MOREIRA FILHO, ELIESER

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: MOREIRA FILHO, Eliéser
Nome Completo: MOREIRA FILHO, ELIESER

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
MOREIRA FILHO, ELIÉSER

MOREIRA FILHO, Eliéser

*dep. fed. MA 1987-1991; const. 1987-1988.

            Eliéser Moreira Filho nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 9 de março de 1935, filho de Eliéser Rodrigues Moreira e de Eudes Hohmann de Albuquerque Moreira. Seu pai foi deputado federal pelo Maranhão de 1935 a 1937.

            Eliéser ingressou, em 1957, na Faculdade Nacional de Direito, no Rio de Janeiro, pela qual se bacharelou em 1961.

            Em 1966, no governo estadual de José Sarney (1966-1970), foi nomeado para chefiar a Superintendência do Desenvolvimento do Maranhão (Sudema), cargo que exerceu até o ano seguinte, quando passou a secretário estadual de Administração e, cumulativamente, de Reforma Administrativa. Permaneceu no primeiro cargo até 1968 e no segundo até 1969, quando foi nomeado para ocupar a Casa Civil. No ano seguinte, desincompatibilizou-se para concorrer a mandato eletivo. Filiando-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de apoio ao regime militar instaurado no país após a vitória do movimento político-militar de 31 de março de 1964 que depôs o presidente João Goulart (1961-1964), no pleito de novembro de 1970 elegeu-se deputado estadual. Empossado na Assembleia maranhense em fevereiro de 1971, foi eleito vice-presidente de mesa diretora da casa, de onde saiu em 1973, quando passou a integrar, como membro titular, a Comissão de Constituição e Justiça, na qual permaneceria até 1975.

            Em novembro de 1974 concorreu à reeleição, mas só conseguiu uma suplência. Permaneceu no Legislativo maranhense até o fim de janeiro do ano seguinte, no fim da legislatura. Em 1975, ainda, assumiu a Superintendência de Melhoramentos de São Luís, cargo que exerceria até 1977, quando assumiu a presidência do serviço de planejamento da Secretaria de Modernização da Reforma Administrativa, em Brasília. No ano seguinte, passou a ocupar também a coordenação de área da Secretaria de Planejamento, funções nas quais permaneceria até 1982.

            Com o fim do bipartidarismo em novembro de 1979, filiou-se no ano seguinte ao Partido Democrático Social (PDS), que sucedeu a Arena no apoio ao governo. Ainda em 1979 iniciou o curso de pós-graduação em administração pública na Fundação Getúlio Vargas (FGV), em Brasília, concluindo-o em 1981. Em maio do ano seguinte foi nomeado coordenador de área do Programa Grande Carajás, função que exerceu até fevereiro de 1983.

            Voltando ao Maranhão, com a ascensão de Luís Rocha ao governo do estado em março de 1983, foi nomeado secretário de Indústria e Comércio, cargo que exerceu até o ano seguinte, quando assumiu a Secretaria de Administração. Com o surgimento do Partido da Frente Liberal (PFL) em 1985, decorrente de uma dissidência do PDS, filiou-se à nova agremiação. Permaneceu na secretaria até maio de 1986, quando se desincompatibilizou para concorrer a mandato eletivo.

            Em novembro foi eleito deputado federal pelo Maranhão. Ligado à família do então presidente da República José Sarney (1985-1990), obteve nessas eleições o apoio de Roseana Sarney, que viria a ser deputada federal (1991-1995) e governadora do estado por dois períodos consecutivos a partir de 1995, e a quem foi atribuída parte de seu sucesso eleitoral. Empossado em 1º de fevereiro de 1987, nesse mesmo dia foi instalada a Assembleia Nacional Constituinte, na qual passou a integrar, como titular, a Subcomissão dos Municípios e Regiões, da Comissão da Organização do Estado; e, como suplente, a Subcomissão da Política Agrícola e Fundiária e da Reforma Agrária, da Comissão da Ordem Econômica.

            Durante os trabalhos de elaboração da Constituição, vinculou-se ao Centrão, grupo de parlamentares conservadores que atuou na Constituinte. Votou a favor do mandato de cinco anos para o então presidente José Sarney (1985-1990), da proteção ao emprego contra a demissão sem justa causa, da unicidade sindical, da proibição do comércio de sangue e do presidencialismo. Votou contra o rompimento de relações diplomáticas com países com política de discriminação racial, a remuneração 50% superior para o trabalho extra, a jornada semanal de 40 horas, o turno ininterrupto de seis horas, a estatização do sistema financeiro e a desapropriação da propriedade produtiva.

            Após a promulgação da nova Carta em 5 de outubro de 1988, passou a exercer somente o seu mandato ordinário. Em outubro de 1990 concorreu à reeleição na legenda do PFL, mas só obteve uma suplência. Permaneceu na Câmara dos Deputados até janeiro de 1991, quando se encerraram o seu mandato e a legislatura.

            Com a eleição de Edson Lobão para o governo maranhense, em março desse ano, Eliéser foi nomeado secretário-chefe da Casa Civil, cargo que exerceu até maio do ano seguinte. Nesse mesmo mês foi nomeado diretor administrativo do Banco do Estado do Maranhão, exercendo essa função até dezembro de 1994. Em janeiro de 1995, tornou-se secretário estadual de Cultura do primeiro período de governo de Roseana Sarney, função em que permaneceu até maio de 1998, quando assumiu a secretaria de estado de Articulação Política para trabalhar pela reeleição da governadora. Objetivo alcançado, exerceu esse cargo até dezembro desse ano. Em janeiro seguinte, com o início do novo período de governo de Roseana, quando uma reforma empreendida pela governadora transformou as secretarias em gerências estaduais, Eliéser foi nomeado para ocupar a de Desenvolvimento Regional em Caxias, no interior do estado, cargo que exerceu até 2001.

            Abandonou a vida pública para se dedicar ao ofício de escritor. Além de já ter publicado em 1994 a Arte do Maranhão (1940-1990), escreveu O monumental Celso Antônio: um gênio esquecido e, em 2008, lançou a coleção Cartas às minhas filhas – composta por dois livros, sendo o primeiro volume intitulado Memórias de meu tempo e o segundo, Histórias que os jornais não contaram.

            Casou-se com Maria de Lurdes Itapari Ribeiro Moreira, com quem teve duas filhas.

Daniela Cândido/Alan Carneiro

                                                                                            Patrícia S. Monnerat atualização

 

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. Repertório (1987-1988); CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1991-1995); COELHO, J. & OLIVEIRA, A. Nova; Correio Brasiliense (21/1/87); Folha de S. Paulo (19/1/87); INF. BIOG.; TRIB. SUP. ELEIT. Dados estatísticos (1974); www.correiodosmunicipios.com.br (Acesso em 17/9/09); www.barradocorda.com (Acesso em 17/9/09); www.itaucultural.org.br (Acesso em 17/9/09); www.swwetsunday.blogspot.com (Acesso em 17/9/09).

 

Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados