MORAIS, Jô

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Nome: MORAIS, Jô
Nome Completo: MORAIS, Jô

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
MORAES, Jô

MORAIS, Jô

* dep. fed. MG 2007-2011; 2011—.

 

 Maria do Socorro Jô Morais Vieira nasceu em Cabedelo (PB) no dia 9 de agosto de 1946, filha de Agripino José de Morais e de Felicidade das Neves Costa.

Iniciou a sua vida política no movimento de estudantes secundaristas no estado da Paraíba. Ingressou na Universidade Federal da Paraíba (UFPB) em meados da década de 1960, ao mesmo tempo em que entrou na Ação Popular (AP), organização formada por militantes da esquerda católica. Presidiu o Diretório Acadêmico da Faculdade de Serviço Social e foi diretora da União Estadual dos Estudantes.

Foi presa duas vezes durante o regime militar. A primeira vez, em 1968, durante a realização do Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE) em Ibiúna (SP). No ano seguinte, foi presa na porta de uma fábrica em Recife (PE) distribuindo panfletos contra o Ato Institucional nº 5. Por suas posições políticas, foi cassada e impedida de continuar seus estudos com base no Decreto nº 477. Foi também condenada à revelia pela Justiça Militar, o que a obrigou a viver na clandestinidade por dez anos para não voltar à prisão. Após a condenação foi morar no interior de Pernambuco, onde trabalhou no meio rural. Perseguida pela polícia foi para São Paulo e aí viveu até 1972, quando se mudou para Belo Horizonte (MG). No mesmo ano se filiou ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB), participou do movimento comunitário em vários bairros de Belo Horizonte e ajudou na organização do partido. Ainda na clandestinidade morou no Rio de Janeiro por um curto período de tempo. Foi anistiada em 1979 e se tornou membro da direção estadual do PCdoB de Minas Gerais em 1982.

Participando intensamente dos movimentos em defesa da mulher, foi coordenadora da Comissão Pró-Federação de Mulheres de Minas Gerais (1982); fundadora e presidente do Movimento Popular da Mulher de Belo Horizonte (1983); coordenadora-executiva do Conselho Estadual da Mulher (1984), e a primeira presidente da União Brasileira de Mulheres (1989). Nesse período também foi assessora parlamentar na Câmara Municipal e assessora na Prefeitura Municipal de Belo Horizonte.

Foi eleita vereadora em Belo Horizonte em 1996 na legenda do PCdoB e reeleita em 2000. Durante as duas legislaturas foi titular da Comissão de Saúde e da Comissão de Direitos Humanos e desenvolveu projetos nas áreas de defesa do direito da mulher, saúde, educação e juventude. Destacou-se com o projeto de lei municipal que permitiu criar parcerias entre o poder público e a iniciativa privada para facilitar o acesso do jovem ao primeiro emprego. Atuou também em defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) e do Hospital das Clínicas de Minas Gerais.

Em 2002 foi eleita deputada estadual na legenda do PCdoB, partido que não tinha até aquele momento representação no parlamento mineiro. Foi titular da Comissão de Administração Pública e da Comissão do Trabalho, da Previdência e da Ação Social. Manteve sua atuação na área da saúde, da educação, em defesa dos direitos da mulher e contra a discriminação racial. Em 2005 foi eleita presidente do diretório estadual do PCdoB e membro de sua direção nacional. No ano de 2006, por decisão da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, recebeu uma indenização pelo período em que foi perseguida pelo regime militar e o direito de concluir o curso de serviço social na UFPB.

No mesmo ano foi eleita deputada federal por Minas Gerais na legenda do PCdoB. Assumiu o mandato em fevereiro de 2007, tornou-se membro titular da Comissão de Seguridade Social e Família, e votou a favor da prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), taxa cobrada sobre movimentações bancárias destinada à área de saúde e extinta no mesmo ano, depois que o Senado Federal não aprovou sua continuidade. Votou em junho de 2008 a favor da criação da Contribuição Social para a Saúde (CSS), que, segundo a oposição ao governo Lula seria uma tentativa de recriar a CPMF.

Foi candidata a prefeita de Belo Horizonte em outubro de 2008 na legenda do PCdoB, chegando em terceiro lugar no primeiro turno, com 111.060 votos. Nesse pleito passaram para o segundo turno Leonardo Quintão, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), e o candidato eleito Márcio Lacerda, do Partido Socialista Brasileiro (PSB).

De volta à Câmara, integrou as seguintes frentes parlamentares: Saúde da Mulher; Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência; Defesa dos Anistiados e Anistiandos Políticos; Defesa das Políticas Públicas de Juventude; Fim do Voto Secreto e União de Parlamentares do MERCOSUL.

Concorreu à reeleição em 2010 e obteve êxito, com 105.977 votos. No novo mandato, iniciado em 2011, integrou a Comissão de Turismo e foi presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Violência contra as Mulheres, instalada no Congresso Nacional em 2012.

Publicou os seguintes livros: Pelos direitos e pela emancipação da mulher (s/d); Esta imponderável mulher (2000) e Uma história para Érica (2002).

Augusto Gomes

 

FONTES: Folha de S. Paulo (online) 11, 23 out. 2008 e 02 jun. 2009. Disponível em: <http://www.folha.uol.com.br>. Acesso em 01/07/2009; Globo (online) 08 ago. 2008. Disponível em: <http://oglobo.globo.com>. Acesso em 01/07/2009; O Tempo (online) 28 jul. 2008 e 18 abr. 2009. Disponível em: <http://www.otempo.com.br>. Acesso em 30/06/2009; Portal da  Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais. Disponível em: <http://www.almg.gov.br>. Acesso em 23/06/2009; Portal da Câmara dos Deputados. Disponível em: <http://www.camara.gov.br>. Acesso em 28/06/2009 e 06/01/2014; Portal  da dep. fed. Jô Moraes. Disponível em: <http://www.jomoraes. com.br>. Acesso em 29/06/2009; Portal do PCB. Disponível em: <http://www.vermelho.org.br>. Acesso em 30/06/2009 e 06/01/2014

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