LUIS GEOLAS DE MOURA CARVALHO

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Nome: CARVALHO, Moura
Nome Completo: LUIS GEOLAS DE MOURA CARVALHO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
CARVALHO, MOURA

CARVALHO, Moura

*militar; const. 1934; const. 1946; dep. fed. PA 1946-1947; gov. PA 1947 -1950 e 1959-1961.

 

Luís Geolás de Moura Carvalho nasceu em Belém no dia 25 de julho de 1906, filho de João Batista de Moura Carvalho e de Alice Geolás de Moura Carvalho.

Fez os primeiros estudos no Grupo Escolar Rio Branco e no Instituto Nossa Senhora de Nazaré, em sua cidade natal. Em 1922 iniciou no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, o curso preparatório anexo à Escola Militar do Realengo. Em janeiro de 1930 concluiu o Curso Especial das Armas de Infantaria, sendo declarado aspirante e incorporado ao 26º Batalhão de Caçadores (26º BC), com sede em Belém.

Promovido a segundo-tenente em julho do mesmo ano, apoiou a Revolução de 1930, sublevando em 5 de outubro, em companhia de civis e militares que constituíam o grupo ligado ao tenente Joaquim de Magalhães Barata, o 26º BC, e retirando-se logo em seguida com essas forças para o Maranhão. De volta a Belém no fim do mês, assumiu o comando do 2º BC do 1º Grupo de Batalhões de Caçadores da Brigada de Operação do Norte, comissionado no posto de tenente-coronel por Juarez Távora. Em novembro seguinte foi designado comandante-geral da Brigada Militar do estado do Pará e, ainda no mesmo mês, assistente militar interino do capitão Magalhães Barata, então interventor federal no Pará. Em janeiro de 1931 deixou o comando da Brigada Militar em virtude de sua extinção, assumindo em junho do mesmo ano o comando da Guarda Civil e o cargo de inspetor do Corpo Municipal de Bombeiros de Belém. Em março de 1932 foi promovido a primeiro-tenente e comandou o contingente do 26º BC.

Em julho de 1932, com a eclosão da Revolução Constitucionalista em São Paulo, Moura Carvalho apoiou o governo federal, participando das operações militares no vale do Paraíba, incorporado ao destacamento do general Manuel Daltro Filho. No início de 1933 voltou a exercer a função de assistente de Magalhães Barata, ainda interventor federal no Pará, e, em maio, elegeu-se deputado à Assembléia Nacional Constituinte pelo Pará na legenda do Partido Liberal (PL) do estado. Assumiu sua cadeira em novembro, ao se instalar a Constituinte, e após a promulgação da nova Carta (16/7/1934), teve o mandato estendido até maio de 1935 como os demais colegas, passando a integrar as comissões de Segurança Nacional e de Viação e Obras Públicas da Câmara dos Deputados.

Reincorporando-se ao Exército em 1935, serviu no 27º BC em Manaus e voltou depois ao 26º BC em Belém. Esteve em missão no Oiapoque (AP), onde contraiu uma doença que o levou ao Paraná. Restabelecido, aí serviu junto ao 13º Regimento de Infantaria (13º RI), sediado em Lapa, sendo promovido a capitão em maio de 1937. Voltou a Belém ainda nesse ano como chefe de polícia, servindo também no 26º BC e no Centro de Preparação de Oficiais da Reserva (CPOR) da 8ª Região Militar (8ª RM). Em 1941 partiu para o Rio de Janeiro, onde se incorporou ao Batalhão de Guardas e fez um curso de aperfeiçoamento para oficiais. Em 1943 retornou ao Pará, onde, em fevereiro, tornou-se comandante da Força Pública do estado e onde, no final do ano, foi nomeado diretor-geral do Departamento de Segurança Pública. No exercício desse cargo, construiu o presídio São José e fundou o Instituto de Reeducação Social e o Educandário Magalhães Barata.

Com a redemocratização do país em 1945, Moura Carvalho filiou-se ao Partido Social Democrático (PSD), retomando assim as atividades políticas. Em dezembro elegeu-se primeiro-suplente de deputado pelo Pará à Assembléia Nacional Constituinte na legenda do PSD. Ocupando a cadeira deixada vaga por Magalhães Barata, que, eleito também senador, preferiu este último cargo, iniciou o mandato em fevereiro de 1946 e, em setembro seguinte, foi promovido a major.

Signatário da Constituição, cuja promulgação (18/9/1946) transformou a Constituinte em Congresso ordinário, abandonou as funções parlamentares em janeiro de 1947 para concorrer ao governo do Pará. Vitorioso, exerceu o cargo de março desse ano a junho de 1950, não concluindo o mandato com o objetivo de desincompatibilizar-se para concorrer ao Senado nas eleições de outubro. Nestas, todavia, não conseguiu eleger-se. Em janeiro de 1952 foi promovido a tenente-coronel e, em outubro de 1954, elegeu-se deputado estadual no Pará, assumindo o mandato em janeiro de 1955. Eleito também vice-governador do Pará na legenda do PSD em outubro desse ano, reelegeu-se deputado estadual em 1958. Entretanto, em virtude da morte do governador Magalhães Barata em maio de 1959, deixou a Assembléia para assumir novamente o governo do Pará, exercendo-o até janeiro de 1961, quando foi substituído por Aurélio Correia do Carmo.

Presidente do PSD no Pará em 1960, elegeu-se por fim prefeito de Belém, cargo em que permaneceu de 1961 a julho de 1964, quando teve seus direitos políticos suspensos e seu mandato cassado por força do Ato Institucional nº 1, editado em 9 de abril de 1964, poucos dias depois da deposição de João Goulart pelo movimento político-militar de 31 de março daquele ano.

Alcançou o posto de coronel já na reserva.

Fundou em Belém o vespertino O Liberal e a Rádio Difusora, atual Rádio Liberal, ambos de sua propriedade. Como fazendeiro, dedicou-se à pecuária.

Faleceu em Belém em 13 de setembro de 1988.

Era casado com Júlia Danin de Moura Carvalho.

 

FONTES: ARQ. DEP. PESQ. JORNAL DO BRASIL; ASSEMB. NAC. CONST. 1934. Anais (1); CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Relação dos dep.; Câm. Dep. seus componentes; CORRESP. GOV. EST. PA; CRUZ, E. História de Belém; Diário do Congresso Nacional; Encic. Mirador; GODINHO, V. Constituintes; Grande encic. Delta; Jornal do Brasil (14/9/88); ROQUE, C. Grande; SILVA, G. Constituinte; SOC. BRAS. EXPANSÃO COMERCIAL. Quem.

 

 

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