945, foi delegado do Distrito Federal ao I Congresso Brasileiro de Escritores, reunido em São Paulo de 22 a 27 de janeiro. Ali estavam representadas todas as linhas de pensamento favoráveis à democracia, o que imprimiu ao congresso um perfil oposicionista em relação ao Estado Novo.

Quando o PCB foi legalizado, ainda em 1945, Pedro Mota Lima tornou-se um dos diretores da Tribuna Popular, órgão do partido que se sobressaiu na promoção dos candidatos comunistas à Assembléia Nacional Constituinte e na difusão da atuação dos eleitos. Contando com a presença de Álvaro Moreira, Aidano do Couto Ferraz, Dalcídio Jurandir e Carlos Drummond de Andrade na sua direção, a Tribuna Popular foi fechada em 1947, quando o PCB retornou à ilegalidade.

Em 1948, passou a fazer parte do corpo de redatores e dirigiu em várias ocasiões o jornal Imprensa Popular, órgão oficioso do PCB, que existiu até 1958.

Foi casado com Cristina Viegas da Mota Lima.

Faleceu em desastre aéreo na Tchecoslováquia no ano de 1966.

Deixou os romances Coronel Lousada (1925), Bruhaha (1932), Zamor (1940) e Idade da pedra (1950).

Amélia Coutinho

 

 

FONTES: CONG. BRAS. ESCRITORES I; Encic. Mirador; Grande encic. Delta; PORTO, E. Insurreição; SILVA, H. 1937; SILVA, H. 1938; TAVARES, J. Radicalização.

 

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