LUIS LEIVAS BASTIAN PINTO

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Nome: PINTO, Luís Bastian
Nome Completo: LUIS LEIVAS BASTIAN PINTO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
PINTO, LUÍS BASTIAN

PINTO, Luís Bastian

*diplomata; emb. Bras. Uruguai 1969-1971.

 

Luís Leivas Bastian Pinto nasceu em Pelotas (RS) no dia 17 de dezembro de 1912, filho de Oscar Bastian Pinto e de Maria Bastian Pinto.

Estudou na Universidade de Porto Alegre, transferindo-se posteriormente para a Universidade do Rio de Janeiro, no então Distrito Federal, pela qual se formou em direito.

Ingressou na carreira diplomática por concurso, tornando-se em abril de 1936 cônsul de terceira classe. Promovido a cônsul de segunda classe em dezembro de 1938, serviu de março do ano seguinte a maio de 1943 como segundo-secretário na embaixada brasileira no Peru. Foi encarregado de negócios nesse país de abril de 1940 a junho de 1941. Transferido em maio de 1943 para La Paz, na Bolívia, aí atuou como segundo-secretário até junho de 1946, exercendo a função de encarregado de negócios de fevereiro a outubro de 1945 e de abril a junho de 1946.

Em agosto de 1947 foi designado secretário da comissão de organização da Conferência Interamericana para a Manutenção da Paz e da Segurança no Continente, realizada no Rio de Janeiro, e no mês seguinte foi promovido a primeiro-secretário. Em junho de 1948 tornou-se chefe da Divisão de Pessoal do Itamarati, sendo então designado primeiro-secretário na embaixada brasileira em Madri. Na capital espanhola representou o Brasil em outubro de 1950 no Congresso da União Postal das Américas e da Espanha. Em novembro do ano seguinte integrou a delegação brasileira à VI Sessão da Assembléia Geral das Nações Unidas (ONU), realizada em Paris. Deixando a Espanha em março de 1952, nesse mesmo mês foi designado primeiro-secretário da missão brasileira junto à ONU. Em abril seguinte recebeu o título de conselheiro e em outubro foi delegado brasileiro à VII Sessão da Assembléia Geral da ONU, realizada em Nova Iorque.

Cursou a Escola Superior de Guerra (ESG) em 1955 e em julho do ano seguinte foi promovido a ministro de segunda classe. Em novembro de 1956 tornou-se chefe da Divisão Política do Itamarati e em maio de 1957 foi nomeado membro da missão brasileira para a elaboração de normas de aplicação dos tratados de petróleo com a Bolívia, em La Paz. Em julho de 1959 deixou a Divisão Política do Itamarati, tornou-se ministro-conselheiro na embaixada brasileira em Buenos Aires e passou a integrar a Comissão Permanente para Aplicação do Tratado de Amizade e Consulta Brasil-Portugal. No mês seguinte atuou como delegado brasileiro na V Reunião de Consulta dos Ministros das Relações Exteriores das Repúblicas Americanas, realizada em Santiago do Chile.

Encarregado de negócios em Buenos Aires em dezembro de 1959 e de 1960, foi transferido dessa capital em outubro de 1961, quando chegou a ministro de primeira classe. Em dezembro deste último ano tornou-se embaixador extraordinário e plenipotenciário em Cuba. Integrou as delegações brasileiras à Reunião Informal dos Chanceleres Americanos, realizada em Washington, e à XVII Sessão da Assembléia Geral da ONU, realizada em Nova Iorque, ambas em setembro de 1962.

Removido em janeiro de 1965 para a embaixada brasileira na Suécia, participou no ano seguinte da Reunião de Embaixadores do Brasil na Europa Ocidental, realizada em Roma. Em 1967 chefiou a representação brasileira na Conferência de Estocolmo sobre a Propriedade Intelectual, realizada na Suécia. Deixou a capital sueca em janeiro de 1969, assumindo nesse mesmo mês o cargo de embaixador no Uruguai, em substituição a Quintino Sinforoso Deseta. No ano seguinte integrou a delegação brasileira à Reunião tripartite Brasil-Argentina-Uruguai, realizada em Montevidéu, e em 1971 representou o Brasil na Reunião Plenária de Ministros de Obras Públicas e Transportes, em Punta del Este, também no Uruguai. Em agosto deste último ano transferiu o cargo de embaixador no Uruguai para Arnaldo Vasconcelos.

Embaixador brasileiro no Egito de agosto de 1972 a abril do ano seguinte, acumulou com esse cargo a função de embaixador em Adis Abeba, na Etiópia, no mesmo período.

Faleceu no Rio de Janeiro no dia 7 de novembro de 1987.

Foi casado com Célia de Lamare Bastian Pinto, com quem teve um filho.

 

FONTES: COUTINHO, A. Brasil; Globo (12/11/87); MIN. REL. EXT. Anuário (1964, 1966 e 1973); SOC. BRAS. EXPANSÃO COMERCIAL. Quem.

 

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