MARIO JORGE GUSMAO BERARD

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Nome: BÉRARD, Mário
Nome Completo: MARIO JORGE GUSMAO BERARD

Tipo: BIOGRAFICO


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Redação e pesquisa

BÉRARD, Mário

*pres. Banco do Brasil 1988-1990.

 

Mário Jorge Gusmão Bérard  nasceu em Maceió no dia 27 de fevereiro de 1942, filho de Daniel Bérard e Emília Gusmão Bérard.

Iniciou seus estudos no Colégio Marista de Alagoas, onde concluiu o primeiro grau em 1953. Prosseguiu com os estudos secundários no Colégio Estadual de Alagoas. Em 1959 foi admitido na Universidade Federal de Alagoas, bacharelando-se em direito em 1964.

Mário Bérard começou sua carreira profissional em 1963 como sócio-gerente da Bérard – Corretora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. Tornou-se diretor-técnico da Companhia de Desenvolvimento de Alagoas (Codeal) entre 1967 e 1969, no governo de Antônio Simão Lamenha Filho, e sócio-gerente da empresa Projetos Técnicos S.A entre 1969 e 1970. Nesse último ano, ingressou no curso de economia da Universidade Federal de Alagoas, abandonando-o no último semestre de 1973. Em 1971, na gestão do governador Afrânio Lages, ocupou o cargo de secretário de Planejamento e ainda no mesmo ano e até 1975 o de secretário de Fazenda. Em 1973 ocupou interinamente o cargo de secretário de Viação e Obras Públicas.

Atuou como superintendente de implementação de programas de pesquisa do Conselho Nacional de Pesquisas (CNPq) entre 1975 e 1979. Durante esse período, foi representante do CNPq no conselho deliberativo da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). Em 1979 foi nomeado secretário geral adjunto do Ministério da Fazenda, cargo que desempenhou até 1983. Nesse ano, tornou-se chefe de gabinete da Secretaria Geral do Ministério da Fazenda.

Como representante do Ministério da Fazenda participou dos seminários sobre política tributária e sobre inspeção fiscal na Fundação Alemã para o Desenvolvimento Internacional, em Berlim, e da reunião do Fundo Monetário Internacional, realizada em Washington em 1985. Ainda como representante do ministério, atuou também no conselho deliberativo da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene); na comissão especial de desestatização; no Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama); no comitê interministerial de acompanhamento da execução dos orçamentos públicos (Comor); na comissão marítima nacional (Comana); na comissão interministerial de acompanhamento das finanças de estados, municípios e capitais (Ciafem); no conselho nacional de desenvolvimento urbano; nos conselhos fiscais da Petroquisa-Petrobrás Química S.A., da Siderbrás e do projeto Grande Carajás. 

Entre 1985 e 1988 assumiu diversas funções na Caixa Econômica Federal. Foi vice-presidente de planejamento e controle, diretor financeiro e coordenador da incorporação do Banco Nacional de Habitação - BNH. Foi ainda representante da Caixa Econômica Federal nos conselhos de administração da Companhia Nacional de Seguros (Sasse), do Comitê Brasileiro de Construção Civil (Cobracon), da Cobra Computadores e Sistemas Brasileiros e do conselho consultivo do Paço Imperial, no Rio de Janeiro.

Bérard era secretário-geral do Ministério da Fazenda quando foi convidado a ocupar a presidência do Banco do Brasil em março de 1988, no governo do presidente José Sarney (1985-1990). Substituindo Camilo Calazans, defendeu uma nova imagem para o Banco do Brasil frente à sociedade e ao mercado financeiro, tornando-o uma instituição de investimento, e não apenas de repasse de recursos. Na sua gestão, o Banco do Brasil teve que arcar com o impacto da anistia da correção monetária das dívidas dos micro e pequenos empresários contraídas durante a implantação, em fevereiro de 1986, do plano de estabilização econômica, conhecido como Plano Cruzado, sobre o sistema financeiro e o Tesouro Nacional.

Como presidente do Banco do Brasil participou de diversas missões no exterior, entre elas das reuniões com administradores do Banco do Brasil, em Roma, Paris e Londres; com o Fundo Monetário Internacional e com o Banco Mundial, em Berlim; com o Banco Interamericano de Desenvolvimento, em Caracas, e do seminário de conversão da dívida externa do Brasil, em Nova Iorque.

Ao deixar a presidência do Banco do Brasil em março de 1990, ao final do governo Sarney, foi substituído por Alberto Policaro. Em 1990 e 1991, tornou-se respectivamente, diretor da IAT-Companhia de Comércio Exterior e diretor presidente da Eudmarco S.A. Serviços e Comércio Internacional, ambas localizadas em São Paulo.

Bérard foi ainda conselheiro da Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer), do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), da Itaipu Binacional, da Fundação E. J. Zerbini, em São Paulo, e membro do conselho fiscal da Fundação Teatro Municipal do Rio de Janeiro, além de membro titular do conselho curador da Fundação Nacional Pró-Memória.

Foi casado com Gertrudes Perez Lopes Bérard, com quem teve quatro filhos, e em segunda núpcias com Maria Evelina de Faria Pereira Penha Bérard, com quem teve mais duas filhas.

 

Ana Cristina Sá/Susana Cesa Delgado

 

FONTES: Arq. Museu Hist. Banco do Brasil; CURRIC. BIOG.; Folha de São Paulo (20/7/88, 26/4/89) Gazeta Mercantil (20, 26, 27/7 e 18/8/89); Jornal do Brasil (21/4 e 20/7/88, 6/11/89).

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