Luci Teresinha Choinacki

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: CHOINACKI, Luci
Nome Completo: Luci Teresinha Choinacki

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

CHOINACKI, Luci

*dep. fed. SC 1991-1995 e 1999-2007; 2011-

 


Luci Teresinha Choinacki nasceu em Descanso (SC) no dia 17 de março de 1954, filha de Tadeu Kosvoski e de Rosa Kovaleski.

Trabalhadora rural e dona de casa, cursou três anos do ginasial na Escola Básica Everardo Backeuser, em sua cidade natal, entre 1965 e 1967.

Iniciou a atividade política em 1978 atuando na Pastoral da Terra e, mais tarde, integrando-se ao movimento dos sem-terra no Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Descanso. Em 1983 filiou-se ao Partido dos Trabalhadores (PT) e dois anos depois assumiu a coordenação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em Santa Catarina, filiando-se também ao Movimento de Mulheres Agricultoras de Santa Catarina.

Vinculada à tendência Convergência Socialista, foi a única deputada estadual constituinte eleita pelo PT em Santa Catarina em novembro de 1986. Empossada em fevereiro de 1987, presidiu a Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa até 1988. Em 1988 e 1989 presidiu a Comissão de Defesa do Consumidor, integrou a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o Banco do Estado de Santa Catarina (Besc) e foi relatora da Comissão da Ordem Econômica, Financeira e Social nos trabalhos constituintes. Recebeu o diploma de melhor desempenho parlamentar em 1987 e 1989, conferido pelo Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina, pela Casa do Jornalista e pelo Sindicato dos Empregados em Empresas de Rádio e Televisão.

Em outubro de 1990 elegeu-se deputada federal por Santa Catarina, iniciando o mandato na Câmara em fevereiro de 1991. No biênio 1991-1992, foi membro titular da Comissão de Agricultura e Política Rural e suplente da Comissão de Viação e Transportes, Desenvolvimento Urbano e Interior. Na sessão de 29 de setembro de 1992, votou pela abertura do processo de impeachment do presidente Fernando Collor de Melo, acusado de crime de responsabilidade por ligações com um esquema de corrupção liderado pelo ex-tesoureiro de sua campanha presidencial, Paulo César Farias. Afastado da presidência após a votação na Câmara, Collor renunciou ao mandato em 29 de dezembro de 1992, pouco antes da conclusão do processo no Senado. Foi então efetivado o vice-presidente Itamar Franco, que já vinha exercendo o cargo interinamente desde 2 de outubro.

De 1992 a 1994, Luci Choinacki foi suplente da Comissão Permanente de Seguridade Social e Família. Nas principais matérias constitucionais apresentadas na Câmara dos Deputados ao longo da legislatura, manifestou-se contra a criação do Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF) e esteve ausente das sessões em que foram votados a criação do Fundo Social de Emergência (FSE) e o fim do voto obrigatório. Em 1993, participou de diversas comissões especiais, entre as quais a relativa ao projeto de lei sobre propriedade industrial. Também nesse ano, o Congresso Nacional aprovou um projeto de sua autoria que garantia salário-maternidade às mulheres agricultoras de todo o Brasil.

Em outubro de 1994, concorreu por Santa Catarina a uma das duas vagas em disputa no Senado. Não foi eleita, mas votação que recebeu (22,7% dos votos) ficou pouco abaixo da do segundo colocado, o ex-governador Casildo Maldaner, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), enquanto o primeiro lugar coube ao ex-governador Vílson Kleinubing, do Partido da Frente Liberal (PFL). Em janeiro de 1995 encerrou o mandato na Câmara dos Deputados, e no ano seguinte assumiu a presidência do PT de Santa Catarina.

Novamente eleita deputada federal no pleito realizado em outubro 1998, tomou posse em 1º de fevereiro seguinte e integrou a Comissão de Direitos Humanos e Minorias. Foi ainda relatora da Comissão Especial de Trabalho e Emprego Doméstico e da Subcomissão de Saúde, ligada à Comissão Especial do Estatuto dos Portadores de Deficiência. Em comissões externas, atuou como relatora nas discussões sobre a Feminilização da Pobreza no Brasil, e militou a favor da aposentadoria dos trabalhadores domésticos. Membro da bancada de oposição ao governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2003), em 2000 votou contra a promulgação da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e em 2002 a favor da prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).

Presidente regional do PT entre 2000 e 2004, em outubro de 2002 foi reeleita deputada federal por Santa Catarina. Iniciando novo mandato em fevereiro de 2003, presidiu a Comissão de Agricultura e integrou a bancada de sustentação do governo de Luís Inácio Lula da Silva (2003-), também do PT, votando a favor da reforma da Previdência e da reforma tributária.

Em 2005 participou do 10° Aniversário de Comemoração da Conferência Mundial das Mulheres, em Pequim, e do Fórum Social Mundial em Caracas. Nesse mesmo ano, foi indicada para o Prêmio Nobel da Paz.

Sem disputar a reeleição, deixou a Câmara ao final da legislatura, em janeiro de 2007.

Em janeiro de 2008, voltou à presidência do PT em Santa Catarina.

Nas eleições de Outubro de 2010, voltou a candidatar-se a uma vaga na Câmara, tendo sido eleita com 65.545 votos. Assumiu novo mandato em Fevereiro de 2011. Neste, fez parte da Comissão de Turismo e Desporto.

Casou-se com José Gabriel Choinacki, com quem teve quatro filhos.

 


FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1991-1995, 1999-2003 e 2003-2007); CARREIRÃO, Y. Eleições; Jornal Diário Catarinense (7/10/1998); Jornal Folha de S. Paulo (18/10/1994); Jornal O Globo (10/10/1998); Revista Isto É/ Perfil ParlamentarPortal Assembleia Legislativa de Santa Catarina. Disponível em: <http://www.alesc.sc.gov.br/portal>.  Acesso em 1/11/2009. Portal da Câmara dos Deputados. Disponível em: <http://www2.camara.gov.br/>. Acesso em 10/11/2013; Portal do Tribunal Superior Eleitoral. Disponível em: <http://www.tse.jus.br>. Acesso em 11/11/2013. 

 

Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados